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Brasileirão 2015, um balaio de gatos?!

Balaio de Gatos/Crédito da Ilustração: Sizar
Segundo essa maravilha que é a internet, balaio de gato é uma expressão popular que significa confusão, encrenca, situação difícil, embaraço ou desordem (que Napoleão, meu gato, não escute isso).

Essa é sensação que o Brasileirão 2015 me passa. Não só pela parte encrenqueira da CBF, mas principalmente pelo bololô imprevisível que é o campeonato. A questão é: como resistir a um cesto cheio de gatinhos?! Impossível. Portanto, faz miau junto comigo e vamos tentar separar esses bichanos pra facilitar a vida e cumprir o ritual de arranhar uns pitacos no início da competição (Clique aqui pra saber o resultado dos meus pitacos em 2014)!

Primeiro, o balaio completo da Série A. Depois, os pitacos para os nordestinos na Série B.

Série A
Cesta da Libertadores

Internacional
Que gatinho traiçoeiro tem sido o Inter, hein? Todo ano, parece que vem forte pro Brasileirão, mas acaba se enrolando no fim. Será que esse ano vai?! Pra mim, é favorito ao título. Tudo depende se vai manter o nível dos últimos jogos da Libertadores e das finais do Estadual,.
Atlético-MG
Um gatinho meio manhoso, meio instável, mas que tem força e ataque pra brigar pelo título. Vai brigar pela cesta da Libertadores, mas eu não apostaria a ração do meu gato no título mineiro.
Corinthians
Gatinho de raça que começou o ano ganhando todas as atenções. Tem o melhor técnico do país e um elenco muito bom (Guerrero pode sair no meio do ano e time perde muito em poder de decisão naquele jogo encardido que terminaria 0 a 0). É candidato ao título e dono de um dos cantinhos da cesta da Libertadores.
Palmeiras
Nem 8 nem 80. Um gatinho badalado antes de entrar em campo, mas que demorou pra miar. Absolutamente natural pra um time remontado. Ainda acho que vai evoluir. Não deve ficar com o título, mas vai brigar pela Libertadores.
São Paulo
Depois de um início de ano tão complicado, é um gatinho meio imprevisível. Pode criar garras ou virar um Garfield. Minha aposta é que evolui, mas não a ponto de levar o título. Pode lamber uma vaga na Libertadores, no entanto.
Cruzeiro
Como é que tira o gatinho que dominou essa cesta nos últimos anos dela? Não dá pra descartar o Cruzeiro como um vira-lata qualquer (na verdade, NENHUM vira-lata deve ser nunca descartado!!!). O time titular perdeu e ganhou peças, mas não tem mais um elenco com o nível do último ano. Vai brigar pela Libertadores.

Balaio sul-americano
Todos aqueles gatinhos que você não sabe exatamente o que fazer. Não entram no cesto mais bonito do gatil, mas não necessariamente vão brigar pra não cair no balaio da 2ª divisão. Abaixo, mais ou menos na ordem, gatinhos que não estão nem muito pra cá, nem muito pra lá.

Santos
Falta elenco pra brigar por mais do que isso. O time vai precisar de mais fôlego do que os de Robinho e Ricardo Oliveira.
Grêmio
Time perdeu peças e não ganhou outras a altura. Não encaixou ainda.
Fluminense
Tem uma molecada muito boa mesclada com a experiência de Fred (e agora Magno Alves), mas parece que falta consistência pra brigar por algo grande.
Flamengo
Time tem mais qualidade do que o do ano passado, mas precisa evoluir muito ainda pra sonhar com algo mais.
Vasco
Time é competitivo pros jogos “menores”, mas é limitado tecnicamente e sem criatividade pra enfrentar os leões.
Sport
É o único nordestino na Série A. Depois de um 2014 muito bom, o felino caiu de produção em 2015. Até começou bem o ano, mas Eduardo Baptista começou a ter dificuldades em dar mais versatilidade à equipe. Tem jogadores, como o goleiro Magrão, o zagueiro Durval, o meia Diego Souza e o atacante Hernane, pra não passar nenhum sufoco no Brasileirão, mas vai depender da fase deles.
Figueirense
Um gatinho manso e estável, no início de temporada, que não deve correr grandes riscos, mas também não sonha alto.
Joinville
A estreia nos pontos corridos da Série A não será fácil. O time evoluiu, no entanto, na fase final do Estadual. Quem sabe não garante mais um ano no balaio da elite?

Balaio dos desesperados

Coritiba
Em 2014, 2014, passou 28 das 38 rodadas na zona do rebaixamento. Se livrou de cair pro balaio da Série B na penúltima rodada. Vai dar sustos na torcida mais uma vez esse ano.
Goiás
Em números (e o título), o time até que fez um bom primeiro semestre, mas o estadual, ainda com mais ênfase no caso do Goiás, não é parâmetro. A verdade é que o time ainda será testado.
Ponte Preta
Essa vida de sobe e desce mostra que o risco continua existindo, mas até que a Ponte Preta não fez feio no primeiro semestre.
Chapecoense
Tive teve uma queda de rendimento preocupante no fim do estadual. Se não evoluir, vai sofrer pra ficar mais um ano na elite.
Atlético-PR
Com um primeiro semestre pra esquecer, o Atlético-PR entra muito fraco pra competição. Risco de rebaixamento alto.
Avaí
O time é muito fraco tecnicamente e nem sempre vai ter fôlego. Vai sofrer e tem risco alto de rebaixamento.

Nordestinos na Série B
ABC
O time estava invicto na temporada até a derrota para o América-RN na final do Campeonato Potiguar. Problema é que, fora da Copa do Nordeste 2015, foi pouco testado nesse primeiro semestre. O time titular é jovem e pode evoluir, mas não acredito que seja suficiente pro acesso. Deve seguir no balaio da série B.
Bahia
A nova diretoria trouxe muitas mudanças para o clube. Responsável, pé no chão e guerreiro, o time entra em campo com uma atitude bem diferente da que deixou a Série A no ano passado. O grupo é bom, mas tem algumas carências, como as laterais e a zaga. Num campeonato longo (e fisicamente desafiante), o elenco vai fazer diferença. O título do estadual não é parâmetro, mas deu ânimo à torcida, que vai precisar empurrar o time mais uma vez de volta a Série A. Minha previsão é que volta pro balaio de cima e pode até sonhar com título caso consiga reforçar o elenco e conte com a boa fase de Kieza, Maxi e cia.
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Ceará
Junto com o Bahia (e Botafogo), forma a trinca que entra com mais moral pro acesso ao balaio de elite e quem sabe título. O time que bateu na trave nos últimos anos, amadureceu, conquistou a Copa do Nordeste e chega com moral pra competição. A saída de Magno Alves para o Fluminense, no entanto, pode comprometer a campanha. Em muitos jogos em que o time não se encontrava em campo, era ele quem decidia. Candidato ao acesso.
CRB
Foi campeão estadual, mas não sobrou na competição. Para enfrentar desafios maiores, trouxe reforços, mas tudo depende se o time vai melhorar a ponta de conseguir se manter na Série B. É candidato a muitas miadas de sofrimento e um possível rebaixamento.
Náutico
Um primeiro semestre de muitos fracassos que pode ditar a campanha no campeonato nacional. A direção trouxe reforços, mas um time ainda é frágil. Deve permanecer no balaio, mas com dificuldades.
Sampaio Corrêa
Depois de um primeiro semestre carregado, é momento de reconstrução no Sampaio Correa. O time quase reverteu, em campo, a perda de 6 pontos pela escalação irregular de um atleta e chegou a fina do estadual, mas não levou o título. O técnico Oliveira Canindé deixou a equipe e muitos jogadores chegaram. Será complicado depender apenas dos gols de Robert (que já marcou 16 gols no ano). Acredito que permanece no mesmo balaio por mais um ano.
Santa Cruz
Campeão estadual, o time foi reformulado no início da temporada e tem dado certo. Faltam estrelas e futebol bonito, mas o conjunto é a aposta para voltar a primeira divisão. Na minha previsão, não é favorito, mas pode surpreender e pular pra dentro do balaio da Série A.
Vitória
Um primeiro semestre horroroso e que o Vitória gostaria de esquecer. A não classificação para a Copa do Nordeste 2016, no entanto, vai fazer eco na memória por muito tempo. Muita coisa mudou: presidente, técnico, jogadores… mas as ações e contratações ainda não mostraram resultado e o time ainda é uma interrogação que pode evoluir ou penar na Série B. Pra completar, a torcida tá na bronca e não tem apoiado o time, decepcionada com a perda de rumo, nos últimos anos, do time que dominou o cenário baiano por tanto tempo. Com tanta turbulência, o Vitória não é favorito ao acesso, mas tem tradição pra correr pro fora.

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Brasileirão 2014 – O acerto de contas

Chegou aquele momento em que vocês cobram a conta dos meus pitacos (lembram da Dona Baratinha?!), no início do ano, do Brasileirão! Será que eu me dei mal?! Será que sou vidente e não sei? É hora de pedir a dolorosa! De fechar a fatura! De receber a nota fiscal! De garantir a saideira! De fazer a soma! De pegar a calculadora! De abrir a carteira!

Tá bom, Clara, a gente já entendeu! Então tá bom, chama o garçom, pede a sua conta também, e vamos lá!

Fecha a conta!!!
Série A
*Acertos no alvo valem 3 pontos. Passar perto vale 1. Passar longe, -1. Errar loucamente, -3.

Atlético-MG
O que eu disse: Briga por libertadores, mas não leva o título.
Prestando as contas: Brigou pela Libertadores até quase o fim, quando levou a vaga pela Copa do Brasil! Traz uma cerveja na conta da casa pra mim! (+3)

Atlético-PR
O que eu disse: Meio da tabela pra baixo.
Prestando as contas: Terminou em 8°. Não cravei, mas também não passei longe, vai!? (+1)

Bahia
O que eu disse: Meio da tabela pra baixo.
Prestando as contas: O Bahia foi rebaixado, como todo mundo sabe. Não achei que fosse cair no início do ano. Paguei caro. (-1)

Botafogo
O que eu disse: Meio da tabela pra baixo.
Prestando as contas: Situação idêntica ao Bahia. Paguei caro. (-1)

Chapecoense
O que eu disse: Candidato fortíssimo ao rebaixamento.
Prestando as contas: Ê laiá! Não coloquei fé no futebol da Chapecoense, que escapou do rebaixamento em 2014. (-3)

Corinthians
O que eu disse: Meio da tabela pra cima.
Prestando as contas: Ficou com a Libertadores. Errei. Pago cerveja cara. (-1)

Coritiba
O que eu disse: Meio da tabela pra baixo.
Prestando as contas: Time ficou na 14ª posição. Acertei. Ganho desconto. (+3)

Criciúma
O que eu disse: Candidato ao rebaixamento.
O que aconteceu: Caiu em último lugar. Mais cerveja na conta da casa pra mim. (+3)

Cruzeiro
O que eu disse: É candidato ao título.
O que aconteceu: Rá! Rodada dupla pra mim. (+3)

Figueirense
O que eu disse: Candidato ao rebaixamento.
O que aconteceu: Time fez boa campanha pro que se pensava e acabou em 13° lugar. Aumenta a conta, garçom. (-3)

Flamengo
O que eu disse: Meio da tabela.
O que aconteceu: Décimo lugar. Mais no alvo, impossível. Mereço uma rodada tripla “de grátis”. (+3)

Fluminense
O que eu disse: Meio da tabela pra cima.
O que aconteceu: Fui bem, vai?! (+1)

Goiás
O que eu disse: Candidato ao rebaixamento.
O que aconteceu: 12º lugar. Errei. Conta extra pra mim. (-3)

Grêmio
O que eu disse: Briga por Libertadores.
O que aconteceu: Brigou pela Libertadores até a penúltima rodada do Brasileiro. Ponto pra mim. (+3)

Internacional
O que eu disse: Briga por Libertadores.
O que aconteceu: Brigou e levou! Melhor pra mim que ganho desconto na conta. (+3)

Palmeiras
O que eu disse: Meio da tabela pra cima.
O que aconteceu: Apesar do esforço, conseguiu não cair! Chope aguado pra mim. (-3)

Santos
O que eu disse: Briga por Libertadores.
O que aconteceu: Não brigou foi por nada hora nenhuma! (-1)

São Paulo
O que eu disse: Briga por Libertadores.
O que aconteceu: Desce mais um chope que o São Paulo foi vice-campeão! (+3)

Sport
O que eu disse: Meio da tabela.
O que aconteceu: Terminou o Brasileirão em 11º. Descontos pra mim!!! (+3)

Vitória
O que eu disse: Meio da tabela.
O que aconteceu: Achei que o melhor desempenho de um nordestino neste formato do Brasileirão na história em 2013 fosse trazer reflexos. Errei. (-3)

Série B
Nordestinos

ABC
O que eu disse: o ABC deve sofrer na Série B.
O que aconteceu: Difícil é não sofrer na Série B, né?! Mas o ABC não foi bem e ficou na 14ª posição. (+3)

América-RN
O que eu disse: A barata aposta que será a surpresa da Série B e que o Mecão pode sonhar em beliscar uma vaga na Série A.
O que aconteceu: #jesusmariajosé errei feio. O Mecão caiu pra Série C. Conta superfaturada pra mim. (-3)

Ceará
O que eu disse: Briga pelo acesso.
O que aconteceu: Lutou pelo acesso no primeiro turno, mas caiu depois pro 8º lugar. (+1)

Icasa
O que eu disse: Pode bater na trave mais uma vez pelo acesso.
O que aconteceu: Na trave???? Passou foi longe! O Icasa foi rebaixado. (-3)

Náutico
O que eu disse: Briga pelo acesso.
O que aconteceu: Oxi, errei! Náutico ficou em 13°. (-3)

Sampaio Corrêa
O que eu disse: O objetivo aqui é se manter na Série B.
O que aconteceu: 10ª posição. Nem lá, nem cá! (+1)

Santa Cruz
O que eu disse: Santa pode não ter vida fácil na Série B e amargar mais um ano por lá.
O que aconteceu: No meio da tabela, o Santa fecha minha conta com mais +3 pra mim!

TOTAL: 9 pontos POSITIVOS!!!!

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Jogo dos sete erros do futebol brasileiro – Erro 5

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começará a partir de hoje uma brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Ache os sete erros!

Erro 5 – um futebol que não pensa

A capa da Placar de outubro traz o último brasileiro eleito o melhor do mundo. Pode catar na memória, Kaká, em 2007, é o nome dele. De lá pra cá, argentinos, espanhóis e um português (jogadores praticamente apenas de Real e Barcelona) dominaram os três primeiros lugares. A única exceção aconteceu em 2013, quando Franck Ribéry, francês e jogador do Bayern de Munique, ficou em 3° lugar atrás de Messi e Cristiano Ronaldo. E repito: ZERO brasileiros. Não é à toa que os grandes clubes do mundo não têm brasileiros como grandes protagonistas (e Neymar não é uma exceção porque ele não é o principal jogador do Barcelona).

Arrá, então, o problema é a safra que é ruim? Veja só, se você trata mal as uvas de um parreiral, planta num terreno ruim e, vira e mexe, arranca as raízes da videira, você acha que a culpa do vinho que vem delas ser ruim é da safra? Pois é a mesma coisa.

O futebol brasileiro não cuida de si mesmo. Não cuida bem de sua base, não cuida bem de seus poucos ídolos, não cuida bem de seu patrimônio, não cuida bem de suas finanças, não cuida bem de sua torcida, não cuida bem de seus jogadores, não cuida bem nem de seu maior produto, o Brasileirão. E a gente poderia continuar… Mas, pior do que cada um desses não cuidados listados, é não pensar. O futebol brasileiro, comandado da forma que é atualmente, simplesmente não pensa, não discute seus erros e, consequentemente, é incapaz de aprender com eles. Não é que antes ele se cuidava e por isso Kaká, Ronaldinho, Ronaldo, Rivaldo estavam entre os melhores do mundo (entre 2000 e 2007, apenas um ano não teve brasileiros concorrendo). É que o futebol (e principalmente, o jogo em campo em si), como tudo no mundo, evoluiu. e a ausência de um brasileiro entre os três melhores do mundo nos últimos seis anos não é uma pane (goooool da Alemanha), ao contrário do que Felipão e a CBF devem pensar. É reflexo de um futebol que não pensa, que parou no tempo, e que não oferece a seus jogadores os nutrientes necessários pra que suas safras forneçam vinhos que possam estar entre os melhores do mundo.

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Jogo dos sete erros do futebol brasileiro – Erro 4

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começará a partir de hoje uma brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Erro 4 – Torcidas organizadas ou muito mais do que isso

Foto: Reprodução

Há quantos anos discutimos as torcidas organizadas? Há quanto tempo jornalistas e estudiosos noticiam e escancaram o perigo no qual esse segmento do futebol se tornou? Rodada após rodada, as situações se repetem e a gente se repete. Pode procurar aqui no blog e você vai encontrar diversos textos sobre o assunto. Todo mundo já sabe que estes elementos não são fruto do amor pelo futebol e, sim, de uma sociedade doente que não educa, não dá oportunidades, não pune de forma adequada e, pior, depois de tudo isso, não aprende também.

Mas, daí, imagine só, você é um clube de futebol brasileiro e sabe de tudo isso. Você tem milhões de torcedores e um potencial imenso de agradá-los (não apenas com vitórias em campo, mas com serviços, afinal, eles são clientes), mas você prefere agradar e se tornar refém de uma minoria que quebra seu estádio, arranja briga, faz você perder mando de campo e receita, explora sua marca sem te pagar nada, ameaça seus jogadores e outras atrocidades mais. Eles pedem, por exemplo, pra você tirar as cadeiras do espaço onde eles querem ficar e você faz o que? Tira! E eles fazem o que? Brigam! E você faz o que? Nada! E na rodada que vem a gente vai fazer o que? Falar de novo da violência! E os marginais vão fazer o que? Ganhar ingresso (do jogo que não for de portões fechados)! E aí se o time perder?! Ameaçam jogador! E a gente pode ficar aqui brincado com mais essa brincadeira até a temporada terminar. E começar de novo…

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Jogo dos sete erros do futebol brasileiro – Erro 3

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começará a partir de hoje uma brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

SIM, EXISTEM SETE ERROS ENTRE AS DUAS IMAGENS!!!!

EXISTEM SETE ERROS ENTRE AS DUAS IMAGENS!!!!

Erro 3 – Uma seleção paralítica

Você toma conta da Seleção. Aquela que já tem mais de 100 anos de história, que participou de todas as Copas do Mundo, que é maior campeã mundial e que é referência pra todos os outros países. Você não acha que foi exatamente fácil, mas confessa que o talento dos jogadores sempre superou uns probleminhas de organização. A verdade é que você nunca parou pra pensar que o futebol estava evoluindo, que os outros países estavam aprendendo uma ou outra coisa e que você estava ficando pra trás. A possibilidade de um novo Pelé, de um novo Garrincha, Romário, Ronaldo ou de um eterno Neymar fizeram você se acomodar. Até você ser atropelado por um caminhão cegonha alemão que levava jumbos. Era hora de mudar. Você sabe que não resolverá tudo em um ano. Sabe que é um trabalho profundo de reestruturação e, principalmente, de reflexão do futebol nacional. A sua Seleção Brasileira é um reflexo do futebol de cada dia. Você sabe que os dois merecem mais, então convoca uma comissão de estudiosos, jornalistas e técnicos e profissionais do futebol para repensar o que está sendo feito. Não é certeza que isso trará um, dois, três, outros cinco títulos mundiais, mas você vai fazer de tudo pra que os próximos Romários, Ronaldos e Neymars tenham um time e um futebol mais forte para apoiá-los.

Você toma conta da Seleção. Aquela que já tem mais de 100 anos de história, que participou de todas as Copas do Mundo, que é maior campeã mundial e que é referência pra todos os outros países. Você não acha que foi exatamente fácil, mas confessa que o talento dos jogadores sempre superou uns probleminhas de organização. A verdade é que você nunca parou pra pensar que o futebol estava evoluindo, que os outros países estavam aprendendo uma ou outra coisa e que você estava ficando pra trás. A possibilidade de um novo Pelé, de um novo Garrincha, Romário, Ronaldo ou de um eterno Neymar sempre te deixaram tranquilo. Mesmo após ser atropelado por um caminhão cegonha alemão que levava jumbos. Pra que mudar? Você sabe que resolverá tudo com umas vitórias e firulas. Basta fazer um discurso raso usando a palavra reestruturação que vão acreditar que você vai propor uma reflexão do futebol nacional. A sua Seleção Brasileira é sua pra fazer o que quiser e ela não tem nada a ver com o futebol de cada dia (que você acha que vai muito bem, obrigado). Os dois, inclusive, merecem o que você achar mais conveniente, então você convoca um técnico chefão, próximo da sua patota, e que concorda com o que você tem feito. Você tem certeza que isso trará um, dois, três, outros cinco títulos mundiais, afinal você sempre terá um “novo Pelé” por aí e você não precisa dar nenhum apoio. Eles apensas nascem.

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Jogo dos sete erros do futebol brasileiro

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começou a brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Ache os sete erros!
Erro 2 – A justiça da mãe Joana
Você administra/toma conta/tem poder sobre alguma instituição do futebol brasileiro. Você identifica diversos erros e questões importantes fora das quatro linhas. A quantidade de situações irregulares é grande.  Nas inscrições de jogadores, nas súmulas, nas condutas dos árbitros, atletas e até da torcida. Você decide então fazer um trabalho profundo pra tentar mudar isso. Recicla e treina árbitros de verdade e discute a profissionalização da categoria. Facilita informações para que os clubes evitem punições. Faz um trabalho de base para que os atletas aprendam melhor, não só as regras do jogo, mas as lições da vida como cidadão. Você sabe que não acabará com a falta de educação e o racismo, problemas muito maiores que o futebol, mas acha que pode ajudar a diminuir as injustiças. Você sabe que é muito mais difícil percorrer o caminho da prevenção do que da punição, mas decide fugir da lógica do futebol brasileiro.

Você administra/toma conta/tem poder sobre alguma instituição do futebol brasileiro. Você identifica diversos erros e questões importantes fora das quatro linhas. A quantidade de situações irregulares é grande.  Nas inscrições de jogadores, nas súmulas, nas condutas dos árbitros, atletas e até da torcida. Mas você decide não fazer nada pra tentar mudar isso. Reclama e critica a arbitragem a cada rodada ou dificulta informações para que os clubes evitem punições. Mal forma jogadores, quanto mais cidadãos. Você sabe que não acabará com a falta de educação e o racismo, problemas muito maiores que o futebol, então você fica na sua cadeira confortavelmente tentando separar um ou outro “elemento” da sua torcida ou do seu time. Deixa pros outros (ou pra justiça da mãe Joana). Você sabe que é muito mais difícil percorrer o caminho da prevenção do que da punição, então você segue a lógica do futebol brasileiro.

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Jogo dos sete erros do futebol brasileiro

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começará, a partir de hoje, uma brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

7 erros

Erro 1 – O ciclo do imediatismo

Você é um clube de futebol brasileiro. Decide apostar num técnico “diferente”. Um estrangeiro, quem sabe. Traz o cara no meio da temporada, entrega um time desmontado e tecnicamente questionável. Ele pede reforços. Você traz alguns jogadores da confiança e do mundo dele. O time demora a engrenar, afinal, é ruim mesmo. A conclusão lógica é que você tomou muitas decisões erradas desde sempre, mas que, apesar dos resultados ruins, agora você tem um planejamento. Mesmo que os resultados só sejam para o ano que vem, você escolheu interromper a bola de neve infinita de erros por cima de erros. Tem consciência que o problema é maior do que nove derrotas. Você é um clube de futebol brasileiro, mas decide quebrar a lógica doente dos times brasileiros.

Você é um clube de futebol brasileiro. Decide apostar num técnico “diferente”. Um estrangeiro, quem sabe. Traz o cara no meio da temporada, entrega um time desmontado e tecnicamente questionável. Ele pede reforços. Você traz alguns jogadores da confiança e do mundo dele. O time demora a engrenar, afinal, é ruim mesmo. A conclusão lógica é que você nunca tomou decisões erradas, apesar dos resultados ruins, e que você segue um planejamento: o de nunca tê-lo. Você não quer saber de resultados para o ano que vem, então você coloca mais velocidade na bola de neve infinita de decisões por cima de decisões. Tem a certeza que o problema não é maior do que o técnico e os próximos três pontos. Você é um clube de futebol brasileiro e isso é o que os times brasileiros fazem.

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A Barata diz que tem / O Brasileiro diz que tem

A barata e seus palpites

A Barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só!

A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo!

A Barata diz que tem um anel de formatura
É mentira da barata, ela tem é casca dura
Ah ra ra , iu ru ru, ela tem é casca dura

A Barata diz que tem um sapato de fivela
É mentira da barata, o sapato é da mãe dela
Ah rá rá, oh ró ró, o sapato é da mãe dela!

Essa musiquinha (uma cantiga popular) pode ser facilmente adaptada pra um certo Brasileiro que também se acha, mas na verdade…

O Brasileiro diz que tem 20 times competindo
É mentira do campeonato, uma liminar vem vindo
Ah rá rá, oh ró ró, uma liminar vem vindo

O Brasileiro diz que tem estádios cheios e modernos
É mentira do campeonato, média de público tá no inferno
Ah rá rá, oh ró ró, média de público tá no inferno

O Brasileiro diz que tem qualidade e muitos craques
É mentira do campeonato, o nível dele é de araque
Ah rá rá, oh ró ró, , o nível dele é de araque

É claro que isso é uma brincadeira, mas não é mentira da barata que nosso principal campeonato nacional poderia estar muito melhor. De qualquer forma, como já virou tradição, aí vão meus pitacos e minhas análises (em ordem alfabética) para o Brasileirão 2014, com destaque para os nordestinos, claro.

Série A

Atlético-MG
A barata diz que o galo tem um dos melhores times da competição, mas que parece um time menos consistente e focado que o de 2013. Vale lembrar também que o Atlético começa o Brasileiro dividindo as atenções com a Libertadores. Briga por libertadores, mas não leva o título.

Atlético-PR
A barata diz que a surpresa de 2013 não vai se repetir.  Mais uma vez, o clube apostou no time sub-23 para a disputa do estadual enquanto o time principal focava na Libertadores, mas, desta vez, os meninos caíram na semifinal do Paranaense e os profissionais na fase de grupos da Libertadores. O clima no vestiário não é bom (e Adriano, hein?!?! Parece até mentira da barata!!!!) e o time só poderá jogar na Arena da Baixada,  a partir da 19ª rodada já que terá que cumprir nove jogos de punição em virtude da briga durante o jogo contra o Vasco, na Arena Joinville, pelo Campeonato Brasileiro de 2013. Meio da tabela pra baixo.

Bahia
A barata diz que o Tricolor começa o ano mais tranquilo que em 2013. Foram muitas mudanças e o torcedor ganhou um time com muito mais garra e comprometimento, ainda que não seja o ideal. Não é a toa que, em pouco mais de seis meses, o clube passou de 600 sócios torcedores à quase 25 mil tricolores associados. Apesar da eliminação ainda na fase de grupos da Copa do Nordeste, Marquinhos Santos conseguiu que o time evoluísse nos primeiros meses do ano, o que culminou no título estadual diante do Vitória. O time não perde um Ba-Vi há sete clássicos e está invicto há 12 jogos e a diretoria ainda promete reforços para o Brasileirão. No grupo, destaque pra Anderson Talisca, cria da base, artilheiro (6 gols) e líder de assistências (6) da equipe na temporada.  Meio de tabela pra baixo.

Botafogo
A barata diz que tem coisas que só acontecem com o Botafogo. O título de campeão nacional está longe de ser uma delas, no entanto. Focado na disputa da Libertadores, os profissionais acabaram eliminados na fase de grupos. O clube ainda enfrenta um péssimo momento fora de campo, com muitas dificuldades de pagar os salários dos jogadores. Meio da tabela pra baixo.

Chapecoense
A barata prevê um campeonato difícil pro time que tem poucos recursos e disputa pela primeira vez a Série A do Brasileiro (pontos corridos). Candidato fortíssimo ao rebaixamento.

Corinthians
Depois de um início de temporada desastrosa, a diretoria se mexeu e trouxe reforços, mas a barata não acha que será suficiente pra brigar pelo título. Meio da tabela pra cima.

Coritiba
A barata informa que o time ainda não se encontrou na temporada. Pode evoluir, mas não deve ir longe. Meio da tabela pra baixo.

Criciúma
A barata diz que o Criciúma vai longe no ano. É mentira da barata, o time deve brigar pra não cair. Candidato ao rebaixamento.

Cruzeiro
É candidato ao título, mas a barata acha difícil que a taça caia de novo no mesmo lugar. Tem, talvez, o melhor elenco do país, mas divide as atenções com a Libertadores. Briga justamente por ela, em 2014.

Figueirense
O time não pode ser ambicioso, coisa que a barata deveria aprender também. Candidato ao rebaixamento.

Flamengo
A barata não bota muita fé no time montado pelo Flamengo. Apesar do título estadual, a eliminação na fase de grupos da Libertadores mostra que o ano não deve ser de maiores conquistas. Meio da tabela.

Fluminense
Ainda que tenha um elenco de qualidade, a barata desconfia desse Fluminense. Apesar de focado no Brasileirão, o time é uma gangorra. Não seria supresa brigar por Libertadores, tão pouco se brigar pra não cair. Meio da tabela pra cima.

Goiás
O time começa o Brasileiro com ambiente conturbado e o ânimo lá embaixo. Segundo a barata, o vice-campeonato estadual e a eliminação precoce na Copa do Brasil pesaram. Candidato ao rebaixamento.

Grêmio
Uma das apostas da barata para o título, caso consiga conciliar a competição com a Libertadores. Briga por Libertadores.

Internacional
Mais uma vez o Internacional começa o ano de forma promissora e com um elenco pra ser campeão nacional. Em todas as ultimas edições, o rótulo de favorito não passou do papel e o inter não conseguiu quebrar o jejum que já dura desde 1979. A barata está com receio da história se repetir. Briga por Libertadores.

Palmeiras
Depois de uma temporada na Série B, o time tenta se reconstruir na elite. A barata acha que o time é promissor. Meio da tabela pra cima.

Santos
A barata destaca o foco total do Santos no Brasileirão. Apesar do título paulista não ter vindo, o elenco pode fazer mais do que no ano anterior. Briga por Libertadores.

São Paulo
A barata lembra que aqui é trabalho! Se o time encaixar com Alexandre Pato, Paulo Henrique Ganso e Luis Fabiano, vai longe no Brasileirão. Briga por Libertadores.

Sport
A barata coloca fé que esse é o ano do Sport permanecer entre os grandes e evitar o efeito gangorra que o acompanha nos últimos anos. O time começou 2014 enrolado, mas a chegada de Eduardo Batista ao comando mudou completamente a atitude em campo. Com Neto Baiano em fase espetacular, o clube conquistou o tricampeonato da Copa do Nordeste, um teste muito mais interessante e válido do que os fracos estaduais (que o time ainda pode conquistar). Se mantiver a pegada, pode surpreender. Meio da tabela.

Vitória
A barata já esqueceu o time que surpreendeu em 2013 e brigou por vaga na Libertadores até a última rodada. O Vitória fez um início de temporada sem brilho e com muitas incertezas, principalmente na defesa. Pra completar, perdeu seu principal jogador no meio de campo, Escudero (lesionado). Era um dos favoritos ao título na Copa do Nordeste, mas caiu ainda nas quartas de final com direito a goleada sofrida para o Ceará. No campeonato estadual, não conseguiu vencer o Bahia em nenhum dos quatro encontros no ano. Não deve repetir o desempenho de 2013. Meio da tabela.

Série B 
Nordestinos

ABC
Depois de um início de temporada desastrosa (não se classificou para a final do campeonato potiguar e não garantiu vaga na Copa do Nordeste de 2015), o ABC parece ter encontrado um caminho, ao menos. O elenco não está pronto e a saída de jogadores como Lucio Curió e Daniel Paulista, considerado líder do grupo, foi recebida com estranhamento pela torcida e imprensa. Pra reforçar a equipe, a diretoria aposta no veterano atacante Dênis Marques, dispensado pelo Santa Cruz. A barata não correria os riscos que a diretoria assumiu. Com, adversários ainda mais complicados do que no estadual, o ABC deve sofrer na Série B.

América-RN
O time evoluiu muito durante o primeiro semestre e deve conquistar o título potiguar nos próximos dias. Desde a chegada do técnico Oliveira Canindé o time não sabe o que é perder: são 10 jogos, 9 vitórias, incluindo uma contra o Ceará, e apenas um empate. A chegada do meia Arthur Maia, emprestado pelo Vitória deu qualidade técnica a um time que tinha bom conjunto. A barata aposta que será a surpresa da Série B e que o Mecão pode sonhar em beliscar uma vaga na Série A.

Ceará
Vice-campeã da Copa do Nordeste, o Ceará tem um elenco forte e experiente. O veterano Magno Alves, vice artilheiro do Brasil em 2013, segue em grande fase e pode ser decisivo. A barata aposta nele na briga pela artilharia da competição. Pra completar, a conquista do campeonato cearense no ano de seu centenário pode embalar o time. Briga pelo acesso.

Icasa
O time ainda divide suas atenções entre o campo e os tribunais, já que ainda tem a esperança de conseguir uma vaga na Série A (a barata duvida). Se na elite, é um dos candidatos ao rebaixamento, o momento conturbado pode tirar o foco no início da Série B. Com um elenco limitado, o Icasa não conseguiu fazer frente a Ceará e Fortaleza no Estadual e pode bater na trave mais uma vez pelo acesso.

Náutico
Depois de um 2013 desastroso, o time passou por uma completa restruturação. A chegada de novos jogadores e do técnico Lisca, com um perfil “chacoalhador”, como lembra muita bem a dona barata, trouxe ares diferentes e o time evoluiu na temporada, ainda que não tenha alcançada uma estabilidade ideal. Briga pelo acesso.

Sampaio Corrêa
Motivação é o que não falta ao Sampaio Correa. A barata ficou impressionada com o crescimento do clube (e que torcida!) nos últimos anos. Em 2012, subiu da D pra C e, em 2013, da C pra B. O técnico Flávio Araújo foi campeão maranhense, no entanto, encontrará dificuldades bem maiores na competição nacional de 2014 e o time é limitado. O objetivo aqui é se manter na Série B e ganhar corpo e experiência pra seguir sonhando com, enfim, um acesso à elite do futebol brasileiro.

Santa Cruz
O campeão Brasileiro da Série C chega abalado para o início da competição nacional. Segundo a barata, o time não digeriu bem a derrota para o Sport nas semifinais do Campeonato Pernambucano, quando foi eliminado nos pênaltis. Com atuações irregulares, nos oito clássicos pernambucanos no ano, contra Sport e Náutico, foram quatro derrotas, dois empates e duas vitórias, o Santa pode não ter vida fácil na Série B e amargar mais um ano por lá.

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Que torcida é essa?

Campanha “Bandeirinha da Paz”

Que torcida é essa que torna seus jogadores vítimas de manifestações racistas em estádios?

Que torcida é essa que esfaqueia rivais antes do clássico?

Que torcida é essa que ameaça e intimida seus jogadores na saída de seus locais de trabalho?

Que torcida é essa que não sabe dialogar, que insulta, menospreza e vomita preconceito e agressividade nas redes sociais?

Que torcida é essa que não pode conviver no mesmo espaço que outra?

Pois bem. É uma torcida que não sabe o que é futebol. É uma torcida que não ama um time. Que não respeita o outro. Que reflete um Brasil que tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo segundo a ONU. Que é espelho de uma sociedade que acha que ganhar roubado é mais gostoso. Que vinga a impunidade do Estado com mais um ato violento e dá prosseguimento ao ciclo. É uma não-torcida de um país pobre, mesquinho, ignorante, arrogante, corrupto e com um senso de civilidade, no mínimo, equivocado .

É uma não-torcida de um não-país. E que contribui (além de outros motivos, óbvio) para os não-públicos de torcedores verdadeiros que vivem se repetindo no futebol brasileiro. Estádios com 60 mil torcedores (como teve a final da Copa do Nordeste com o maior público do ano no Brasil) deveriam ser comuns no país do futebol e não comemorados como exceções.

A competição mais importante do futebol brasileiro vai começar. Que torcida é essa que vai aos estádios? Você acredita que a resposta possa mudar?

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Símbolo vai, ídolo não vem

E lá se vai o pé de Feijão / Foto: Reprodução
Tecnicamente, cada um em sua posição, Rafinha tem mais qualidade que Feijão. Futebolisticamente, cada um em sua emoção, não arriscaria um grão de Feijão por Rafinha.

Feijão é símbolo de um novo Bahia. Um clube que começa de novo, que não é o mais técnico e talentoso do momento e que vai passar uns perrengues por um tempinho ainda. O Bahia que renasce agora é um clube que não tem dinheiro de sobra, que não tem craque de sobra, que não tem gol de sobra, que não tem volante de sobra, que não tem ídolo de sobra, mas que tem alma, muita alma, de sobra e excesso.

Feijão não é o melhor volante dos últimos tempos. Não é um jogador pronto e insubstituível tecnicamente. Ainda tem muito a evoluir. Mas Feijão é o que o Bahia tem mais perto de sua torcida. Feijão é aquele morador de um bairro pobre, é aquele volante que se negou a treinar no rival e é aquele garoto que superou trauma do assassinato de um amigo em um campo de futebol. Feijão é aquele Bahia. Aquele Bahia que a torcida ama. E não é apenas pela disposição em campo com a camisa. É porque quando ele tira a camisa, o escudo tricolor continua no peito.
Eu não trocaria isso por Rafinha, aquele que adoraria ficar no Flamengo, mas que vem pro Bahia como quem vai pro Vitória, pro Coritiba, pro Sport…

Deixando um tiquinho a alma de lado, vamos a essa história de que o Bahia está bem servido de volantes. Segue a lista: Fahel, Helder, Rafael Miranda, Anderson Melo e Diego Felipe. Acho que vai faltar 1° volante… Vamos ver como Marquinhos Santos vai montar esse meio de campo.
Sim, o ataque do Bahia preocupa. Em 2013, o clube teve o terceiro pior ataque do Brasileirão e, ainda assim, perdeu Fernandão, sua maior referência (foram 15 gols do artilheiro do clube no campeonato, seguido de Marquinhos Gabriel, que é meia atacante, com apenas quatro, e que também deixou o tricolor). Na reapresentação, para o ataque, estavam Erick, Nadson, Rafael Gladiador, Zé Roberto, Rhayner, Hugo e Jonathan Reis. Será que Rafinha muda esse panorama?? Ou será que Erick, Rhayner, Zé Roberto, Hugo e o próprio Ítalo Melo, reapresentado como meia, não têm um perfil parecido??

Vale mesmo trazer Rafinha, ainda mais nessas condições, em troca de Feijão?? E tem mais, será que Feijão terá chances no Flamengo? Vai voltar tão melhor do que ficando no Bahia a ponto de valer a pena??

Rafinha pode calar minha boca (\o/ bom demais para o Bahia) e Feijão pode se dar bem e devolver sua alma para o corpo Bahia (\o/ bom demais para o Bahia e para Feijão). Não dá pra fazer previsão. O contrário também poderia dar errado e Feijão fazer uma temporada péssima no Bahia (não dá pra virar ídolo só com personalidade). Ainda assim, diante da situação, eu não teria aberto mão, novamente (como fez a antiga diretoria no caso de Gabriel), de um jogador com o simbolismo de Feijão. Não é todo dia que a gente vê um grão de ídolo em formação. Muito menos com uma história tão gigante. Fica pra próxima semente. Ou não.

OBS. Vale a leitura deste perfil de Feijão feito por Eric Luis Carvalho, no Globoesporte.com, em julho de 2013.

OBS2 (atualizada). Só pra lembrar, apesar do meu terrorismo minha opinião, ao menos foi um empréstimo e não venda!

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