Arquivo de maio 2010

A paixão se sente

Já ouvi dizer que é dos 3 aos 11 anos que uma criança define pra que time irá torcer. Muitos dizem que já nasceram daquele, enquanto outros não conseguem se lembrar quando se tornaram rubro-negros, tricolores, alvinegros e por aí vai. Meus pais e irmão, que estão no grupo que já nasceu gritando Baêa, bem que tentaram me incluir no pacote. Lembro que num Carnaval, lá em mil novecentos e bolinha, encontramos com Bobô, na época em grande fase, no meio da multidão! “Um sinal!”, pensou minha mãe. Prontamente, me deu um guardanapo, uma caneta e me incentivou a pedir um autografo àquele homem que deveria ter o dobro da minha altura. Despachada que era, pedi o autografo, voltei e o entreguei a meu irmão. Outro sinal, para desgosto de minha mãe, que eu não era Bahia. Como também não dava indícios de que seria rubro-negra, ela aceitou.

Um belo dia, o time que me escolheu para amá-lo e respeitá-lo até que a morte nos separe chegou, mas por pouco não perdi o limite dos 11 anos. Por isso mesmo, sempre tive uma forte relação com a Seleção Brasileira e, quando era muito novinha, preferia a amarelinha a qualquer camisa de time.

As coisas mudaram, mas, até hoje, não consigo colocar o escudo do meu clube acima da Seleção. Digamos que eles dividem o mesmo espaço, mas, com a proximidade da Copa do Mundo, tenho tido sérias dificuldades de me concentrar no Brasileirão. Enquanto a Copa não chega, no entanto, vamos ao que me parece importante falar neste início de Campeonato Brasileiro.

Primeiro, vale a pena se deliciar com os gols do Santos. No ano, o time já balançou a rede 118 vezes (média de 3,19 gols/jogo), sendo nove no Brasileirão, mas o que chama atenção é a beleza dos gols. E o Vitória que se cuide! O time precisa acertar o jogo, ainda muito inconstante, e ganhar moral para enfrentar justamente os meninos da Vila pela Copa do Brasil, depois da Copa. O São Paulo tem um bom elenco, com reservas como Marcelinho Paraíba e Richarlyson, que seriam titulares em praticamente qualquer outro grupo e pode esperar ver o tricolor paulista no topo da tabela. O Palmeiras, coitado, está perdidinho e o Corinthians vai ter que arranjar alguém se Ronaldo ceder ao pedido de seu corpo e decidir parar.

No Flamengo, se, ano passado, Adriano foi decisivo pro título, agora, os rubro-negros cariocas devem comemorar sua saída. Adriano estava deixando o grupo e torcida na mão. Não sei se porque está perdido ou porque não está nem aí. De qualquer forma, o Flamengo está melhor e mais profissional sem ele. Por fim, nesse calendário atípico e feliz (para mim) de Copa do Mundo, ganha pontos quem se reforçar melhor durante a pausa e voltar com força para um novo começo.

Ah, claro! Antes que os tricolores aqui de casa reclamem, o Bahia realmente parece ter embalado. Com a volta de Morais e chegada de Jael, então, a coisa pode até melhorar, mas eu quero mesmo é que a Copa do Mundo chegue logo!

*** Coluna publicada no Correio* no dia 30.05.10 ***

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Pra quem é apaixonada por futebol, é um pouco difícil entender como uma pessoa nunca colocou os pés num estádio na vida. Por isso, resolvi levar três meninas que não conheciam uma casa da nossa paixão nacional, para assistir um jogo ao vivo e a cores! Mariana, Midiã e Emilly toparam o desafio e ainda ganharam uma aulinha de futebol pra não fazer feio na arquibancada.

A matéria do quadro Tudo às Claras, no Bahia Esporte, foi exibida no último sábado, dia 29, na TV Bahia e mostrou a primeira vez dessas meninas num estádio de futebol.


Para assistir a reportagem Clique Aqui ou acesse o site do Bahia Esporte: http://www.portalibahia.com.br/bahiaesporte/?p=2369

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Bahia 2x0 Sport em Pituaçu

Acabei de voltar de Pituaçu do Bahia 2xo Sport. Foi uma verdadeira festa de largo. Dentro do estádio, tricolores cantavam e comemoravam a vitória que manteve o Bahia na liderança do Campeonato Brasileiro da Série B.

Torcida tricolor comemora em Pituaçu

Os mais 30 mil torcedores deram um show nas arquibancadas do estádio. Coisa bonita essa torcida do Bahia que esgotou os ingressos para a partida. Quem quiser ir pro próximo jogo em Pituaçu vai ter que correr para comprar um ingresso.

Início de noite em Pituaçu

Dentro de campo, o Sport não levou muito perigo e o time do Bahia não fez um jogaço, mas já começa a trazer esperanças para seus torcedores. Meus amigos tricolores estão acreditando que este ano é diferente e que o clube vai voltar para  a elite do Campeonato Brasileiro.

Belo cenário para vitória

E vocês? O que acham? O Bahia volta pra primeira divisão esse ano? Estou com uma pulguinha tricolor atrás da orelha me dizendo que sim…

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Eu e meu irmão torcendo pelo Brasil em 1986

 

Um monte de gente já sabe dessa história, mas lá vai ela outra vez.

Pouco antes do primeiro jogo do Brasil (Brasil 1 x 0 Espanha) na Copa de 1986, realizada no México, minha avó trouxe presentes para mim, na época com quase 4 anos e meu irmão Pablo, dois anos mais velho. No meu embrulho, uma boneca, e no dele, uma certa camisa verde e amarela que tem o poder mágico de emocionar o país.

Não me conformei com aquilo. Claro, eu não entendia nada de futebol. Não sabia que Sócrates, Careca e Casagrande estariam em campo, muito menos as regras em campo. Gostava, no entanto, da festa que era um dia de futebol. Meus pais nunca fizeram diferença entre eu e meu irmão na hora de assistir uma partida e a imagem daqueles homens correndo atrás de uma bola na televisão significava, pra mim, família e muita alegria. Por isso, criança que era, abri no berreiro porque não tinha ganhado uma camisa como a de meu irmão.

Diante do choro e faltando pouquíssimo tempo para o apito inicial, minha mãe precisou agir rápido. Prontamente, pegou uma camisa toda amarela, escreveu “Brasil” de verde numa folha de ofício e com cola branca fez a minha felicidade. Voilà! Lá estava ela. Linda! Verde, amarela e minha!

O Brasil não venceu o Mundial e terminou a Copa do Mundo de 1986 (vencida pela Argentina) em 5° lugar. Eu, no entanto, ganhei uma paixão que se tornou o centro de boa parte da minha vida.

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Estive recentemente na Espanha durante merecidas férias. Apaixonada por futebol que sou, não poderia deixar de conhecer o estádio do Barcelona, o Camp Nou. Programei a viagem em função de um jogo do time catalão e no dia 4 de maio fui assistir Barcelona 4 x 1 Tenerife, no maior estádio da Europa, pelo Campeonato Espanhol.

O metrô fica cerca de dois minutos do estádio, localizado numa zona universitária afastada do centro

O jogo não foi um espetáculo, como já proporcionou muitas vezes o Barcelona, mas Messi me mostrou porque é o melhor do mundo. Fez dois gols, driblou, mostrou maturidade e deu até balãozinho. Pela pechincha de 41 euros, num ingresso comprado pela internet aqui mesmo do Brasil, ainda tive a sorte de acompanhar a centésima partida do baiano Daniel Alves no clube e gostei do que vi. O lateral curinga da Seleção Brasileira se movimentou o tempo todo e foi responsável pelo cruzamento que resultou em dois dos quatro gols do Barcelona.

O estádio do Barcelona foi inaugurado em 1957. É o maior estádio da Europa e atualmente, pode receber 98.797 felizardos

Apesar de não ter levantado a taça da Liga dos Campeões, o Barcelona foi o melhor clube da temporada 2009/2010. Jogou bonito e com eficiência. E mais, pela importância que dá a sua base, pelo profissionalismo com o qual trata o futebol (e a arte) e por respeitar cada um de seus torcedores, o Barcelona é realmente mais que um clube.

E você? Pedindo licença ao escudo que bate no seu peito, acha que algum outro clube supera o Barcelona?

O local ainda abriga um Museu do clube e uma loja maravilhosa com tudo o que você imaginar com o escudo do Barcelona

Dica de viagem: Se você for a Barcelona, não deixe de conhecer o estádio, que fica numa zona universitária e afastada do centro. A estação Collblanc, na linha azul do metrô é a melhor parada para fazer a visita e fica a menos de cinco minutos do estádio. Se for viajar em época de jogos, geralmente de agosto a maio, você pode comprar o ingresso pela internet, diretamente pelo site do clube (www.fcbarcelona.com). Você pode pagar com um cartão de crédito e até poucos minutos antes do jogo retirar o ingresso nas bilheterias do estádio. No local, ainda é possível conhecer o Museu do Barça (em dia de jogos fecha 3 horas antes do apito inicial) e fazer compras na loja do clube que também é uma perdição. Se não tiver a felicidade de estar na cidade em dias de jogo, você pode fazer o tour do estádio e conhecer o museu por 17 euros.

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Que assunto pode fazer uma nação inteira chorar de tristeza ou perder a voz de tanto gritar de alegria? Que tema pode render horas e horas de discussão, páginas e páginas de histórias, teorias e opinião? Que loucura é essa que
durante alguns minutos pode ter atenção do mundo inteiro? Que pode transformar um menino em herói e levar um marmanjo às lágrimas? Que com um simples apito pode nos levar a glória total ou ao fracasso, que nos faz
esquecer a razão? O que é isso que nos faz amar incondicionalmente e para sempre um escudo numa camisa?

Futebol, ora bolas!

E qual será o tema principal, centro das discussões e divagações desse blog?

Futebol, ora bolas!

Portanto, vistam suas cores, com estilo e elegância, por favor, e vamos
falar de futebol!

Clara Albuquerque

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