Arquivo de setembro 2010

 
Dois anos do Museu do Futebol
 
Sou uma entusiasta de projetos que celebram e reverenciam o futebol, e ainda contribuem de alguma forma para nossa sociedade, cultura e memória! É por isso que fico feliz ao saber que o Museu do Futebol tem gols de sobra para comemorar no seu aniversário de dois anos de inauguração. Localizado no Estádio do Pacaembu, Museu do Futebol tornou-se um dos cartões postais da cidade de São Paulo, sendo visitado, até a última sexta-feira (24), por mais de 820 mil pessoas em 585 dias de funcionamento – média de 1.400 pessoas por dia.
Em outubro de 2008, poucos dias depois da inauguração, visitei o local pela primeira vez. Lembro de voltar dizendo que queria morar lá para sempre! O local é uma viagem fantástica para os apaixonados por futebol e também para quem não curte tanto assim. 

"Grande Área" reúne imagens de objetos de coleções

Na entrada do museu, Pelé dá as boas vindas em meio a uma invejável coleção de imagens de objetos que retratam nossa paixão pelo futebol. Na sala seguinte, “Anjos Barrocos”, os principais craques da nossa história flutuam projetados em painéis de vidro.

Craques flutuam na sala "Anjos Barrocos"

No espaço “Gols”, 30 personalidades apaixonados por futebol relatam o “gol da sua vida”. Tentos inesquecíveis são narrados por Alberto Helena Jr., Armando Nogueira, Arnaldo César Coelho, Galvão Bueno, Juca Kfouri, Nelson Motta, Paulo Bonfá, Ruy Castro, Sergio Noronha, Luis Fernando Veríssimo, entre outros. Passei quase uma hora nesta sala que ainda faz uma justa homenagem aos grandes locutores de radio com diversas narrações históricas emocionantes.

Na sala "Exaltação" o museu celebra o torcedor

Chega então a vez das torcidas! Afinal, somos nós que fazemos a festa fora das quatro linhas nos estádios. Em meio às estruturas de sustentação da arquibancada do Pacaembu, presenciamos o canto em alto e bom som e as imagens projetadas das 30 maiores torcidas do Brasil. É de arrepiar e nos sentimos efetivamente, dentro de uma torcida de futebol.

Mais de 400 fotografias contam a história do futebol brasileiro

Seguindo, entramos na sala “Origens”, onde um filme e 410 fotografias contam o inicio do futebol no Brasil. O mais interessante, além da história, claro, é que mesmo aqui, houve a preocupação de se fazer algo interativo: as fotografias estão presas em eixos centrais e o visitante é convidado a girá-las para encontrar novas fotografias ao fundo. Leônidas da Silva e Domingos da Guia estão lado a lado com outros heróis da nossa cultura como Monteiro Lobato, Jorge Amado, Carlos Drummond De Andrade, Carmen Miranda, Pixinguinha e outros.

Um corredor escuro, com uma preparação acústica que cria um clima angustiante e faz com que o visitante ouça as batidas de um coração apertado, conta a trágica final da Copa de 50 antes da fantástica sala das Copas do Mundo.

Oito totens com vídeos e fotos contam as vitórias, as derrotas e os principais acontecimentos mundiais desde a primeira copa do mundo em 1930.

Conquistas (e derrotas) da Seleção na sala "Copas do Mundo"

A história das edições da Copa do Mundo não poderia faltar

Uma homenagem a Pelé e Garrincha, que nunca perderam um jogo pela seleção brasileira não poderia faltar.

Camisa usada por Pelé na final da Copa de 70

E ainda tem mais! Me diverti muito na sala dos Números e Curiosidades. Um almanaque visual e super colorido que com certeza abrirá um sorriso no mais antipático torcedor.

Números, táticas, datas, história e superstições formam um verdadeiro labirinto de curiosidades

Diversão garantida na sala dos "Números e Curiosidades"

Antes do fim, você ainda pode visitar a arquibancada do Pacaembu, assistir a quatro crônicas visuais (os temas são os goleiros, os gols, os dribles e o futebol no cinema) e a um filminho 3-D de Ronaldinho Gaucho fazendo embaixadinhas e até bater um pênalti com um goleiro virtual e saber a velocidade do seu chute. Ao fim, uma justa homenagem ao Estádio do Pacaembu.

Vista para a arquibancada do estádio

Passei mais de 4 horas no museu e ainda assim, saí coma instantanea e louca vontade de voltar. É imperdível e acima de tudo uma forma maravilhosa de tratar a nossa paixão nacional como parte da nossa cultura, história e patrimônio. Se você gosta de futebol, vá! Se você não gosta de futebol, vá! E se você ama o futebol, vá e passe o dia todo!

Programação
Amanhã e durante o mês de outubro, o Museu terá uma programação especial para celebrar os dois anos de funcionamento. Amanhã (30), o Museu terá entrada gratuita, atraçoes especiais e horário estendido, das 10 às 20 horas.

Entre os dias 19 e 23, será realizada a Semana Pelé, em homenagem aos 70 anos do Rei do Futebol. Filmes, palestras e atividades culturais gratuitas relembrarão a vida e obra do maior jogador brasileiro de todos os tempos. No Dia Internacional do Futebol, comemorado em 22 de outubro, o Museu realiza um grande evento gratuito na Praça Charles Miller. A festa terá, dentre outras ações, atividades culturais, gincanas e brincadeiras.

Museu do Futebol
Local: Estádio do Pacaembu, Zona Oeste de SP
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h, exceto em dias de jogo
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (para estudante). Crianças até 7 anos e idosos, a partir de 65 anos, não pagam. Às quintas-feiras a entrada é gratuita.

Museu do Futebol funciona há dois anos no Estádio do Pacaembu

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Já é madrugada, mas como não dormi, hoje ainda é dia de livro! E como o Bahia está passando por um ótimo momento, o escolhido de hoje é “Bora Bahêeea! – A história do Bahia contada por quem a viveu”, de Bob Fernandes, pela editora DBA e parte da coleção Camisa 13.

São 13 entrevistas com jogadores (Baiaco, Beijoca, Biriba, Bobô, Douglas, Emerson, Nadinho, Rubem e Thyrso) e personagens (Alemão, Paulo Maracajá, Caetano Veloso e Gilberto Gil) que fizeram parte da história desse clube, tão amado pela sua torcida.

Apesar de acompanhar o clube desde que me entendo por gente, ainda me surpreendo com a devoção de seus torcedores. Seja nos bons ou nos péssimos momentos os tricolores estão sempre lá, gritando, sofrendo e se emocionando nos estádios e os exemplos de amor a esta camisa são constantes. O primeiro deles, para mim, começou cedo e em casa. Na final do Brasileiro de 1989, quando eu tinha 5 anos e meu irmão 7, minha mãe, tricolor apaixonada, deixou meu pai cuidando dos pequenos em casa e foi para a Fonte Nova ver o Bahia ganhar o primeiro jogo da final do campeonato. E os exemplos continuam…

Abaixo, a dedicatória de Bob Fernandes, que eu pedi que fosse feita para a minha mamãe tricolor!

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Feira Livre do Brasileirão

Passear pelo mercado do Brasileirão é uma verdadeira loucura. É um tal de batata quente pulando de mão em mão, fruta madura demais ficando podre, abacaxi pra descascar e aquele típico troca-troca e vai e vem de vendedores. Repara só. Você começa caminhando pelo Braileirão, os estandes mal começaram, não deu tempo nem de fazer uma primeira avaliação dos produtos e logo no segundo estande o Palmeiras oferece: “Vai um Antônio Carlos Zago aí, freguês? Acabei de demitir e está fresquinho!”. “Não obrigado, acabei de renovar o estoque com um Celso Roth”, devolve o Vasco. No estande seguinte, você já ouve outro grito do Atlético-PR: “Quem vai querer um Leandro Niehies aí? Acabei de liberar um lote!”. “Conheço essa mercadoria não”, ouve-se ao fundo. “Eu também não, vou experimentar um Carpegiani, que pelo menos tem marca”, conta o mesmo Atlético-PR.  Quando você chega na décima barraquinha, já se foram sete negociações envolvendo Internacional, Cruzeiro, Atlético-GO, Vasco, Ceará, Palmeiras e Avaí.

Pode andar mais dez estandes que a feira da mãe Joana continua. O Grêmio Prudente, coitado, tonto com o nível de escambo da feira, nem percebe quando o Vitória leve sua mercadoria, compra Antonio Carlos Zago e seis barracas depois já troca o produto recém adquirido por outro. “Flamengo, vai querer um quilo de Silas mesmo? Leva que agora estou apostando numa mercadoria que veio lá da feira da segunda!”, grita o Grêmio. 

No fim das contas, já se foram 24 trocas em 24 rodadas, digo, barracas. O trapalhão do Vitória chegou a comprar a mesma mercadoria duas vezes e teve até feirante colocando produto de primeira, como se estivesse estragado, na calçada, depois de um cliente especial fazer birra. “Alguém quer levar um Luxemburgo aí? Não deu certo aqui, mas vem com cinco estrelas no pacote”, declarou o Atlético-MG lá no fim da feira.

No meio dessa confusão, não tem feirante planejado que consiga se organizar. Basta aparecer uma manchinha na fruta que ela é considerada estragada.  Não acho que seja coincidência que Fluminense e Botafogo, lá no topo da tabela, sejam os únicos, junto com o Guarani (que não está tão mal), que conseguiram manter a sacola intacta. O líder Corinthians, que acreditou no seu produto até o fim, só entrou na feira porque o dono do espaço pediu, mas se não fosse por isso teria seguido o exemplo do São Paulo, que esperou as sementes de Muricy Ramalho darem frutos saborosos que não se compra em feira nenhuma. “Vai um título aí? É brincadeirinha, esses eu não vendo não”, grita quem tem.

PRETINHO BÁSICO
O Vitória começou o ano com Ricardo Silva que venceu o Campeonato Baiano e foi finalista da Copa do Brasil. Na 13° rodada trocou para Toninho Cecílio, que conseguiu duas vitórias, duas derrotas e três empates no Brasileirão. Com a desclassificação da Copa Sul-Americana devolveu o posto para Ricardo Silva.

ESPORTE FINO
Ricardo Silva (Opa! Troquei os técnicos na coluna impressa, como me apontou atentamente o leitor Felipe Arouca)Toninho Cecílio e Antonio Carlos Zago foram os únicos demitidos duas vezes no brasileirão 2010 (na verdade Toninho Cecílio pediu demissão na primeira saída). O Ceará é recordista entre os clubes, foram quatro trocas (PC Gusmão, Estevam Soares, Mário Sérgio, Dimas Filgueiras), o Grêmio Prudente vem  atrás, com três trocas (Toninho Cecílio, Zago e Marcelo Rospide).

Coluna publicada no Correio* dia 26.09.10

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Sucessão de erros

Neymar errou feio ao desrespeitar seu treinador, os companheiros, adversários e a torcida. Merecia, sim, algum tipo de punição que caberia ao próprio Dorival em acordo com a diretoria do Santos, estabelecer. Mas, acho que o erro de Neymar seria tranquilamente contornado por todos os envolvidos depois do castigo. Dorival não perderia o controle do grupo, Neymar aprenderia uma ou outra coisa sobre respeito e o Santos ainda teria o craque e o treinador que ganhou tudo que disputou pelo Peixe neste ano (na verdade, no primeiro semestre, considerando que a Copa do Brasil só parou por conta da Copa. Tinha esquecido da Copa Sul-Americana, como me lembrou o atento leitor Lucas Franco).

Quando Dorival Junior prolongou a suspensão de Neymar, em minha opinião, exagerou (o Santos relata que Dorival atropelou a hierarquia do clube ao passar por cima de um acordo já acertado). Poderia ter sido mais maleável, ter uma conversa franca com o garoto, deixá-lo no banco no primeiro tempo do clássico, não sei. Na verdade mesmo, só o técnico mesmo sabe os motivos para manter o craque de fora dos gramados. De qualquer forma, acho que o exagero de Dorival Junior seria tranquilamente contornado por todos os envolvidos depois do castigo. Isso mesmo, ele não perderia o controle do grupo, Neymar poderia fazer bico, mas aprenderia assimilaria a lição e o Santos seguiria em frente.

Aí vem o Santos e resolve demitir Dorival. Taí um erro que não será tranquilamente contornado por todos os envolvidos. Com a saída de Dorival Junior, o Santos perde o controle do time, Neymar aprende que é maior que o próprio treinador, que basicamente foi demitido por puni-lo, e o clima entre os atletas fica comprometido. Pelo visto, de ponto final essa história não tem é nada. Será que vem mais erro por aí?

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“Ronaldo – A Jornada de um Gênio”

Em homenagem ao aniversariante fenômeno da semana (22/09), o livro de hoje é “Ronaldo – A Jornada de um Gênio”, de James Mosley pela editora Verus.

Um jogador que tem história para vários livros e capítulos para várias novelas. E eu não estou falando da vida pessoal de Ronaldo. Sua trajetória dentro de campo, esta sim, merece ser contada e recontada por e para todos os apaixonados pelo futebol.

Nesta quarta-feira, muito provavelmente fora dos gramados no clássico com o Santos, o jogador do Corinthians faz 34 anos já dando pistas de que vai pendurar a chuteiras no fim do ano. A verdade é que depois da carreira genial e brilhante que teve, já está na hora de parar. Mas, é ainda mais verdade que Ronaldo é o único jogador que nos dá uma esperança quase irreal de que se tem algum jogador que pode nos surpreender mais uma vez, ele é este jogador. Um verdadeiro fenômeno.

Abaixo, um trechinho da apresentação do livro, feita por Sir Bobby Robson, saudoso treinador inglês que, entre outros fatos e conquistas, comandou o Barcelona, na época de Ronaldo, entre 1996 e 1997.

“Sinto orgulho por ter colocado Ronaldo no palco mundial, e a confiança que depositei nele foi compensada. Ele foi a melhor compra que fiz em minha carreira.

Como jogador, ele tinha tudo. Conforme afirmei em várias ocasiões, Ronaldo é a coisa mais rápida que já vi correndo com a bola, e essa habilidade de ir ao fundo, dar um corte, arrancar para o gol, derrubando tudo o que estiver no caminho e, então, fazer um golaço, é até hoje uma das visões mais emocionantes no futebol.”

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Caruru no futebol baiano

Setembro é mês de comer caruru em homenagem a São Cosme e Damião. Tradição é tradição e se você não é o bom baiano que vai fazer a oferenda, com certeza já recebeu algum convite para um evento onde poderá saborear o prato, acompanhado de arroz branco, vatapá, feijão fradinho, pipoca e outras iguarias. E, se tem fé e festa no pacote, os torcedores baianos apaixonados por futebol, é claro, não poderiam perder a oportunidade de pegar carona nas promessas e pedidos para os santos. Em momentos completamente distintos, tricolores e rubro-negros devem pedir uma ajudinha bem diferente aos santos gêmeos. 

O Vitória, apesar de estar na categoria mais desejada do futebol brasileiro, passa por um momento ruim. A sequência de sete jogos sem vencer começa a pesar e a proximidade da zona de rebaixamento assusta. Não é à toa que os torcedores estão preocupados com a falta de eficiência e capacidade de reação do time. Como se diz por aqui na Bahia, aproveitando a coluna no estilo baianidade nagô, o santo de Toninho Cecílio não bateu com o do rubro-negro, a bagunça se instalou e Ricardo Silva ainda não conseguiu animar o time. Se não fosse a situação atual, um empate no jogo de hoje contra o Atlético-MG, não cairia tão mal, considerando que os dois próximos jogos são no Barradão. Mas a realidade não tem nada de conto de fadas, o sapo que assustou Viáfara no primeiro jogo da sequência amaldiçoada não virou príncipe, e a partida de hoje ganhou ares de batalha para afastar a maldição. 

Bem diferente, e com um tempero muito mais agradável, está o caruru do tricolor. Enquanto os rubro-negros estão pedindo para a fase ir embora, os bahêas já estão fazendo estoque de quiabo para pagar a promessa, caso o Bahia mantenha o bom momento e, enfim, deixe a série menos vistosa do Brasileirão. Afinal, já são sete anos longe da elite do Brasileirão e, se a tradição manda servir o caruru a sete meninos com, no máximo, sete anos cada, melhor não brincar com ela. Não tem essa história de oitavo menino ou de oito anos. A hora de voltar à elite é agora.

É, meus amigos, ainda bem que são dois santos. Assim, cada um escolhe o seu e não tem confusão na hora de atender tricolores e rubro-negros. Já pensou se Cosme resolve, por engano, acabar a boa fase do Bahia e Damião, ainda mais confuso, bate pé que o Vitória não sai do atual momento? Pra facilitar a vida dos torcedores, melhor concentrar os pensamentos em apenas um dos irmãos. E não é nem difícil saber pra quem pedir ou agradecer. São Cosme significa “o enfeitado” e São Damião “o popular”. Acho que não precisa dizer quem vai escolher quem, concorda?

PRETINHO BÁSICO
Nos últimos sete jogos, da 16° à 22° rodada, o Vitória perdeu duas partidas (para Corinthians e Atlético-GO) e empatou cinco (Guarani, Internacional, Palmeiras, Flamengo e Ceará). Já o Bahia, até antes da rodada de ontem, nos seus últimos sete jogos, tinha quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

ESPORTE FINO
O Bahia está fora da elite do futebol brasileiro desde 2004. Em 2005, chegou a cair para a Série C, de onde só saiu após o vice-campeonato em 2007. Já o Vitória, caiu para a série B em 2004 e seguiu junto com o Bahia para a terceirona, em 2005, onde ficou por apenas um ano. Em 2008, voltou a disputar a Série A.

Coluna publicada no jornal Correio*, dia 19.09.10

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Criiiiise no Santos

Neymar errou. Embarcou na fama e na ótima repercussão da sua decisão de ficar no Brasil e esqueceu que ainda é um moleque projeto de craque e que, sim, precisa respeitar seu comandante, seus companheiros e adversários. Não faz diferença se é Messi, Neymar ou Val Baiano. Respeito e educação são imprescindíveis. Se ele quer se tornar um ídolo do futebol, é bom aproveitar a juventude para aprender. E, por favor, respeitar não significa deixar de ser irreverente, mas tenho certeza que o menino sabe a diferença entre as duas coisas.

 

O caso, é claro, deve ser tratado como um erro (o Santos já anunciou que o jogador será multado por ter desrespeitado o técnico Dorival Júnior e alguns de seus companheiros e que exigirá mudanças no comportamento), mas não vamos transformar isso numa crise. Como disse o colega Sidney Garambone, no twitter, a situação está mais para uma TPM. Passa.

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Aproveitando o bom momento do Botafogo, que venceu oito dos seus últimos dez jogos, o livro de hoje embarca na história de um famoso personagem da história do time da estrela solitária.

Você sabe quem é o maior artilheiro da história do Botafogo? Garrincha? Heleno de Freitas? Não, o maior goleador dos 106 anos de vida do clube carioca se chama Quarentinha. E é a história dele e de seus mais de 300 gols nos dez anos que atuou pelo Botafogo que Rafael Casé conta em “O Artilheiro que não sorria – Quarentinha, o maior goleador da história do Botafogo”, da editora livrosdefutebol.com.

Sou uma saudosista saudável e assumida. Confesso sem culpa ter uma queda (na verdade, um verdadeiro Grand Canyon) pelo futebol de alguns jogadores do passado e Quarentinha esteve em um dos mais talentosos elencos da história do futebol ao lado de Didi, Nilton Santos e Garrincha. Só isso já seria motivo, mas um artilheiro que não reagia após marcar seus gols, por mais belos ou decisivos que fossem, pois achava que não fazia mais do que sua obrigação, merece sua atenção (e leitura).

Pra quem não sabe, Quarentinha também jogou no Vitória, na década de 50. Depois de passar pelo Paysandu, ele estreou no rubro-negro baiano em maio de 1953 e ajudou o clube a sair de um jejum de 44 sem o título do campeonato baiano. Nesta quarta-feira, dia 15/09, Waldir Cardoso Lebrego (1933-1996), faria 77 anos.

Mais uma coisa: o prefácio é de João Ubaldo Ribeiro. 

Abaixo, um trecho da orelha do livro:

“E aí você se pergunta: por que comprar um livro sobre um jogador que nem sei ao certo quem é?

Porque nestas páginas você vai conhecer, através da trajetória deste paraense que brilhou mundo afora com a bola nos pés, a história de tantos outros jogadores que viveram um período romântico do futebol.

Casos engraçados e curiosos, que acabaram virando folclore, numa época em que o amor à camisa era levado a sério. Uma época de verdadeiros ídolos. Uma época que não volta mais.”

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Brasileirão em crise!

Digamos que o time “xyz” esteja na primeira colocação do campeonato mais importante do chamado país do futebol há nove rodadas. Que depois de mais de 25 anos, vê a real chance de poder levantar a taça. Aí você pensa: “Que maravilha deve ser torcer para esse time, poder aproveitar o momento, estufar o peito vestido com as cores do coração e encher a boca com motivos pra profetizar o campeão”, certo? Não, errado. No mundo fantástico e inacreditável do futebol brasileiro, clube que não está passando por alguma crise não é ninguém.

Estão todos sempre em crise. Não faz diferença a posição na tabela, o numero de gols do artilheiro, o título recém-conquistado. Sempre há algum motivo para usar a tal palavrinha, absurdamente em moda, nos dias de hoje. Claro, a imprensa precisa noticiar os fatos e colocar em discussão os erros tão corriqueiros no nosso futebol (principalmente fora de campo), mas daí a nomear cada bola na trave como uma verdadeira catástrofe já é demais.

Exageros da imprensa à parte, a verdade é que não tenho muito paciência pra essa lengalenga amadora em torno do futebol brasileiro. Muito mais grave do que qualquer manchete de jornal é o conteúdo de alguns acontecimentos extracampo. Me irrito profundamente com a falta de profissionalismo e “noção” que somos obrigados a aturar. O que é o presidente de um clube dizer publicamente que “se eles (jogadores) tomarem um cacete na madrugada, não vai fazer mal nenhum?” Caindo de para-quedas na história seria fácil apostar que a frase veio de alguém que preside um timinho de baba de praia (o que ainda assim estaria errado), mas não. O senhor em questão está à frente de um elenco de primeira divisão, com uma das melhores estruturas do país. É, meus amigos, nesse caso, não é crise não, é absurdo completo mesmo.

Mas vamos falar de bola rolando, antes que eu também entre em crise. Andaram cobrando as minhas apostas no Brasileirão. Em 2009, meu índice de acerto no G4 foi de 50% (criiiise na minha bola de cristal). Será que, este ano, colocando Fluminense (que não acho que vai ser campeão), Corinthians (olha o centenário com direito a taça e cereja aqui), Cruzeiro e Botafogo no topo da tabela melhoro a minha média? Confesso que o pitaco não está muito criativo, mas acho que Inter e Santos não vão ter animação pra chegar. São Paulo e Vasco vão subir na tabela, mas não garantem vaga na Libertadores. O Flamengo, com essa abstinência de gols ridícula (tem palavra melhor pra ela?) vai penar, mas não deve cair. Quanto ao Vitória, melhor se segurar pra não trocar de lugar com o Atlético Mineiro na zona de rebaixamento. Em 2011, mais do que acertar qualquer previsão, quero poder especular a colocação dos dois baianos na Série A. De preferência, sem crise, por favor.

PRETINHO BÁSICO
Até a rodada deste fim de semana, o Fluminense, campeão brasileiro em 1984, se manteve na liderança do Brasileirão desde a 10ª rodada do campeonato. A tal crise envolveu o atacante Fred que, machucado, criticou o chefe do departamento médico do clube, Michael Simoni, que acabou pedindo demissão.

ESPORTE FINO
O “sem noção”, pra não dizer coisa pior, em questão é o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil. A polêmica começou após uma torcida organizada do time lançar um ‘disque-denúncia’ para vigiar os atletas que estariam participando de noitadas em Belo Horizonte. O Atlético-MG está na zona de rebaixamento.

Coluna publicada no Correio*, dia 12.09.10

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Hoje é dia de livro e é dia de homenagear o Internacional, bicampeão da Libertadores em 2010. Sei que o post está meio atrasado, mas vale a pena! Afinal, um time que nunca perdeu merece!

Escrito por ninguém menos que Paulo Roberto Falcão, o livro conta  a história do único campeão brasileiro invicto do país, o Internacional de 79. Com a ajuda do jornalista Nílson Souza, o capitão do tricampeonato do Inter ouviu todos os ex-companheiros, 30 anos depois, para contar a história do título. “O Time que Nunca Perdeu”, da editora AGE, é leitura imperdível e emocionante.

“Este livro só existe porque seu autor praticou ao longo de uma carreira exitosa a arte de tratar a bola com extrema maestria. Se Falcão não tivesse sido o craque que foi, a história do futebol certamente ficaria desfalcada de alguns dos seus mais belos capítulos.”
Nilson Souza

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