Arquivo de outubro 2010

A volta dos que não foram

A volta de Neymar à lista de convocados de Mano Menezes já era esperada. O menino errou, foi castigado de forma justa e merecia a chance de mostrar que amadureceu. O futebol continuou e o cai-cai e as reclamações diminuíram. Bola pra frente, literalmente. Com Ganso no departamento médico, talvez Neymar seja o melhor jogador brasileiro em atividade na atualidade e ainda tem tudo para ser a estrela da Copa de 2014. Terá boa prova contra os hermanitos.

A volta de Ronaldinho é um caso mais complicado. Sim, o retorno do jogador que encantou o Brasil naquele golaço com direito a chapéu na goleada em cima da Venezuela, na Copa América de 99, e que era aplaudido de pé pela torcida adversária quando jogava no Barcelona, mais do que esperado, é um sonho de todo brasileiro apaixonado pelo futebol arte. A questão é que Ronaldinho Gaúcho não voltou a ser esse jogador.

Mesmo em melhor fase, e com faíscas de brilho no Milan, o melhor jogador do mundo pela Fifa, em 2004 e 2005, dificilmente dará espetáculo no amistoso contra a Argentina. Isso não significa que eu discordo da convocação de Mano. Acho que a tentativa de “recuperar” o craque é mais do que válida. Quando Dunga o chamou para a Olimpíada de 2008, tenho a impressão que o ex-técnico brasileiro não soube entender e contornar a situação à sua frente (tanto dentro, quanto fora de campo).

Com a experiência de Mano, acho que Ronaldinho pode ganhar motivação e entender melhor seu papel na Seleção Brasileira e quem sabe recuperar seu espaço na amarelinha. Aos 30 anos, ainda pode ser decisivo na Seleção e no amistoso contra a Argentina, que Mano sabe que precisa de um time mais competitivo (e menos experimental, apesar das vitórias) do que em “joguinhos” contra Irã e Ucrânia. Mas, é bom também que tenha humildade para saber que precisará suar em dobro para disputar mais uma Copa do Mundo. No jogo do próximo dia 17 de novembro, ele pode até ser estrela para árabe ver, mas com os 34 anos que terá em 2014 e a volta de Ganso aos gramados, a história é outra.

Mano
Como amante do futebol e da elegância, fico cada dia mais feliz com a chegada de Mano Menezes à Seleção Brasileira. Que coisa mais agradável é acompanhar o técnico em programas, mesas-redondas e coletivas! Entre outras questões, uma das características que mais me irritava no comando de Dunga era a falta de diálogo e conversas sobre futebol. Dunga absolutamente não sabia discutir (no sentido de debater e não de brigar, coisa que ele sabia) as principais questões do esporte com o qual trabalhava. Já Mano, quer você concorde ou não com suas opções, dá um show de conhecimento e educação. Um cavalheiro! As damas agradecem!

PRETINHO BÁSICO
Ronaldinho Gaúcho vestiu a camisa da Seleção Brasileira pela última vez, na vitória por 3×0 sobre o Peru, em 1º de abril de 2009, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Esteve nos Mundiais de 2002 e 2006 e já encarou a Argentina seis vezes, sendo três vitórias e três derrotas. Desde 2008, joga no Milan.

ESPORTE FINO 
Ronaldinho chega para somar em um grupo que venceu os três jogos que disputou até agora sob o comando de Mano Menezes, contra Estados Unidos, Irã e Ucrânia. Para facilitar sua adaptação na Seleção, o jogador vai encontrar Robinho e Pato, no ataque, e o zagueiro Thiago Silva, todos seus companheiros no Milan.

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Peço licença ao futebol aqui no blog pra falar de outro esporte muito bacana! Por conta de uma matéria que gravei para o Bahia Esporte descobri que existe uma pista de Motocross aqui pertinho de Salvador! Alguém sabia da existência? Lá, você pode alugar uma moto e pisar no acelerador na pista!!

Pois bem, neste sábado, em Lauro de Freitas, vai acontecer o primeiro enduro feminino de Cross Country na Bahia. O evento será na pista do Moto Park Off Road que pertence ao Luca Pioreli, campeão italiano de Motocross. O programa Jovem na Mídia está na organização do evento que pretende abrir as portas para as mulheres no Motocross. Mais informações no site jovemnamidia.com.br ou no telefone 71-9916 9845.

Dá pra ir assistir a competição pra conhecer a modalidade e depois se arriscar no esporte!! Um programa diferente e ideal pra quem gosta de esporte radical!! Eu ia até tentar pilotar, mas a verdade é que nunca tinha subida numa moto antes na vida e… bem, vocês vão ver que a coisa não é nada fácil na matéria que vai ao ar neste sábado de manhã, dia 30, no programa Bahia Esporte, na TV BAHIA!

Veja algumas fotos do treino que acompanhei das meninas:

Maraysa Ribeiro e Alane Andrade prontas para acelerar

As garotas treinando para o primeiro enduro feminino de cross country na Bahia

Bastidores da filmagem para o Bahia Esporte

Competição acontece neste sábado em Lauro de Freitas

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Gente, o Bahia Esporte ficou mais curto e a matéria não foi ar neste sábado, mas vai ser exibida no próximo programa (07.11) ok?
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Mais uma vez o Bahia Esporte ficou mais curto e a matéria não foi ar neste sábado (07.11), assim que tiver uma data para a exibição da matéria aviso pra vocês, ok?
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O livro de hoje é “Nunca houve um homem como Heleno”, de Marcos Eduardo Neves, pela editora Ediouro. Na contracapa da publicação, as palavras de Ruy Castro são tão relevantes e traduzem tão perfeitamente o livro, que resolvi apenas reproduzi-las:

“Heleno de Freitas deixava um rastro de carnaval por onde passava. Primeiro, pelos dribles e gols com a camia do Botafogo – foi o grande ídolo da Estrela Solitária na era pré-Garrincha. Depois, pelo aroma de lança-perfume que o envolvia, e não apenas nos três dias de folia – era dependente de éter e isso acelerou seu fim. Para Heleno, a vida era uma festa, interrompida por alguns momentos de lucidez. E só muito tarde se descobriu: a festa era a sífilis, a loucura, a explicar sua fascinante dupla personalidade – em campo, ele era o carrasco dos adversários e dos companheiros, que ele humilhava por igual com seu inatingível perfeccionismo; fora dele, era o sedutor irresistível, que circulava pela sociedade carioca dos anos 1940 e arrebatava as mulheres.

Em “Nunca houve um homem como Heleno”, Marcos Eduardo Neves resgata um ser humano que teria sido patético e marcante em qualquer atividade. O acaso quis que Heleno jogasse futebol, daí o ineditismo dessa narrativa: um drama quase cinematográfico, estrelado por um galã de calções e chuteiras – da praia aos estádios, das boates ao hospicio, tudo isso em apenas 39 anos de vida, 305 jogos como profissional e 251 gols que valem por mil.

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Pelé jogaria em qualquer época ou planeta

Na época que Pelé jogava, era mais comum ver crianças jogando bola descalças pelas ruas do que em casa apertando botões nos controles de seus videogames. No tempo que reinava em campo, as chuteiras eram uniformemente pretas e não rosa-choque, as meias eram amarradas com um cordão e, numa final de Copa do Mundo, era possível usar uma camisa comprada e bordada na véspera. Naquela época, era absolutamente comum que os jogadores não tivessem quase nenhum preparo físico. Bebidas alcoólicas e cigarro não eram recriminados, o cardápio era praticamente livre. Jogadores de futebol, fisicamente falando, eram simples mortais.

Pelé, não. Sua excelente condição física era de fazer inveja a muitos craques ainda hoje em dia. À frente de seu tempo, tinha consciência de seu corpo e cuidava do bem que o tornou o atleta do século, mesmo que, no seu tempo, os atletas, como ele, fossem raros. Garrincha pode ter sido o maior driblador, o holandês Johan Cruyff pode ter sido o maior gênio tático e o húngaro Puskas talvez tenha tido o chute mais potente da história do futebol. É preciso admitir, Maradona tinha um talento raríssimo com a bola nos pés e pode ter sido o mais habilidoso jogador entre as quatro linhas, mas nenhum deles era completo. Nosso hermano argentino, mesmo tendo tido a vantagem de anos na frente, não soube aproveitar a evolução de tudo que envolve o esporte.

Pelé, não. O Rei era completo: goleador, malabarista, cabeceador, cobrador de falta, polivalente, explosivo e uma revolução de vigor físico. E não esqueçam que nos anos que Pelé encantou o mundo, jogava entre 60 e 70 partidas no ano e, nas excursões do Santos, era jogo dia sim e dia não. Nos 20 anos de carreira, recheada de zagueiros brutamontes e tamanha maratona, é de se imaginar que tenha feito muitas visitas ao departamento médico. Errado. Foram pouquíssimas passagens por lá, incluindo as duas vezes que tiraram Pelé das Copas de 62 (uma distensão na virilha) e 66 (quando foi caçado covardemente em campo).

Tenho certeza que se Pelé tivesse nascido no ano que boa parte da magia do futebol-arte morreu (1982), ele o teria feito renascer. Saberia aproveitar a evolução nos treinos, hoje, cada vez mais específicos para cada posição, e também se beneficiaria dos aparelhos que estudam e identificam os músculos que precisam ser mais e menos trabalhados. A equipe completa que atualmente cuida de um craque, incluindo preparador físico, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e massagistas, teria visto o mesmo talento, mas com todos os avanços da preparação esportiva disponível. Anos, décadas depois, teria se tornado exatamente quem ainda é: o melhor jogador do mundo, de simples mortal, para um super e único atleta.

PRETINHO BÁSICO
“Pelé era completo desde os 17 anos”, disse Zagallo. “Fui craque. Ele, gênio”, sentenciou Leônidas da Silva, artilheiro da Copa de 38. “Até a bola do jogo pedia autógrafo a Pelé”, contou Armando Nogueira. “Marcar mil gols como Pelé é fácil. Marcar um gol como Pelé é muito difícil”, poetizou Carlos Drummond de Andrade.

ESPORTE FINO
“Como se soletra Pelé? Com as letras D-E-U-S”, escreveu o jornal inglês The Sunday Times. “Quando vi Pelé jogar, tive vontade de pendurar as chuteiras”, falou o francês Fontaine, artilheiro da Copa de 58. “Eu pensei: ele é feito de carne e osso como eu. Eu me enganei”, disse Burgnich, zagueiro da Itália em 1970.

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O último gol de Pelé

“Se desse para fazer um replay na minha vida, talvez se eu fizesse o meu último gol com a Seleção Brasileira, eu gostaria”.

Assim começa o vídeo que realiza o sonho de Pelé (ele realmente declarou este desejo em uma entrevista). Durante os sete minutos do curta intitulado 1284, Pelé joga com a camisa da Seleção Brasileira, aos 70 anos, na tentativa de nos presentear com mais um gol. Confesso que, apaixonada por futebol que sou, me emocionei com a homenagem. Absolutamente relevante e brilhante! Já tem algum tempo que ele foi lançado, apenas na internet, mas vale a pena guardar nos favoritos, ver e rever. ASSISTAM!!

O vídeo fez parte da campanha “Eu vivo a Seleção”, da Vivo, a criação é da Young & Rubicam e a produção da O2 Filmes.

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Hoje é dia de livro, mas é verdade é que para falar de Pelé, o homenageado da semana, já que completa 70 anos no próximo sábado, uma imagem (ou 1281 gols) valem mais que mil palavras. Por isso, hoje, excepcionalmente, selecionei três vídeos que reúnem um pouco da magia do Rei.

Neste primeiro, a tragetória de Pelé em Copas do Mundo:

Agora, alguns dos gols e dribles da carreira do Rei:

Por fim, uma homenagem do saudoso Armando Nogueira ao Rei do futebol , nos 50 anos de sua carreira na TV LANCE!.

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Um reino antes e outro depois de Pelé

Costumo brincar que na história do futebol temos uma princesa, um rei e vários príncipes (alguns sapos também, é preciso dizer). A princesa, gorduchinha e irresistível, ignora a passagem dos anos e é cada vez mais disputada. Os príncipes são homens típicos, daqueles que vão e vêm e vivem se revezando na preferência da princesa. Alguns são mais queridos, mas também há os esquecidos. Muitos mostram potencial, mas logo fogem do compromisso, e outros, mesmo que sumidos, ganham lugar especial no coração da “Bola”.

Acima de todos eles, no entanto, um rei zela pela princesa. Um rei que trouxe alegrias, genialidade, magia, paixão, poesia e estrelas à um reino ainda meio sombrio e desconhecido. Um rei que ganhou esse posto sem precisar de uma linha hereditária, leis, votos ou decretos. Um rei que transformou seu povo. Que, mesmo sem querer, serviu um banquete de emoções infinito à toda sua gente e que também revolucionou o mundo particular de milhões de pequenos príncipes e princesinhas. Um rei chamado Pelé que, no próximo sábado, completa 70 anos.

Pelé merece todos os exageros, todos os tesouros e todas as coroas. No reino fantástico do futebol, foi o maior e o melhor. Aquele que as palavras não podem explicar, porque seu significado está em campo. Nos mais de mil gols que fez, nos lances geniais, nas taças de Copa do Mundo, nos banhos de cuia, no olhar de seus marcadores, no sorriso das crianças que o viram jogar e no imaginário dos apaixonados por futebol que viram momentos de Sua Majestade apenas na televisão e que fuçaram seus vídeos e sua carreira na internet, como eu.

Seja como for, Pelé deixou uma linha divisória na vida de cada súdito de seu reino. Antes dele, o futebol era um esporte, depois, passou a ser vida. Por que você pode não gostar de futebol, pode achar que a política deveria receber mais atenção, pode não acompanhar de perto o seu time, pode até, estranhamente, não ter um escudo batendo no seu peito. Mas é preciso reconhecer que Pelé mudou o Brasil.

Na democracia do gramado, nos deu um conto de fadas. E, independente do tempo que passe, ele vai continuar mudando.
Seja qual for sua idade: aos 17 anos, conquistando sua primeira Copa do Mundo, ou aos 70, assistindo o nosso futebol de domingo, ele estará lá, com o 10 nas costas, toda vez que uma bola rolar no coração de alguém.

Um dia, Pelé disse que, se pudesse, se chamaria Edison Arantes do Nascimento Bola. “Seria a única maneira de agradecer o que ela fez por mim”, declarou. Pois bem, na verdade, se formos ser justos, todo brasileiro é que deveria, de alguma forma, ter um Pelé no nome.

PRETINHO BÁSICO

Nascido em Três Corações (MG), em 23/10/1940, Pelé começou a conquista de seu reino, no Santos, em 1956. Por lá, ganhou mais de 40 torneios, incluindo 10 campeonatos paulistas, 4 torneios Rio-São Paulo, 6 Taças Brasil, 2 Libertadores e 2 Mundiais Interclubes, além de ter sido artilheiro em diversos campeonatos.

ESPORTE FINO 
Pela Seleção Brasileira, Pelé estreou em 1957, ainda aos 16 anos, e foi campeão mundial em 58, 62 e 70. Na carreira, marcou 1.281 gols  e seu último jogo foi em outubro de 1977. Já foi eleito Melhor Jogador do Século pela FIFA e Atleta do Século em pesquisa com jornalistas do mundo todo entre outros prêmios e feitos.

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Quando era criança, toda semana minha mãe me levava pra escolher um livro na livraria. Era completamente fascinada por aquelas prateleiras recheadas de livros e me recordo de levar horas escolhendo e sonhando com aquelas histórias.  Meu irmão, hoje engenheiro, escolhia o primeiro livro interessante que aparecia enquanto eu passaria dias e dias naquela salinha em tons de amarelo da livraria que frequentávamos. Saía de lá já imaginando voltar na outra semana.

Esse ritual infantil acabou definindo muito de quem sou hoje e pretendo repeti-lo com meus filhos, um dia. É por isso que no dia das crianças, escolhi quatro livros lindinhos da minha coleção especialmente para elas. Todos fazem parte da coleção “O dia em que me tornei…”, da editora Panda Books. Até agora já foram lançados exemplares de oito clubes:

“O dia em que me tornei atleticano”, de Fred Melo Paiva
“O dia em que me tornei cruzeirense”, de Samuel Rosa
“O dia em que me tornei corintiano, de Marcelo Duarte
“O dia em que me tornei santista”, de Vladir Lemos
“O dia em que me tornei são-paulino”, de Selton Mello
“O dia em que me tornei palmeirense”, de Mauro Beting
“O dia em que me tornei gremista”, de Sérgio Xavier Filho
“O dia em que me tornei colorado”, de Ricardo Freire

Dedicatória de Samuel Rosa, autor do exemplar do Cruzeiro

Os textos são muito divertidos e as ilustrações são lindas! Além disso, o livrinho traz um mini almanaque com aquelas coisas que as crianças adoram saber sobre seus times, como as conquistas, o hino, as maiores goleadas, os grandes craques e muito mais!

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Bagunça a cabeça da criançada

Domingo de manhã numa casa perto de você:

-Papai, o Vitória joga hoje?

-Claro, minha querida, o nosso rubro negro hoje vai encarar o Goiás!

-Oba! Vou torcer pra Ricardo Silva dar um jeito nesses jogadores!

-Meu bem, papai já te disse que Ricardo Silva não é mais o técnico do time!

-Ahhhhhh pai, não vem com essa história de novo! Da outra você me disse que Ricardo Silva não era mais do Vitória e, quando aprendi a falar o nome daquele outro lá, você disse que Ricardo Silva já tinha voltado. Dessa vez, você não me engana!

-Minha filha, deixe de teimosia! Eu estou falando sério! O novo técnico do Vitória se chama Antonio Lopes!  E é ele quem vai nos salvar do rebaixamento!

– Pois isso está parecendo brincadeira. Como é que alguém troca, destroca e troca de novo o mesmo treinador em tão pouco tempo? É que nem quando mamãe está se arrumando pra sair! Ela bota e tira um monte de coisa e veste e desveste o mesmo vestido várias vezes, mas, no fim do troca-troca, ela sempre resmunga que o problema não é do guarda-roupa, muito menos das roupas. Ela diz que o problema é dela e das gordurinhas!

-É filha, mas, ao contrário de sua mãe, o problema do Vitória é justamente a falta de gordurinhas!

-Ihhh! Eu não entendi essa história do Vitória não ter gordurinha não, mas mamãe não vai gostar nada de saber que você falou isso.

-Mãe!! Papai disse que você tá gorda e, o Vitória, não! É por isso que você tem ciúme?

-Menina! Pare com isso! Já não basta o Vitória nessa situação, você ainda quer colocar seu pai na zona de rebaixamento?

-Ué?! Chama esse Antonio Lopes então!

-Começou a bagunça, né?

Série A 
Molecagem infantil à parte, a bagunça se instalou foi no Vitória. O rubro-negro baiano está perdido dentro e fora de campo. Nos bastidores da Toca, o tradicional amadorismo do futebol brasileiro parece ser rei e, nos gramados, aquele time encaixado vice-campeão da Copa do Brasil foi chutado pra fora. No lugar, um time desmotivado e apático, mesmo precisando vencer metade das 10 últimas rodadas para fugir do rebaixamento.  O certo é que Antônio Lopes não vai acertar o time como num passe de mágica. Não é a solução para os problemas do Vitória, mas, já que veio, resta torcer que sua chegada dê uma animada no grupo.

Pretinho Básico
O Vitória tem a quarta pior campanha no returno do Brasileiro, na frente apenas de Grêmio Prudente, Avaí e Guarani. Nos últimos nove jogos, foram duas vitórias, três empates e quatro derrotas (33% de aproveitamento). No primeiro turno (19 jogos), o leão arrancou cinco vitórias, sete empates e sete derrotas (38%).

Esporte Fino
Nas últimas edições do Brasileirão, a média para fugir da zona de rebaixamento foi de 45 pontos. Seguindo os números históricos, o Vitória precisaria de 14 pontos para se manter na série A. Como ainda faltam 10 rodadas, com apenas 30 pontos em disputa, precisaria ter um aproveitamento de 46% (o atual é de 36%).

Coluna publicada no CORREIO*, dia 10.10.10

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“Brasil: um Século de Futebol: Arte e Magia”

O livro de hoje é daqueles que merece ser colocado com destaque em cima da mesa de centro, na sala de visitas, pra todo mundo ver!

“Brasil: um Século de Futebol: Arte e Magia”, da editora Aprazível, com texto de João Máximo, apresentação de Leonel Kaz e legendas de Roberto Porto, é uma preciosidade para os apaixonados por futebol. Através de belíssimas fotos, de 1896 aos dias de hoje, o livro conta a história do futebol brasileiro.

A publicação é tão linda que não tem muito o que falar… é melhor dar uma olhada em algumas das fotos que estão por lá. Tenho certeza que vai dar a maior vontade de correr pra livraria!

Garrincha cercado de fans em 1959

Concurso Miss Elegante Bangu, no Maracanã, na década de 50

Pequena corinthiana e pequeno pão-paulino, possívelmente na década de 40

Torcedor na trsite final da Copa de 50 no Maracanã

Torcidas!!!!

Copa das Confederações, em 2005, e Copa do Mundo, em 2002

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