Arquivo de dezembro 2010

Uma montanha-russa chamada 2010
 
Na primeira coluna que escrevi este ano, destaquei sete motivos para amar o futebol em 2010: torcer pelo Bahia ou Vitória no Campeonato Baiano (que mais uma vez será única garantia de Ba-Vi); acompanhar a Libertadores da América; enviar energias positivas para o Bahia voltar à primeira divisão do Brasileirão, no caso dos tricolores; acreditar numa boa campanha do Vitória na elite, no caso dos rubro-negros; assistir à final da Liga dos Campeões; se emocionar com mais um eletrizante Campeonato Brasileiro; e por fim, viver a festa da Copa do Mundo.
Como tudo na vida, 2010 teve seus altos e baixos.

Na lembrança dos apaixonados pelo esporte, uma verdadeira montanha-russa futebolística em alta velocidade trouxe tristezas e alegrias. Pode apertar o cinto. Subindo: o Vitória começou o ano em festa, foi campeão baiano e manteve a animação até chegar à final da Copa do Brasil. Descendo: com a derrota para os meninos da Vila, a montanha-russa despencou e o rubro-negro acabou a temporada da pior forma possível. Definitivamente, um ano para esquecer.

Do lado tricolor, o carrinho radical teve sentido contrário. Descendo: o Bahia começou o ano amargando a falta de conquistas, perdendo a taça baiana para o seu maior rival. Subindo: com um impulso dos grandes, acabou 2010 lá em cima, de volta à Série A, como desejou uma multidão de seus torcedores no último Reveillon. Subindo de novo: como se fosse pouco, ainda ganhou um “looping” de presente da CBF que oficializou os títulos nacionais de 1959 a 70, tornando o Bahia o primeiro campeão brasileiro. Um ano para relembrar.

Subindo: no cenário nacional, o campeonato mais disputado da montanha-russa da bola distribuiu adrenalina para todos os lados. Subiu, desceu, voltou, girou, ficou de cabeça pra baixo e acelerou o futebol brasileiro. Aplausos para o Fluminense, que não ficou zonzo e terminou a volta nos trilhos com os braços pra cima. Subindo e descendo: o Inter disparou na Libertadores para logo depois cair feio no Mundial de Clubes.

Descendo: na Copa do Mundo, acabamos horrorizados e de cabelo em pé. O frio na barriga, tão esperado na maior emoção do futebol mundial, acabou virando uma fria, somente. Subindo: sorte da Espanha que, pela primeira vez, acabou o passeio no ponto mais alto do brinquedo. Ainda subindo: pra alegrar os apaixonados que não perdem um show de mágica internacional, o Barcelona virou a maior atração do parque de diversões.

Com uma nova voltinha no circuito prestes a começar, ironicamente, os pedidos para 2011 da dupla baiana se inverteram. Torcedores do Vitória agora pedem pela volta do time à Série A enquanto os tricolores desejam uma boa campanha na elite. No fim das contas, subindo ou descendo, a gente sempre acha um motivo para amar o futebol ou o escudo que nos escolheu, esteja ele onde estiver, por baixo ou por cima do maravilhoso parque de diversões do futebol.

PRETINHO BÁSICO
Relembre quem acabou por cima em 2010: Fluminense (campeão brasileiro), Santos (vencedor da Copa do Brasil), Internacional (ganhou a Libertadores), Internazionale (levou a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes), Espanha (levantou a taça da Copa do Mundo) e o Bahia, que voltou à Série A depois de sete anos.

ESPORTE FINO 
A CBF oficializou os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa como conquistas nacionais equivalentes ao Brasileirão. Com essa decisão, Santos e Palmeiras passam a ter o maior número de títulos brasileiros (oito) e o Bahia, que venceu a Taça Brasil de 1959, se torna o primeiro campeão brasileiro.

Comments 4 comentários »

Balaio de Natal no futebol baiano

Com o fim da temporada do futebol brasileiro, é hora de ir às compras para o ano seguinte. Colocar a chuteirinha no gramado do quintal e esperar pelos presentes de Papai Noel. Mas, diferentemente do que acontece na canção infantil, que diz que o bom velhinho não se esquece de ninguém, no Natal dos clubes brasileiros é preciso muito planejamento para encontrar um ou outro craque dando sopa no pé da árvore. Não tem essa de bondade e solidariedade de fim de ano.

Depois de sete longos anos de castigo, o Bahia finalmente se comportou e foi convidado para participar do amigo secreto da elite do futebol brasileiro. Mas, na hora de ir às compras, não dava pra escolher um boneco artilheiro caríssimo recém-lançado no mercado.

Os anos de palmadas deixaram o Bahia meio fora de eixo e o Tricolor teve que apelar para um balaio de Natal na hora de bater uma bolinha pelo comércio. Procura uma pechincha aqui, um atacante ali, um lateral acolá e pronto! Paga dois e leva mais um na lojinha do português, compra dois e ganha o terceiro na barraquinha do Timão e passa ali rapidinho na tenda do Galo pra garantir um volante.

Os torcedores tricolores, animados de tanto chocotone antes da ceia, reclamaram quando viram os embrulhos. Na cartinha, sonharam com presentes dourados de laçarotes vermelhos e etiqueta comprovada. Não poderiam receber o pacote pardo amarrotado com mais desconfiança do que receberam. Mas, e toda mulher que gosta de fazer compras é craque nisso, se você souber olhar com carinho, um balaio de promoção pode reservar boas surpresas.

Com o selo “made in Portugal”, Tiago é um bom goleiro que só não teve chance recente no clube carioca por conta da excelente fase de Fernando Prass. No meio de campo, Magno é promessa. Tem qualidade, mas nem sempre cria o prometido. Se tiver uma temporada inspirada, pode surpreender. O atacante Bruno Paulo, confesso, é do tipo amigo secreto mesmo. Já com a etiqueta do Coringão, tenho a impressão que Souza vai ser daquele tipo de presente que rende mais do que você espera. Boquita, se não é um helicóptero ultramoderno de rádio controle, também não é nenhum boneco de pano rasgado e Dodô eu vou colocar na categoria de jogador oculto, ao menos por enquanto.

Bem diferente da agitação tricolor, o Vitória teve a mesada cortada e ainda não se arriscou muito nas compras. Triste, acuado no canto, o Leão vai precisar de cautela para passar o ano de 2011 com os poucos presentes que conseguir.
Não vai ser fácil ver o primo rival enfeitar a árvore, mas, a idéia nas festas do ano que vem, é que os dois participem da mesma ceia.  A gente sabe que toda família tem suas rivalidades, mas disputar o mesmo pacote embaixo da árvore do Brasileirão tem muito mais graça do que passar o Natal sozinho.

Pretinho Básico
Na última semana, o Bahia contratou sete reforços para a temporada 2011. Três vieram do Vasco (a lojinha do português): o goleiro Tiago, o meia Magno e o atacante Bruno Paulo. Outros três do Corinthians: o atacante Souza, o meia Boquita e o lateral Dodô. Da tenda do Galo (Atlético-MG) veio o volante Rafael Jataí.

Esporte Fino
Em 2010, o Vitória recebeu perto de R$ 12 milhões líquidos de cota de TV para disputar a primeira divisão. Com a queda para Série B, teve a “mesada” cortada em 50%. Vai precisar economizar nas compras. Até agora, o Rubro-Negro só contratou o lateral-esquerdo Ernani, também na lojinha do português.

Comments 10 comentários »

O futebol é uma bola

Fim de ano é sempre a mesma coisa. Espírito natalino pra quem é de panetone e peru, contagem regressiva para o réveillon pra quem é de festa, temporada de futebol internacional pra quem é da arquibancada e planejamento pra quem é de bola. Mas o ciclo não para por aí. O desenrolar do ano também reserva suas coincidências.

Veja só: uma alegria: um time baiano subiu; uma tristeza: outro time baiano pisou na bola e fez sua torcida sofrer; uma beleza: o jogo de um certo time espanhol; um pesadelo real: a derrota que o mundo inteiro viu e o Brasil inteiro sentiu; um avesso: a seleção alemã empolgando e a brasileira decepcionando; um drama: o período sombrio e seco de Adriano; uma conquista: a vitória do Internacional sobre o campeão europeu no Mundial de clubes.

Parece com 2010? Pois saiba que é 2006, quando o Vitória deixava a Série C, o Bahia amargava mais um ano na “Terceirona”, o Barcelona encantava os apaixonados pelo esporte, o Brasil dava adeus à Copa do Mundo nas quartas de final, a Alemanha surpreendia enquanto a nossa Seleção empacava, Adriano perdia a cabeça (e os gols) e o Internacional se tornava campeão mundial. Gire a bola, troque algumas palavras, ou times, e voilà: eis o nosso ano atual. Com exceção do último quesito, claro, que ainda não aconteceu, mas ainda pode entrar na lista.

O mundo do futebol é mesmo uma bola. Definição tão boba quanto verdadeira. Tão doída para uns quanto redentora para outros. Se durante sete anos os torcedores do Vitória puderam zoar os tricolores, a redondinha deu uma volta e agora é a vez dos rubro-negros ouvirem gozação. Sim, será um ano difícil para quem carrega o escudo do Leão. E tratem de buscar, no mesmo bom-humor dos últimos anos em que estiveram na elite, a forma de encarar as brincadeiras tricolores que pipocam pela cidade. A bola do futebol só aceita violência na força de uma cobrança de falta.

Mas, se todos os anos, algumas coisas realmente se repetem, outras poderiam ser evitadas ou, no mínimo, menos enroladas. O Vitória, por exemplo, não precisa repetir os passes errados do Bahia. Deve pensar na queda como uma “folga” ideal para crescer. A hora de tirar o atraso do planejamento para colocar em dia a planilha de 2011, 2012, 2013 e por aí vai. Nada de pensar apenas no imediato. E o caminho também serve para o Bahia, que voltou à elite e precisa esquecer de vez os tropeços de segunda, que não foram poucos.

É aquela velha história de dar um passo pra trás para poder seguir em frente com passadas e chutes firmes. O futebol é uma bola que gira, sim, mas que precisa, ser constantemente, chutada pra frente.

Pretinho Básico
A temporada 2010 do futebol brasileiro chega ao fim e é hora de se agendar para 2011. Em janeiro, Bahia e Vitória dão o primeiro chute no Campeonato Baiano que vai até maio. Em fevereiro, já começa a Copa do Brasil (até junho) e em maio é a vez da bola rolar pelo Brasileirão das Séries A e B (até dezembro).

Esporte Fino
Os campeões das 6 confederações continentais disputam o Mundial de clubes. Em 2010, duelam Internacional (América do Sul), Pachuca (América do Norte, Central e Caribe), Internazionale (Europa), Mazembe (África), Seongnam Ilhwa (Ásia), Hekari United (Oceania) e Al Wahda (representante do país sede, Emirados Árabes).

Comments 2 comentários »

A Linha da Bola

Muita gente tem me perguntado sobre o meu livro com a chegada do Natal! Infelizmente (ou felizmente) a primeira edição está acabando e não tem sido muito fácil encontrá-lo por aí. Aqui em Salvador, a livraria Saraiva acabou de receber alguns exemplares (corre lá!!!) e também aceita encomendas e, se não me engano, a recém-inaugurada Cultura também! A Cultura, inclusive, tem estoque pela internet aqui. Então, quem quiser, pode comprar pela rede! : )

Para os que acompanham o blog, mas não conhecem o livro, conheçam agora! Coloquei o vídeo com minha entrevista no Jô Soares também! : )

Bom, “A Linha da Bola – Tudo que as mulheres precisam saber sobre futebol e os homens nunca souberam explicar!” é, como o nome já diz, um guia de futebol para as mulheres (e homens!). A idéia é aproximar as mulheres do esporte, brincando com assuntos que tradicionalmente são considerados de “mulherzinha”. A história do futebol, por exemplo, é relatada como um conto de fadas e no capitulo das Copas do Mundo, dá pra saber o que as mulheres da época de cada uma delas levaria na mala!

Todos os 11 capítulos são subdivididos em “Pretinho Básico”, “Esporte Fino” e “Passeio Completo” (é daqui que veio a inspiração para a coluna de domingo no CORREIO), termos através dos quais falo sobre informações do universo futebolístico como a história do esporte, regras (inclusive a do impedimento, muito bem explicadinha), modelos de uniformes, esquemas táticos, posições, principais técnicos e jogadores da história, incluindo breves biografias, clubes em que jogaram e número de gols.

O prefácio do livro foi escrito por Glenda Kozlowski, apresentadora da TV Globo. Vanessa Riche, do Sportv, faz uma apresentação e o escritor e jornalista Marcelo Duarte, do canal ESPN, escreve o texto das orelhas.

Entrevista com Jô Soares Parte 1

Entrevista com Jô Soares Parte 2

 
O que falaram por aí:

“…a baiana Clara Albuquerque, bela colega de ofício, lançou livro estupendo sobre o riscado: “A linha da bola -tudo o que as mulheres precisam saber sobre futebol e os homens nunca souberam explicar!”. Parabéns, meninas, a febre nostálgica que estava aqui acabou de ir embora.”
Xico Sá – A Folha de São Paulo

“… ela escreveu um livro muito instigante: “A Linha da Bola – Tudo que as mulheres precisam saber sobre futebol e os homens nunca souberam explicar!”. Clara dá explicações sobre os principais campeonatos do mundo, relaciona futebol com moda e dá recados curiosos para as mulheres que lerão sua obra”.
Paulo Roberto Falcão – Zero Hora

“Com linguagem bem familiar às mulheres e com exemplos muito criativos, Clara mostra que o futebol não é esse bicho-de-sete-cabeças que boa parte delas imagina. E já que é um assunto que domina as rodas masculinas seria prudente que as mulheres não ficassem por fora”.
Vanessa Riche – SPORT TV

“Por que A Linha da Bola? Poe que você precisa ler esse livro? Porque ele é divertido. Aliás, divertidíssimo. Desbravador, esclarecedor e muito informativo. Um guia fácil para quem trabalha com futebol. Uma viagem no tempo para os entendidos. E um pretinho básico pra quem quer descobrir esse esporte.”
Glenda Kozlowski – Rede Globo

“Outro ponto forte de A linha da Bola é não colocar todas as mulheres no mesmo time. Sim, existem aquelas que entendem um pouquinho e aquelas que querem saber mais. Todas elas são contempladas com os textos divertidos de Clara.”
Marcelo Duarte – ESPN

“… diz para as suas amigas e vê se elas vão entender o que estou dizendo, depois de ler o livro. Diz pra elas que o livro A Linha da Bola da Clara Albuquerque é um golaço! Será que elas vão entender?”
Paulo Vinicius Coelho (PVC) – ESPN

Comments 4 comentários »

Silêncio

Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada pela minha profissão. Trabalhar com um sorriso no rosto (sou famosa, mais precisamente, pela minha gargalhada, eu sei) é uma necessidade para mim e o futebol me proporciona isso. Eu adoro poder assistir o partidaço entre Barcelona e Real Madrid no meio da tarde. Eu amo sair de casa num domingo à tarde pra acompanhar um jogo no estádio. Eu me divirto com as demonstrações de paixão das torcidas e não me canso de ficar até de madrugada lendo um livro sobre futebol ou assistindo o vt de um jogo antigo.

Mas, se na quase totalidade do tempo, trabalhar (e não torcer) com futebol é assim, uma delicia, é emoção demais pra não dar “errado” de vez em quando. Foi o caso de domingo no duelo entre Vitória e Atlético-GO, que rebaixou o Leão. Não sendo torcedora do time goianiense ou tricolor baiana, foi impossível não sentir o silêncio dos milhares de corações rubro-negros partidos no Barradão. Tão contrário ao barulho da esperança borbulhando no sangue de cada uma daquelas pessoas até o apito final. Tão oposto ao grito de gol, aos cantos da torcida. Um verdadeiro avesso da mágica ensurdecedora do futebol.

E, diferente de um amor perdido, de uma briga mal resolvida ou de uma outra decepção, o negócio do futebol é que você não pode entrar em campo, não pode tentar chutar de novo, não pode pedir perdão, não pode correr atrás. Pior de tudo, não pode partir pra outra (ou outro time, no caso).  Parece drama, mas é futebol, ora bolas.

Comments 11 comentários »

Com que roupa eu vou?

Pode conferir na mala do Brasileirão 2010: camisas coloridas, drama, chuteiras, suspense, meiões, tristeza, calção e reviravoltas. Durante a arrumação, claro, algumas peças voltaram para o fundo do armário e outras se valorizaram. As camisas com o escudo do Grêmio Prudente, tadinhas, foram colocadas pra fora na primeira revisão. O que tinha de verde entre as roupas também foi drasticamente reduzido da mala com a saída de Guarani e Góias. Roupa tricolor carioca, por outro lado, virou vestido de gala e uniforme corintiano virou smoking. O azul celeste cruzeirense, então, se tornou a última moda.

Mas, se a mala não foi fechada com antecedência (como aconteceu em 2003, 2006 e 2007), chegou a hora de colocar o cadeado na última hora, digo, rodada, com direito a toda emoção que o futebol pode nos proporcionar. Agora, quanta roupa amarrotada e mal passada resolveu entrar na mala, hein? Já não basta a loucura de ter 38 mudas, com direito a escolha de acessórios, rasgos de última hora e troca-troca, ainda temos que aguentar a recorrente visão de que teve traje sendo beneficiado por debaixo do tapete (ou seria da mala?), uma ou outra conspiração de paletós  e até camisa abrindo seu próprio botão de propósito.

Se, eventualmente, essas coisas realmente acontecem em maior ou menor grau, dentro de uma mala tão disputada, sou daquelas que acham que, no fim das contas, é a roupa mais bonita e eficiente que fica por cima. Não acredito que os verdinhos que restaram na mala tenham se desbotado sozinhos diante das três cores do Fluminense no domingo passado. Naturalmente, sem ter um motivo para sair de casa, eles não capricharam na beca.

Defendo que qualquer uma das três possibilidades que ainda podem ganhar o sonhado adereço dourado para usar na festa de gala ficará bem com o novo acessório. Os tons de Fluminense, Corinthians e Cruzeiro combinam com a cor de campeão porque passaram por 38 trocas de roupa e ainda assim continuaram na moda. O resultado do visual não é responsabilidade de apenas uma combinação.

Trajes rubro-negros
Duelo de coração vermelho e preto no Barradão. Pode esquecer qual tecido é mais caro, qual etiqueta tem mais algodão, cetim ou veludo. É hora de colocar as cores da emoção na ponta da chuteira e torcer que, naquele detalhezinho, a bola estufe a renda, digo, rede. É bem verdade que os tricolores baianos, felizes da vida, que poderão estar na mala da elite do futebol em 2011, estão de olho para colocar o Vitória numa máquina de lavar de segunda, mas, para o bem da mala, melhor que os dois fiquem com cheirinho de roupa nova no mesmo lugar. A descontração e estilo dos baianos nunca é demais em nenhum “dress code”. E que se feche a mala.

PRETINHO BÁSICO
Desde 2003, o Brasileirão é disputado por pontos corridos. Logo no 1º ano, o Cruzeiro foi campeão  com quatro rodadas de antecedência. Em 2006, duas rodadas antes, o São Paulo levou a taça, repetindo a dose em 2007, na 34ª rodada (de 38). Em todas as outras edições, o campeão foi definido na última rodada. 

ESPORTE FINO
Cuidado quando for falar em mala no futebol. A branca indica que alguém ou algum clube está pagando outro pra vencer um adversário direto. Exemplo: o Corinthians foi acusado de dar dinheiro (a tal da mala branca) para o Guarani vencer o Fluminense hoje. Assim, o time paulista seria campeão vencendo o Goiás.

Comments 2 comentários »


Warning: readfile(../ga.txt): failed to open stream: No such file or directory in /home/claraalbuquerque/claraalbuquerque.com.br/wp-content/themes/mandigo/footer.php on line 356