Arquivo de janeiro 2011

 
Casamentos, brigas, divórcios e corações partidos
 
Eu dificilmente penso na relação entre jogador e clube como um casamento. Acho complicado misturar um acerto que tem direito a contrato assinado com algo que deve acontecer por amor. Penso que essa união eterna acontece mesmo é entre a torcida e o escudo. É essa que dura pra sempre e que, por mais que existam derrotas, decepções, tristezas e doenças, é incondicional e sem limites.

Quando um jogador especial chega num clube, no entanto, a torcida prepara uma festa no coração. Faz planos, sonha, vira cúpido e declara o casamento entre os dois, ali mesmo, num espaço sagrado entre quatro linhas brancas num lindo gramado verde.  No lugar da aliança, uma bola, tão infinita e significativa quanto. Começa, então, uma história cheia de sentimentos e dramas como qualquer outro relacionamento.

E, como não poderia ser diferente, os dois lados erram em algum momento. Às vezes, é uma conta atrasada, outra é uma paquera com um outro clube ou uma viagem de negócios em plena lua de mel. De vez em quando, sobra até um desabafo de cabeça quente para a torcida, que nada tem a ver com esses problemas. Pra ela, o termômetro do casamento está em campo. No estilo resolvam suas questões fora do gramado, freqüentam uma terapia para casais se for preciso, não importa, mas sejam felizes quando se tratar de bola no gol.

E nesse sobe e desce e vai e vem de emoções e perdões, as coisas vão caminhando e a torcida segue fazendo o seu papel, esperando que o sonho não acabe em divórcio. Tudo, no entanto, seja nos campos ou nas casas, tem um limite. Aquele passo dado que você não pode mais voltar atrás, aquela camisa manchada que você insiste em lavar, mas que de agora em diante só vai desbotar.

É isso. Jael ultrapassou a linha imaginária do que pode ser esquecido e do que não pode. Do que é caso de desculpas e do que é caso de divórcio. Ao dar um soco no rosto do gerente de futebol do Bahia, deu um chute certeiro na bola da historinha romântica lá de cima. Aquela que substituiu a aliança e que deveria ser infinita.

Claro, isso não apaga os erros cometidos pelo clube que, vamos combinar, não estava tornando a convivência nada fácil, segundo o jogador. Nada justifica, no entanto, a atitude de Jael. Mesmo que o lado paixão de cada um de nós perceba a sinceridade e a dor nas palavras embargadas de choro de Jael ao pedir desculpas é preciso entender que esse casamento entre clube e jogador, que hoje já não é baseado no amor, precisa de respeito. Esse nunca pode deixar de existir. Dos dois lados.

Cruel mesmo, Jael, é o que a torcida tricolor está sentindo nesse momento. Porque quando os papeis do divórcio são assinados, sempre, quem acaba com o coração partido é a torcida.
 

PRETINHO BÁSICO
Jael tem 22 anos e nasceu no Mato Grosso. Se destacou jogando pelo Criciúma (Santa Catarina) e chegou ao Bahia em julho de 2009 depois de passar por Atlético-MG, Cruzeiro e Góias. Nessa primeira passagem pelo Tricolor, disputou a Série B e em 20 jogos, marcou 10 gols importantes, salvando o Bahia do rebaixamento.

ESPORTE FINO 
Em janeiro de 2010, Jael recebeu uma proposta e se transferiu para o Kalmar FF. O atacante, no entanto, não se adaptou ao futebol sueco e iniciou uma campanha junto com a torcida para voltar ao Bahia. Em maio, voltou ao clube onde conquistou o acesso à Primeira Divisão do Brasileiro, marcando 12 gols. Seu contrato vai até maio de 2011.

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Hoje comento Ipitanga x Bahia, pela 3° rodada do Baianão 2011, às 21h na Tv Bahia.

Vamos ver como o time se comporta sem Souza,  com Bruno Paulo (atacante) de volta à sua posição de ofício e Camacho como o homem de criação no meio de campo.

Pra quem tem curiosidade, alem de estudar e preparar um material para cada transmissão, depois de cada jogo, passo a limpo num caderno todas as informações da partida que comento, com atuação dos jogadores, esquemas táticos, etc. Os meninos de esportes da redação do Correio ficam de pirraça que só uma mulher para fazer um “caderno de jogos” tão colorido, organizado e cheio de “fru fru”! : ) A verdade é que é apenas a minha forma de assimilar mais uma vez as informações importante de cada jogo! ; )

Olhe ele aí:

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Comentadinhas da semana
(vou tentar postar toda semana)

Minhas considerações de Bahia e Vitória que, depois das estreias com derrotas, venceram seus jogos no Baianão 2011 no domingo dia 23/01.

Juazeiro 1×3 Vitória:


* Vitória jogou muito melhor do que no primeiro jogo com a entrada do quarteto de frente: Junior Timbó, Felipe, Rildo e Edson. Os quatro deram muito mais mobilidade e velocidade ao time. Felipe errou bolas bobas e precisa de mais segurança no meio, alem de mais entrosamento, é claro, o que vale para todos. 

* Considerando a falta de ritmo, Bida foi muito bem, mas acho que pode render muito mais ao longo do campeonato.

* Nino Paraíba segue sendo ótima opção de ataque pela direita. Gostei de Léo, que entrou no lugar do lateral direito e manteve a correria e a opção pela lateral.

* Elkeson passa por péssima fase. Não foi nada bem no primeiro jogo, absolutamente perdido como camisa 10. Neste jogo, entrou no segundo tempo no lugar de Junior Timbó e passou pouco tempo no meio, mas mesmo quando foi adiantado com a entrada do zagueiro Reniê, não foi bem.

* Elton foi discretíssimo no primeiro jogo, mal passou do meio de campo, mas na partida contra o Juazeiro fez a diferença! Que golaço! Rildo, apesar do desentrosamento mostrou que é boa opção caindo para os dois lados e se movimentando bem. Edson mostrou que tem talento e oportunismo para ser centroavante.

*Apesar dos meninos terem melhorado o time, ainda acho que o Vitória precisa de jogadores com mais experiência que segurem a barra de ser a referencia do time. Indispensável um meia pra ser a camisa 10 (será que o argentino vai suprir essa necessidade?) e um centroavante (que pode ser Neto Baiano, que parece que agora volta ao Leão).

* Esperava um time perdido em campo e me surpreendi!

Bahia 2×0 Feirense


* O primeiro tempo do Bahia foi sofrível. Nada funcionou. Bruno Paulo (atacante improvisado como camisa 10) caia pela direita em vez de ser o homem de criação no jogo. O esquema com três zagueiros do Feirense anulou o Bahia, que chegou raríssimas vezes no ataque.

* A primeira mudança de Rogério Lourenço (colocar lateral esquerdo Dodô no lugar do volante Rafael Jataí, liberando Ávine para atacar)  não mudou o time. Os volantes simplesmente não faziam a ligação com o meio e o ataque.

* A segunda mudança do técnico, essa sim, mudou e melhorou o time. A entrada do meia de ofício Camacho no lugar de Souza e Maranhão no lugar de Bruno Paulo povoou o meio de campo e trouxe alguma criatividade para o time. Helder (que não chega no ataque nem por decreto do presidente) recuou e deixou Nen, mais lento, na sobra.

* Com as mudanças, o Bahia que começou no 4-4-2, virou praticamente um 3-6-1 e chegou aos dois gols. O engraçado é que Camacho, bem nesse jogo, não foi bem no mesmo papel no primeiro jogo.

* Esperava um time menos perdido (ao menos no primeiro tempo e parte do segundo) e me surpreendi!

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De técnico e louco, todo mundo tem um pouco

Finalmente voltamos a ter o nosso vício sagrado em 2011 e, com a bola rolando, a temporada de pitacos, xingamentos ao juiz, opiniões contraditórias, cornetadas nos técnicos e jogadores também já começou. Todo mundo puxa aquele técnico de baba de esquina do fundo do bolso e a gente ouve das sugestões mais óbvias até aquelas que prometem revolucionar o mundo dos sistemas táticos do futebol. Ah, e é claro que o treinador nosso de cada rodada também temos conhecimentos de juiz. A parte do louco é ainda mais fácil. Basta ter um escudo batendo no peito pra sentir os efeitos.

Com as derrotas de Bahia e Vitória na estreia do Campeonato Baiano, então, os técnicos torcedores ganharam vozes mais altas. Foi pênalti, não foi falta, o lateral subiu, mas não voltou pra marcar, o meio de campo está lento, os reforços são ruins, o centroavante sumiu, o camisa 10 não se encontrou no esquema, e por aí vai.

No meu pitaco de início de campeonato, o Bahia começou melhor que o Vitória. Sim, claro, as duas equipes sofreram de fato com aquela velha história da falta de preparo físico e entrosamento, mas o time tricolor chutou na frente. Primeiro, fez boas (eu disse boas, não maravilhosas) contratações e, segundo, já encontrou o que seria o início de uma base para a equipe. No jogo de hoje contra o Feirense, apenas o meia Ananias deve ser improvisado na lateral-direita, no lugar do garoto Lucas que, apesar da disposição, deixou a desejar na marcação. Quando todos os reforços forem regularizados, não aposto em mais do que três mudanças.

Menos do que Antonio Lopes pretende do jogo da estreia para o de hoje contra o Juazeiro. Na onda do título desta coluna, o treinador do Vitória tirou vários outros técnicos do bolso e ouviu uma cornetada de cada um deles durante a semana. Colocou um, tirou outro, avançou um meia, deslocou um atacante, mexeu daqui e dali e, no fim das contas, trocou metade da equipe (semconsiderar Viáfara). Na zaga, setor onde o Vitória parece melhor resolvido, entra Alison e, na frente, os três jogadores que estavam no banco na partida contra o Colo Colo começam como titulares ao lado do atacante Rildo, regularizado. A ideia é dar velocidade e dinamismo para a equipe, que sofreu na criação de jogadas contra o Colo Colo. E o torcedor ubro-negro vai precisar de muita paciência. Minha parte vidente está caindo do bolso para dizer que ainda vemmuita mudança por aí.

CRAQUE
Neymar, Neymar, Neymar, Neymar. Eu sou do tipo céptica que sempre desconfia de um novo talento (acho que sou meio traumatizada por não ter visto Pelé e Garrincha). Mas também sou daquelas que vivemtorcendo pra morder a língua. Pois bem, taí uma palavra que é difícil sair da minha boca, mas pra ele dá vontade de gritar: craque, craque, craque e craque.

PRETINHO BÁSICO
Apesar de já terem assinado contrato com o clube, os jogadores precisam ter seu nome divulgado no BID (Boletim informativo Diário) da CBF para poder jogar. O Bahia ainda espera a regularização do zagueiro Luizão e dos meias Zezinho, Jones, Ramon. O Vitória aguarda os zagueiros Eduardo e Léo Fortunato.

ESPORTE FINO
Neymar tem dado show com a Seleção no Sul-Americano Sub-20 (16/1 a 12/2). Este ano, o campeonato está sendo disputado no Peru. Além de distribuir quatro vagas para o Mundial da categoria, na Colômbia, define as duas seleções da América do Sul que vão aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.

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As apostas nossas de cada hora

Ufa! Podemos respirar aliviados! O futebol voltou! Aquela agonia de sentir que alguma coisa estava faltando nas tardes de domingo acabou. Agora, o Baianão veio nos lembrar que a vida voltou ao normal. Que já podemos programar o alarme para a hora que o árbitro apitar. É hora de contar no relógio aqueles 90 minutos sagrados. De vibrar no minuto daquela jogada bonita, de gritar no momento do gol, de xingar no segundo exato que a bola resolve bater na trave, de rezar na meia hora final do duelo pro seu time virar o jogo ou abrir o placar.

Na verdade, na verdade, é hora de esquecer que horas são, que você tem prazo no trabalho, que você tem um compromisso na quarta. É hora de voltar a viver 24 horas (ou boa parte disso) para o seu time. Nesse Baianão, no entanto, Bahia e Vitória (vamos combinar que eles são os favoritos), estão em fusos horários diferentes. O Vitória é meio dia e o Bahia é meia noite.


O Vitória dormiu tarde de tanta preocupação depois da decepção que teve em 2010 e acordou meio dia. Com o sol muito forte lá fora (o que é esse calor em Salvador?), o Leão decidiu não sair da Toca. Vai apostar numa solução caseira e torcer que os leõezinhos da base dêem conta do recado. Sem precisar se queimar com os raios UVB e UVA, o Vitória decidiu colocar em campo dois companheiros que estavam protegidos no mesmo quarto com ar condicionado: Marcley e Edson, que vão brigar pela camisa 9. Pelos gols que você vai gritar (seja de felicidade ou raiva). Claro, o Vitória teve que dar uma saidinha para conferir o clima lá fora, e acabou trazendo um meia argentino perdido na previsão, os zagueiros Alison e Léo Fortunato, o lateral Ernani, o meia Vander e o atacante Rildo. Mas, no resumo das horas, é nas promessas protegidas e criadas em casa que o Leão vai contar para fazer o ponteiro andar na direção certa.

No sentido contrário, o Bahia é meia noite. Feliz com a volta à Série A, o Tricolor ainda festeja. Na rua, comemorando a lua cheia, decidiu conhecer novos ares e apostar em talentos de outras terras. Animado na festa, trouxe o atacante Souza (que eu acho que vai dar certo por aqui) para dançar na pista e marcar gols. Cheio de coragem se arriscou até na Rússia pra trazer o meia Ramon. Inundado de valentia, decidiu passar a noite fora de casa e dormir na confiança de 15 novos reforços de fora.

Nenhum dos dois está totalmente errado ou certo. No fim das contas, são as apostas que fazem dentro do seu relógio “futebiológico” atual. Aos torcedores rubro-negros, resta torcer para que o Leão não se assuste na hora que precisar sair da Toca e aos tricolores, que a noite fora do Bahia não termine em ressaca. Meio dia ou meia noite, os dois têm encontros marcados às 16h e é bom não fazer feio. Que rodem os ponteiros.

PRETINHO BÁSICO
O Campeonato Baiano começou ontem com feirense x Bahia de Feira. Hoje, além de Serrano x Bahia e Vitória x Colo Colo, acontecem mais três jogos. Serão 12 clubes disputando o título. Na 1° fase, eles estaõ divididos em dois grupos. Os times de um grupo enfrentam os do outro.

ESPORTE FINO
O nosso estadual é o segundo mais antigo do país disputado desde 1905. O maior vencedor da competição é o Bahia, com 43 títulos. O Vitória tem 26 e é o campeão das últimas quatro edições. O último time do interior a levantar a taça foi o Colo Colo, de Ilhéus, em 2006. Antes, só em 1969, com o Fluminense de Feira.

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Gente, estou muito feliz de contar pra vocês que agora faço parte do time de esportes da Tv Bahia para o Baianao 2011. A partir de amanhã, darei meus pitacos femininos sobre futebol nas transmissões do Campeonato Baiano.

Eu, Patricia Abreu e Daniela Leone

E a competição já começou! Hoje, Bahia de Feira e Feirense empataram em 1×1 no o jogo de abertura do 108º Campeonato Baiano. Amanhã, outros cinco jogos completam a primeira rodada, marco inicial da temporada 2011. E daí em diante, 12 clubes estarão na briga pelo título até o dia 15 de maio.

Serão quatro meses de futebol em uma transmissão e cobertura histórica da Rede Bahia . Serão 22 jogos ao vivo, com imagem e som em alta definição e 12 câmeras em campo. Quem tiver televisão com receptor digital (ou instalar um no aparelho) vai poder ver cada detalhezinho do jogo e da gente também!!!!

Amanhã, a partir das 16h, estarei junto com Thiago Mastroianni e Jorge Allan na transmissão de Serrano e Bahia no estádio Lomanto Júnior, em Conquista! Vamos ver como essa nova equipe do Bahia, que tem apenas 4  titulares de 2010 em campo (Nen, Ávine, Helder e Jael), se comporta no seu primeiro desafio!

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Brincadeira de criança
 
Uni duni tê, salamê minguê, o sorvete colorê, digo, clube futebolê, o escolhido foi você! Papai do céu mandou eu escolher esse daqui, mas como eu sou teimoso eu vou escolher esse daqui. E como eu sou famoso eu vou trocar por aquele ali. E já que está todo mundo ansioso, eu vou mesmo é enrolar vocês aí.

Pode cantarolar o parágrafo todo aí de cima no ritmo da brincadeirinha infantil e você vai ter exatamente o ambiente criado por Ronaldinho Gaucho na sua volta ao Brasil, em minha opinião. Sim, o craque vai fazer bem para o futebol brasileiro. Vai levar gente aos estádios, atrairá patrocinadores, fará belas jogadas (mesmo que esporádicas), animará qualquer campeonato e torcida. . Do mesmo jeito que a chegada de Ronaldo fez uma pequena revolução dentro, e principalmente fora, dos nossos parquinhos, digo, campinhos.

Mesmo não sendo mais o jogador eleito melhor do mundo duas vezes, não há como negar que o retorno de Ronaldinho Gaucho é um fato importante e absolutamente benéfico ao esporte no país. Discordo de quem desconfia e olha torto para os jogadores que voltam da Europa depois do seu auge nos gramados. Claro, seria fantástico se os nossos craques estivessem por aqui em suas melhores e mais emblemáticas temporadas, mas isso é tema para outra coluna. O fato é que não é perfeito, mas ao menos eles estão voltando.

Dito isso, não significa, no entanto, que eles podem fazer o torcedor brasileiro (e a imprensa) de palhaços. A forma como o caso tem sido tratado, seja responsabilidade de quem for, é uma verdadeira brincadeira de criança: “Mengo, Grêmio, Verdão, Salada Mista, diz o que você quer sem me dar nenhuma pista”. Se era para anunciar que as propostas ainda estão sendo avaliadas, a entrevista coletiva pomposa no Copacabana Palace deveria ter sido realizada logo que Ronaldinho Gaucho desembarcou no Brasil. Parar todas as crianças que brincavam no  “carrossel futebolístico” apenas para dizer que elas podem continuar girando porque ainda não chegou a hora de comer algodão doce é uma verdadeira molecagem (pra não dizer coisa pior e proibida para menores).

Durante essa brincadeira toda, vi alguém comentar, no twitter, que Palmeiras, Flamengo e Grêmio deveriam convocar uma outra coletiva para anunciar que retiram as propostas feitas ao craque. No estilo birra infantil. Claro que isso jamais aconteceria, mas, já que a brincadeira ficou chata, acho que muita gente que acompanha futebol imaginaria a cena.

-Grêmio, decidi que vou para o time rubro-negro
-Grêmio, disse que não suporto rubro-negro
-Grêmio, quem disse ao Verdão que sou rubro-negro
-Prêmio, me disse o Verdão então rubro-negro

O verdadeiro telefone sem fio no qual se tornou essa história já deixou de ser divertida há algum tempo. Se não sabe brincar, não desce pro play.
 
Pretinho Básico
Ronaldinho Gaucho nasceu, em Porto Alegre, em março de 1980. Revelado no Grêmio, seguiu de forma tumultuada para o Paris Saint-Germain em 2001. Dois anos depois, o craque foi para o Barcelona, onde viveu sua melhor fase. De 2008 até esta semana estava no Milan, que já o liberou para fechar com um time brasileiro.

Esporte Fino
Nos dois últimos anos, algumas estrelas retornaram ao futebol brasileiro.  Fred veio do Lyon para o Fluminense e Ronaldo veio do Milan para o Corinthians. Robinho deixou o Manchester City pelo Santos e depois seguiu para o Milan. Adriano largou o Internazionale pelo Flamengo e voltou para o Roma.

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Ano novo, elenco velho

O Bahia marcou a apresentação dos jogadores para a temporada 2011, hoje (02), em pleno domingo depois do feriado do Reveillon, às 15h no Fazendão. A imprensa baiana, claro, compareceu ao compromisso para conhecer os 14 novos reforços que o Bahia anunciou.

Mas, você acha que algum dos novos contratados apareceu por lá? Pois é, ‘nenhunzinho’ foi ao Fazendão dar o ar de sua graça, fazer exames médicos e etc. No fim das contas, estavam lá apenas onze, dos 29 jogadores que compõem o elenco do Bahia até agora para a temporada. Êêê Bahia!!!o

Enfim, dos que subiram da base este ano, estavam todos lá: o goleiro George, os meias Maranhão e Mauricio, os volantes Pablo e Lenine e o atacante Gabriel. Dos jogadores antigos, o goleiro Omar, o lateral-esquerdo Ávine, o meia Ananias, o zagueiro Renê Santos e o lateral direito Bebeto (os últimos dois devem ser emprestados), se apresentaram e fizeram os exames médicos e físicos. O novo preparador físico Toninho Oliveira também estava lá!

Ávine faz exames médicos e físicos

Apenas 11 jogadores dos 29 apareceram na apresentação neste domingo (02)

Garoto Mauricio terá nova chance no elenco principal

Jornalistas entrevistam Ananias no Fazendão

Ávine e Ananias se reapresentaram ao clube neste domingo (02)

Na segunda -feira (03), a assessoria de imprensa do Bahia marcou uma coletiva num hotel e prometeu que grande parte dos reforços e o novo técnico estarão presentes. E lá estaremos nós de novo.

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Evoluir e emocionar

Tempos atrás, o futebol era um jogo diferente que divertia a elite. Uma novidade animada, mas chamada de boba por muitos. No século 16, antes de chegar ao Brasil, os registros contam que a bola do jogo era feita com placas de couro costuradas sobre uma bexiga de porco inflada (eca!). Lá pelos anos mil oitocentos e tantos, as chuteiras tinham travas de couro e pesavam meio quilo. Em mil novecentos e bolinha, a camisa da Seleção era branca, feita de algodão, não tinha escudo e alguns calções eram feitos de brim!

Nos anos 20, uma partida de futebol era narrada pela primeira vez no rádio, na Inglaterra, e o técnico Herbert Chapman revolucionava o mundo dos sistemas táticos com o seu WM para adaptar o Arsenal à recém-criada lei do impedimento. Na década seguinte, quando as crianças queriam brincar (sem ser com a bola no pé), imaginavam que seus craques eram botões. Os jogadores, por sinal, eram considerados craques por fazer gols, como Arthur Friedenreich, o pai dos centroavantes matadores e eram simples mortais.

Um chute lá, outro acolá e, em 2010, a bola do jogo já se tornou 100% sintética, cada vez mais tecnológica, com camadas especiais e sem costura. As chuteiras são quase sapatilhas de corridas, personalizadas e levíssimas, os uniformes “respiram” e podem até ser ecologicamente corretos (como o usado pelo Brasil na Copa do Mundo deste ano, feito com garrafas de plástico e material totalmente reciclável). Com radinhos de pilha praticamente aposentados, o maior evento do futebol mundial pareceu acontecer na nossa sala. Internet, celular, imagens em altíssima definição, em câmera lenta e até em 3D transformaram a forma como assistimos futebol (e alardearam os erros humanos).

As crianças 24 horas conectadas não precisam mais imaginar. Montam seus times e controlam cada craque em simuladores cada vez mais reais em seus super modernos videogames. E os craques, ah, os craques! Estes deixaram de ser pessoas comuns, viraram atletas e chegaram a super-homens.Bem preparados fisicamente, hoje conseguem unir técnica, talento e explosão muscular.

O futebol segue crescendo, atropelando números e recordes. Tornou-se um grande negócio, já sabemos. Mas, se tanta coisa mudou e evoluiu no esporte, um ingrediente continua o mesmo: a paixão que ele desperta. Porque se a evolução é algo natural e inevitável, a emoção é a lenha dessa fogueira. Por isso, em 2011, eu desejo que a gente fale (e escreva) mais sobre esse sentimento que nos faz chorar de alegria e tristeza por um escudo. Nesse novo ano, eu espero que a nossa paixão continue evoluindo (principalmente fora de campo), mas, acima de tudo, eu desejo que a gente simplesmente sinta. Feliz 2011!

PRETINHO BÁSICO

Filho de pai alemão e de mãe mulata, Arthur Friedenreich é considerado o primeiro grande jogador de futebol brasileiro. O artilheiro nasceu em São Paulo, em 1892, e jogou em diversos clubes como Flamengo e Santos, entre 1909 e 1935, quando encerrou a carreira aos 43 anos.

ESPORTE FINO
O sistema WM foi considerado uma das primeiras organizações táticas no futebol. Na espécie de 3-4-3 (3 zagueiros, 4 meias e 3 atacantes), a disposição dos jogadores em campo forma o desenho de um W e de um M. Lembra da brincadeira de unir os pontinhos?

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