Arquivo de julho 2011

A falta que o romantismo faz

Eu confesso pra vocês que não sou das mais românticas. Poemas melosos, declaração de amor em público e pétalas vermelhas espalhadas pelo chão não fazem a minha cabeça, mas, vai lá, um tiquinho de romantismo, principalmente quando ele é original, não faz mal a ninguém. Dia desses ouvi uma frase fofa, numa música, que me veio à cabeça assim que decidi escrever sobre esse mistério do Bahia não ganhar em Pituaçu. Adaptando, seria assim: “Saudade?”, perguntaria a Fonte Nova. “Só um pouquinho”, diria o Bahia. “Um pouquinho em todos os jogos”, completaria o Tricolor.

A real é que Pituaçu é frio e impessoal. Aquele namorado bem arrumadinho, bem intencionado, bem comportado, bem educado, mas nada romântico ou apaixonado. Bem diferente da Fonte Nova que, vamos ser sinceros, não era tão arrumada, tão obediente e tão limpinha, mas era absolutamente envolvente, carregada de história, lembranças, paixão e poesia.

Falta fogo, falta loucura e talvez por isso, como todos já sabem, o Bahia está tendo dificuldade em consumar o namoro em casa neste Brasileirão. E isso não é novidade. Desde que foi obrigado a se separar da Fonte Nova, em novembro de 2007, o Bahia não conseguiu engatar uma relação com mais ninguém. Em 2008, num namoro a distancia com o Jóia da Princesa, em Feira de Santana, durante o Brasileirão na Série B, até que não foi tão ruim. Nos 19 jogos “em casa”, foram 9 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas, mas a tristeza da separação da Fonte era grande e o desempenho não foi suficiente para concretizar o amor. Em 2009, Pituaçu ameaçou conquistar o coração tricolor nos primeiros jogos do campeonato nacional. Foram três vitórias seguidas, sem levar nenhum gol. Mas foi apenas tática de cafajeste. O Bahia não tinha outra opção e acabou mais um ano na Série B, desencantado e desolado, com 9 vitórias, 6 empates e 4 derrotas em Pituaçu.

Em 2010, cansado das promessas e desiludido, o Bahia resolveu ciscar fora de casa. Se nos outros anos, as derrotas eram em maior numero, no ano passado foi o romance na rua (9 vitórias em terrenos desconhecidos, contra 5 tanto em 2009 quanto em 2008) que garantiu o retorno à Série A. Seria o clima de perigo e proibição de um caso fora do namoro o motivo do Bahia se dar melhor fora de casa? Isso, somado à saudade da Fonte Nova teria feito o Bahia, tão cheio de paixão pra dar, morno e desinteressado em Pituaçu?

É natural que os relacionamentos tenham suas fases mais gostosas e mais entediantes (ou irritantes, mesmo), ainda mais neste caso forçado, mas hoje, diante do Figueirense é o dia do Bahia “baixar a guarda” e deixar Pituaçu jogar o seu charme. Se não tem pétalas vermelhas espalhadas pelo chão, os milhares de torcedores tricolores unidos pelas arquibancadas declarando seu amor em publico tornam o clima perfeito. Mais romântico impossível. Está na hora de consumar, digo, ganhar, Bahia.

Pretinho Básico

O Bahia tem apenas duas vitórias no Brasileirão 2011. Fora de casa, venceu o Fluminense e o Atlético-PR. Em Pituaçu, foram 4 empates e uma derrota. Ao lado do Flamengo, é a equipe que mais empatou na competição (6). A diferença é que o Flamengo (apaixonado dentro e fora de casa) venceu seus outros seis jogos.

Esporte Fino

O último jogo do Bahia na Fonte Nova foi em 25 de novembro pela Série C de 2007, contra o Vila Nova. No empate sem gols, parte da arquibancada cedeu e sete pessoas morreram. Estava assinada a separação. A antiga estrutura da Fonte Nova foi implodida em agosto de 2010 e o novo estádio fica pronto em 2013.

*Ahhhhh!!! E sabe a música que falei de onde tirei a frase fofa que adaptei lá no texto? É essa aqui ó, da banda Soulstripper:
“Não trocaria um sorvete de flocos por você”

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Partida de futebol numa faixa de pedestre perto de você


O tempo vai passando e a Copa do Mundo de 2014 vai ficando cada vez mais próxima! Pois neste fim de semana, ela vai ficar ainda mais presente em 10 cidades-sede da Copa (a exceção de São Paulo e Rio de Janeiro). Neste sábado (30), mesmo dia do sorteio das eliminatórias da FIFA, não se espante se você der de cara com uma “partida de futebol” acontecendo numa faixa de pedestres próxima de você.

Durante todo o dia, uma ação levará atores vestidos com uniformes e uma torcida organizada com cerca de 12 pessoas aos principais cruzamentos de avenidas dessas cidades. Simulando uma partida, enquanto o sinal permanecer fechado, duas traves farão com que a faixa de pedestres se transforme em um campo de futebol.

Segundo a Liberty, seguradora oficial da Copa do Mundo de 2014 e promotora do evento, o objetivo do evento é “comunicar, de um jeito alegre e festivo, que o Mundial já é parte viva das cidades e que toda a população precisa se engajar no projeto”.

A brincadeira acontecerá em Manaus, Natal, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba e Porto Alegre. Aquia na nossa cidade, quatro avenidas sediarão a partida de futebol: Av. Anita Garibaldi,  Av. Antônio. Carlos Magalhães,  Av. Octávio Mangabeira e Av. Sete de Setembro.

Achei a iniciativa divertida e diferente! Vou tentar encontrar uma das partidas por aí pra mostrar pra vocês, mas se alguem se bater encontrar, tira uma foto e manda pra mim (clara.albuquerque@redebahia.com.br) e/ou conta o que achou!

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“Volveremos, volveremos”

“Volveremos, volveremos

Volveremos otra vez

Volveremos a ser campiones

Como la primera vez”

Cantaram os uruguais (e eu também!) num Monumental lotado na final da Copa América 2011. Como na primeira edição da competiçãoem 1916 (e outras 14, incluindo esta), o Uruguai sagrou-se campeão!

Absolutamente emocionante! Não teria a menor graça se o Paraguai tivesse levantado a taça chegando à final sem nenhuma vitória sequer (já bastava o Brasil não estar lá).

Vamos as fotos:

Chegando ao Monumental

Ingressos na mão


E o Brasil hein???

Mais conhecido como Monumental de Núñez, o Antonio Vespucio Liberti, tem é história pra contar...


Meu lugar era pertinho do campo, na fileira 2!!!

“Soy celeste…soy celeste…celeste soy yo!”

As cadeiras do estádio são tipo banquinho de praça, sabe? Nada moderno, mas achei um charme!

Torcida uruguaia era maioria no estádio

"Volveremos a ser campiones... Como la primera vez"

Depois faço um post com as fotos do Museu do Boca e da Bombonera! : )

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Na hora certa no lugar errado

Ô coisinha difícil essa história de estar no lugar certo na hora certa (e ainda da forma certa). Se a gente faz tudo direitinho, exatamente do jeito que deve ser, as chances do bonde passar na outra estação só aumentam e quando você acerta o lugar, descobre que a bola passou por ali já faz um tempinho. Veja só o meu exemplo: escrevo essas linhas diretamente de Buenos Aires, mas claramente cheguei atrasada para ver o Brasil ou então deveria ter escolhido a competição de 2007, realizada na Venezuela.

Pois a Copa América 2011 teve um pouco desse gostinho: foi um verdadeiro desencontro da bola com as redes e das torcidas com suas seleções. A dupla que estava no lugar perfeito (a Argentina por estar em casa e o Brasil por estar na casa de seu arquirrival), passou longe do momento programado para sair da competição. Na verdade mesmo, as duas estavam precisando mais de um esquema certo do que necessariamente uma taça na hora e no lugar ideal. Porque se o título da Copa América era importante, claro, ainda mais crucial era o objetivo de ver alguma evolução dentro de campo, tanto do Brasil quanto da Argentina.

Como todos já sabem, faltou pontaria, literalmente, para hermanos e brasileiros na hora de alcançar o objetivo. Um apresentou um futebol completamente perdido em campo, enquanto outro caiu de forma tão ridícula nas quartas de finais que ficamos tentados a encontrar e citar apenas os defeitos ao time montado por Mano.

Mas, se o destino criou dificuldades em unir o útil ao agradável para os dois ex- protagonistas da competição, os uruguaios trataram de se organizar para estar ali na hora certa de conquistar o título. O grupo liderado por Forlán sonha com a taça para coroar o bom trabalho de “reconstrução” do futebol que tem sido feito no país: a seleção sub-20 já se classificou para os Jogos Olímpicos de 2012, enquanto a sub-17 é atual vice-campeã mundial. Agora, chegou a hora daquele grupo que tanto nos emocionou na Copa de 2010 ter o carimbo de campeão.

Mesmo sem apresentar um futebol brilhante, a Celeste tem uma carga de sentimento e doação que, na falta de um nível técnico mais alto, já é muita coisa. Pelo bem do esporte (e meu também, que estarei no Monumental para assistir à partida e não aguento mais empates e disputas de pênaltis), o Uruguai merece vencer esse jogo. Até porque, vamos combinar, o Paraguai está na hora errada, no lugar errado e da forma errada nesta final.
 
PRETINHO BÁSICO
O Uruguai não conquista um título há 16 anos. O último foi a Copa América de 1995, quando bateu o Brasil por 5×3 na disputa de pênaltis após empate por 1×1 no tempo normal. Na Copa de 2010, o Uruguai chegou à semifinal após um jogo emocionante com Gana. Perdeu para Holanda e depois acabou em 4º lugar.

ESPORTE FINO 
O meia-atacante Forlán, eleito melhor jogador no Mundial de 2010, alcançou, nesta Copa América, o posto de jogador que mais defendeu a Celeste em toda a história: 81 partidas. Forlán também está perto de ser o maior artilheiro da história do Uruguai. Com 29 gols, está apenas dois atrás de Héctor Scarone, que fez 31.

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Quando o futebol foi registrado em vocês?

Hoje é considerado o Dia Nacional do Futebol em homenagem ao primeiro time registrado como clube no Brasil, o Sport Clube Rio Grande, fundado em 1900 (estão lembrados que outros nasceram como clube de remo, críquete, etc, né?). A data marca, oficialmente, o apito inicial para o “surgimento” desses escudos que tanto nos fazem sorrir, chorar, sofrer, vibrar, comemorar e lamentar.

Mas se 1900, foi o começo dos clubes, varias outras datas marcaram o nascimento do futebol em cada um de nós. Me lembro claramente no dia que um tio me deu uma carteira de identidade de torcedora do time que iria conquistar meu coração. A carteira com a imagem do mascote no lugar da foto é artisticamente “péssima”, mas fez uma “estrelinha” diferente brilhar no meu coração, exatamente naquele instante (a carteira esta cuidadosamente guardada até hoje, cerca de 20 anos depois). Tenho com muito carinho na memória o momento que definiu o time ao qual iria amar e respeitar até que a morte nos separasse. Estava registrado, para sempre, em mim, o futebol.

E vocês, lembram da hora que o escudo que tanto amam foi registrado dentro de vocês?

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Eu sinto a Seleção Brasileira

Eu vou desabafar uma coisa pra vocês. Eu acho um porre essa história de torcer contra a Seleção Brasileira, dizer que a Seleção tem um dono, que os jogadores são todos uma farsa e só querem fama e laquê (ou coisas do tipo). Tenho pena de quem não se emociona mais (ou nunca se emocionou) com um gol da Amarelinha, com um passe bonito de Ganso para Neymar, com o choro de um jogador após uma derrota, com uma taça, com uma decepção, com uma vitória. Tenho orgulho de dizer que sinto meu coração parar com uma bola na trave se é o Brasil que está em campo.

Perdemos de uma forma humilhante, sim, vergonhosa, sim, patética, sim, ridícula, sim, mas para mim, emocionante. Posso ser ingênua, romântica, mas, de alguma forma aprendi a assistir futebol assim, chorando e sorrindo. Pelo meu time e pelo meu país.  E, me desculpem, não é porque tem muita coisa errada que eu vou deixar de me emocionar. E tenho orgulho disso. Muito.

Porque existe a hora de criticar, de repensar, de analisar e comentar (e tudo isso deve ser feito, não estou defendendo os erros que existem e estão aí para todo mundo ver). Mas as pessoas estão esquecendo o sentido da palavra torcer. Para mim, bem diferente de bater e bem mais próximo de sentir. Pra mim, é esse o sentido de amar o futebol.

Após a eliminação do Brasil neste domingo na Copa América, um amigo que não curte futebol me mandou uma mensagem que dizia: “Tá vendo? É por isso que eu não gosto desse esporte”. Eu respondi: “Pois é exatamente por esse mesmo motivo (a emoção, seja ela choro ou riso), que eu amo.

Portanto, ele, você e qualquer um têm o direito de não torcer pela Seleção, mas eu também tenho o direito de sentir, chorar ou sorrir por ela. #prontofalei

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Senhoras e senhores, com vocês, o futebol bipolar

De uns tempos pra cá, entrou na moda dizer que fulaninho e sicraninho sofrem de transtornos psicológicos. A criança é ativa, gosta de subir em árvores e correr na rua? Pode dar o diagnostico: hiperatividade. A moça acorda de mau humor, mas na hora do almoço dá uma gargalhada e pronto:  já é um caso clássico de bipolaridade! Palavrinhas antes desconhecidas, mas que nos acostumamos a ouvir aqui e ali. Minha gente, claro, todos são assuntos sérios (e que devem ser estudados e tratados), mas que caíram no “gosto” de pessoas cada vez mais neuróticas e acabaram um pouco banalizados.

Dito isso, e já que o que interessa aqui é futebol (e por acaso tem coisa que nos deixe mais neurótico?), eu vou entrar na onda pra dizer que o nosso esporte amado está cheio de exemplos claríssimos de bipolaridade. Veja o caso desse rubro-negro residente aqui mesmo em Salvador. Depois de um trauma futebolístico no final do Campeonato Baiano 2011, o paciente passou a manifestar sintomas claros de que estava doente. Se antes, mesmo com um meio de campo deficitário, os gols saíam, com o início da Série B, a falta de criatividade do time passou a ser um problema crônico e alguns órgãos, digo, setores, começaram a apresentar falência.

Após ser internado, ou melhor, treinado por muito tempo (foram quatro vitórias, dois empates e três derrotas até lá) o Leão parecia que ia ter alta na vitória por 4×1 diante do Bragantino, na décima rodada. Giovanni parecia ter finalmente encontrado seu espaço em campo e até os zagueiros estavam animados além do esperado, dando passes e participando dos lances de gol. Os torcedores projetaram, então, um quadro de estabilidade para a 11° rodada. Maravilha, depois de sair do hospital, já estava mais do que na hora de entrar no G4. Mas aí vem o danado do transtorno para colocar em campo um outro Leão, bem diferente daquele eufórico e cheio de garra na décima rodada.

Pode correr pra farmácia, Geninho, não há dúvidas. Vencer e convencer com uma goleada de 4×1 numa sexta (demonstrando quadro clínico de hiperatividade física e mental resultando em gols) e, na seguinte, perder de forma tão apática pelo mesmo resultado (quadro caracterizado por uma fase de depressão, inibição e lentidão para conceber e realizar ideias e jogadas) é um sintoma de que o Vitória está sofrendo do famoso distúrbio bipolar.

Seleção Brasileira
Uma certa Amarelinha vivenciou há cerca de um ano, o maior caso de bipolaridade dos últimos tempos. Em apenas uma partida, em plena Copa do Mundo, foi capaz de apresentar um período de 45 minutos de completa confiança, segurança e criação, incluindo até estágios de beleza, e outro absolutamente oposto, descontrolado, feio, acuado. Sabendo, portanto da ficha médica do paciente, vamos torcer que, hoje, a Seleção Brasileira se comporte no estilo animado, criativo e ativo.


Pretinho Básico

No Campeonato Baiano, o Vitória venceu 14 jogos, empatou quatro e perdeu outros quatro, incluindo a partida que gerou o trauma futebolístico que parece ter iniciado o quadro de bipolaridade. No Brasileirão, em 11 jogos, o Leão já tem a mesma quantidade de derrotas do Baianão, cinco vitórias e dois empates.

Esporte Fino
Difícil esquecer, mas vamos recapitular a campanha do Brasil na Copa do Mundo de 2010. Na 1° fase, ficou em 1º lugar de seu grupo, vencendo duas partidas e empatando um. Derrotou o Chile nas oitavas-de-final, e nas quartas-de-final, contra a Holanda, saiu vencendo por 1×0, mas cedeu e sofreu a virada por 2 a 1.

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Pessoas, fui prestigiar o lançamento do livro Bahia – 80 anos Contados Por Suas Camisas, ontem, na Livraria Cultura! Seguem algumas fotos e a matéria que saiu no iBahia!


Com os autores do livro



Com Marcelo Guimarães Filho., René Simões e Jiovani Soeiro

“Livro obrigatório para todo torcedor que ama o Bahia”, diz escritor

Hailton Andrade
(hailton.neto@redebahia.com.br)

A frase do título desta matéria é de Duda Sampaio, um dos seis autores do livro “Bahia – 80 Anos Contados Por Suas Camisas”, lançado na noite de quarta-feira (13), na Livraria Cultura do Salvador Shopping. O evento contou com a presença de ídolos do clube, como Bobô e Beijoca, além do técnico René Simões e do presidente Marcelo Guimarães Filho. A torcida também pintou por lá em bom número.

Com 140 páginas, a publicação traz 318 uniformes utilizados pelo Tricolor ao longo da sua história, incluindo os atuais feitos para toda temporada 2011. Em edição limitada, “Bahia – 80 Anos Contados Por Suas Camisas” tem capa dura, papel especial e acabamento luxuoso. Além do pesquisador Duda Sampaio, Ruy Guimarães, Arilde Júnior, Alexandre Teixeira, Ronei Dias e Eduardo Guimarães são responsáveis pelo projeto. A arte é do jovem Pedro Lima, que tem 15 anos.

Em entrevista ao iBahia, Duda Sampaio conta como surgiu a ideia de fazer o livro e diz por qual razão o torcedor do Bahia deve ter um exemplar em casa. E é bom os tricolores correrem, pois apenas 300 estão disponíveis em Salvador no momento. A tiragem inicial é de 1.500, mas deve aumentar. Para mais informações, acesse o site do livro.

Assista ao bate-papo com Duda Sampaio

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Lançamento do livro “Bahia, 80 anos contados pelas camisas”

Vocês que acompanham o blog, sabem que eu ADORO livros de futebol, né? Não é a toa que mostrei pra vocês aqui nesse post, logo no inicio do blog, um pouco da minha coleção de livros de futebol. Atualmente, já tenho perto dos 150 livros sobre o tema e a minha coleção está prestes a ganhar mais um item!

Esta semana tem o lançamento do livro “Bahia, 80 anos contados pelas camisas”, que como o nome já diz, pretende contar a história do Tricolor, fatos interessantes, conquistas, vexames e curiosidades da maioria dos uniformes do Tricolor usados de 1931 até 2011. O projeto foi idealizado pelo ex-médico do clube, Duda Sampaio, e teve participação do engenheiro Arilde Júnior e o médico Ruy Guimarães (tricolores fanáticos e criadores do Blog Camisa do Bahia), que possuem um acervo com grande parte dos uniformes do Bahia usados até hoje.

Além deles, o jornalista e ferroviário Ronei Dias, o administrador Alexandre Teixeira e o estudante Eduardo Guimarães participaram ativamente das pesquisas e fizeram parte do levantamento histórico e da evolução do projeto. “O clube não tem nenhum registro semelhante. Então, sentimos que era preciso dar esse presente à Nação Tricolor, além do fato de ser um produto oficial do Bahia”, diz Ronei.

Pois bem, o lançamento será nesta quarta-feira (13 de julho), às 19h, na livraria cultura do Salvador Shopping. O livro custa R$49,90 e também estará à venda na loja 88, na Casa do Tricolor e pela internet, além de outros pontos de venda.

Eu estarei lá! Estão todos convidados!!

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Yes, nós temos Marta!

Eu juro que às vezes eu queria gostar um pouquinho menos de futebol (ok, esses momentos são raros, mas existem)! Desde a estreia da Seleção Brasileira no domingo passado, a história complicou – e minha vida social morreu. Estava dando pra conciliar o Brasileirão A e B, mas com Copa América, Mundial Sub-17 e Copa do Mundo, a coisa embolou de vez. Mas “peraê”, você diz, Copa do Mundo? Sim, meus amigos, Copa do Mundo de Futebol Feminino. Eu sei que muita gente ainda não tem a cultura de assistir às nossas meninas fazendo bonito nos gramados (não sabem o que estão perdendo), mas pra mim está tudo no mesmo patamar de entretenimento.

Existem diferenças, é claro, mas a única que realmente influencia no jogo está fora dos campos. Costumo dizer que o futebol feminino é como um daqueles namoros no estilo “ioiô” enquanto o masculino está mais para
“o amor é cego”.

Explico: seja pelo nosso time ou pela Seleção, não tem nada que nos faça esquecer aquele bendito escudo quando ele é carregado pelos homens. Perdendo, ganhando, na chuva ou na insolação, nos fazendo chorar ou sorrir, gritar ou calar, adoecer ou renascer, o caso de amor está sempre lá, firme e forte. Pode jogar o futebol mais feio do mundo, deixar a gente na sarjeta e na escuridão de uma divisão longínqua, explorar e desdenhar do nosso amor, não interessa, se ele está lá, nós estamos lá, apoiando e estendendo a mão.

No futebol feminino a relação funciona de forma completamente diferente. Como num namoro cheio de altos e baixos, cada grande conquista das meninas desencadeia uma avalanche de elogios, flores e, principalmente, promessas. Passado o calor do momento e o brilho da taça, a relação esfria, os elogios ficam cada vez mais raros e as promessas e planos esquecidos (qualquer semelhança, meninas, não é mera coincidência).

Para se ter uma ideia, li recentemente um artigo no The New York Times que fazia uma comparação entre David Beckham e Marta, ambos atuando atualmente nos Estados Unidos. De um lado, um jogador de 36 anos em fim de carreira, muito mais celebridade que craque. De outro, uma jogadora aos 25 anos eleita cinco vezes consecutivas como melhor do mundo e que o artigo coloca no mesmo nível atual que o argentino Lionel Messi, patamar que o inglês nunca atingiu nem no auge de sua carreira. Ainda assim, Beckham recebe mais de 12 vezes o valor do salário de Marta. Depois de encher a bola de Marta no longo artigo, o The New York Times arrisca uma conclusão triste e certeira: “O único problema da brasileira, pelo visto, é ser mulher”.

Uma pena. Apaixonado, sofrido, entranhado de superação e sempre cheio de esperanças, o futebol feminino tem muito que ensinar aos marmanjos.

PRETINHO BÁSICO
O Brasil jamais ficou de fora de uma Copa do Mundo feminina, que atinge a sua sexta edição. Além das brasileiras, Alemanha, Canadá, Japão, Nigéria, Noruega e Suécia jogaram todos os torneios disputados até hoje.  Na última edição, em 2007, o Brasil fez sua melhor campanha, mas perdeu para a Alemanha na final.

ESPORTE FINO
Depois de marcar 111 gols em 103 jogos pelo Umea, da Suécia, e jogar pelo Santos no fim de 2010, Marta chegou ao New York Flash, onde já marcou três gols nas seis vitórias do time, que lidera a liga americana. Nos EUA, Marta já defendeu também o Los Angeles Sol e o Gold Pride, onde foi campeã e artilheira.

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