Arquivo de agosto 2011

Pessoas!!!! Eu juro que eu queria fazer um post bem legal recheado de fotos e textos sobre a festa de 80 anos do Bahia, mas a coisa complicou aqui um pouquinho e pra notícia não ficar velha, teremos apenas um momento “CARAS” aqui no blog!

Vamos aos clicks, flashes e poses!

Pati Abreu, Thiago Mastroianni e eu

Digam se essa foto não está super 'CARAS'? Hahahaha

Pati Abre, os meninos do blog BBMP (Fábio, Marcos e Cartaxo) e eu

Thiago Mastroianni, eu, Darino Sena e Pati Abreu

Carlos Alberto, Ricardinho, Souza e Fahel

Exposição bem bacana com camisas do Bahia que rolou na festa

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Nem tudo é o que parece ser

Há muito tempo, li uma frase que dizia assim: “Quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”. Se na vida, cada um que encontre ou crie a frase que lhe interessa, no futebol, esse deveria ser o lema de cabeceira de todo apaixonado pelo esporte.

Trocando apenas duas palavrinhas, repita comigo: “Quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem o Brasileirão e muda todas as posições”. Ou, por acaso, antes do campeonato começar, você não achava que Santos e Cruzeiro estariam no topo da tabela? E o Figueirense, que está na lista de rebaixados de 10 entre 10 especialistas e segue lá se segurando na oitava posição? O Vasco, então, na média dos pitaqueiros, não chegaria ao décimo lugar, e ainda assim briga bonito entre os quatro primeiros mesmo já tendo vaga garantida na Libertadores. Com os olhinhos brilhando pela taça, Flamengo e Corinthians recebiam olhares dseconfiados antes do primeiro apito do Brasileirão.

Falando do nosso representante na Série A, se o Bahia era tido como patinho feio por muitos, deve ter sido uma surpresa ver o time de René Simões dominando o Santos (apesar da derrota) ou dando muito trabalho para os goleiros adversários (que o digam Júlio César, do Corinthians, Muriel, do Internacional, e Rafael, do próprio Santos). No entanto, como todos sabem, muitas vezes o placar não reflete o que se vê em campo e precisamos ser realistas ou “pontualistas”: o Bahia pode sonhar no máximo com a Sul-Americana. Com metade do campeonato para trás, e nesse clima “jogamos como nunca, empatamos como sempre”, o Tricolor vai pagar com muito sufoco, as boas chances que perdeu de diminuir a proximidade da zona de rebaixamento.

Na Série B, o que parecia ser, também não é. Tudo bem que ninguém disse que seria fácil, mas que o Vitória seria favorito, isso parecia. Sem nenhum gigante pra fisgar uma das quatro vagas, o que pareciam águas mais calmas para Rubro-Negro, se tornaram o início de um temporal. Agora, para dar as respostas que os torcedores esperam (e nesse caso a pergunta não mudou), o time de Benazzi vai ter que melhorar muito.

Portanto, se alguém resolver tomar essa metade de campeonato como base para novos palpites, é bom lembrar da frase lá do início. Ainda assim, se você teve a impressão de que a coluna iria acabar por aqui, se enganou.Vamos às minhas novas adivinhações (porque nesse Brasileirão imprevisível e sem lógica, logo sensacional, adivinhação é a palavra mais adequada): Corinthians, Flamengo, São Paulo e Vasco terminam entre os quatro. No rebote, o Internacional também vai para a Libertadores. Atlético-GO, Ceará e Grêmio brigam pela última vaga na Sul-Americana (sim, eu estou apostando no Bahia). Caem América-MG, Avaí, Atlético-MG e Atlético-PR. Na Série B, Portuguesa, Ponte Preta, Náutico e Vitória (sim, também ainda estou acreditando no Rubro-Negro) voltam à elite.

PRETINHO BÁSICO
Os brasileiros da  Libertadores 2012 serão: Santos (atual campeão Libertadores), Vasco (campeão da Copa do Brasil 2011) e os quatro melhores colocados do Brasileirão. Se um clube brasileiro vencer a Sul-Americana 2011 a vaga do 4º colocado no Brasileirão passa ao campeão da Sul-Americana.

ESPORTE FINO
Junto com Flamengo e Palmeiras, o Bahia é o time que mais empatou no Brasileirão: foram 8 (Bahia 3×3 Flamengo; Bahia 1×1 Atlético-MG; Avaí 2×2 Bahia; Bahia 1×1 Botafogo; Bahia 0x0 Coritiba; Vasco 1×1 Bahia; Bahia 1×1 Inter; Palmeiras 1×1 Bahia). De pontinho em pontinho, está sempre perto da zona dos rebaixados.

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E o segundo vídeo Ora Bolas está no ar!!!

Invadimos o estúdio do Globo Esporte e batemos um papo super descontraído com os apresentadores do programa! Além de amigos queridos, Patricia Abreu e Thiago Mastroianni são super competentes e simpáticos!!!

Espero que vocês gostem do vídeo!!!!! : ) E já sabem né?! Comentem e sugiram!

Pati e Thiago, mais uma vez, muito obrigada pela participação!! : )

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Olá pessoas!!!

Acabamos de editar o segundo vídeo Ora Bolas e, um dia antes do previsto, ou seja, amanhã, ele já estará no ar!!!!! Dessa vez, fui espiar o estúdio da Tv Bahia onde o Globo Esporte é gravado e bati um papo com os apresentadores do programa, Patrícia Abreu e Thiago Mastroianni (uns queridíssimos)!!! Acho que ficou bem legal, melhoramos o audio e está mais curtinho e dinâmico!!!! Pela montagem abaixo, dá pra ter uma ideia do clima da gravação!!

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Mano: perdeu e se perdeu

Não sou do tipo radical e/ou polêmica quando se trata de futebol. Prefiro ponderar, dar uma chance, esperar, ser paciente. Dificilmente, e vocês que acompanham minhas colunas sabem disso, cravo que um jogador não presta, que o técnico tal é incompetente ou que um time não tem mais chances disso ou daquilo. Sou daquelas que sempre quer dar uma segunda oportunidade para o zagueiro que falhou, para o treinador que escalou errado ou para o atacante que perdeu um gol. Sempre acho que, alguma hora, vai dar certo (o que muitas vezes pode ser um erro gravíssimo).

É por isso que dificilmente faço críticas duras às escalações e convocações da Seleção Brasileira. Admito, por exemplo, que não tenho mais argumentos para defender Robinho na Seleção, mas mesmo assim tenho uma dificuldade enorme em acreditar que ele é um daqueles casos de promessas que não se realizam. Dito isso, aviso agora que não vou seguir a minha linha padrão nesta coluna e a culpa é de Mano Menezes.

O técnico da Seleção, geralmente tão equilibrado, me parece estar absolutamente perdido. Durante esse um ano no comando, ouvi muitas críticas e reclamações dirigidas a Mano. Na falta de vitórias diante dos adversários mais fortes (Holanda, Argentina, França e Alemanha) e até naquele vexame na Copa América, mantive minha postura no estilo “muita calma nessa hora”, mas uma declaração de Mano na quinta-feira me estressou. “Chegou a hora de definir a maneira que a Seleção vai jogar, os jogadores que vamos colocar. E precisamos de referências mais estáveis”, disse o treinador ao comentar a convocação de Ronaldinho Gaúcho.


Pra começar, não chegou a hora de fazer isso. Minha gente, essa hora já passou! Que eu saiba, isso foi (ou deveria ter sido) definido um ano atrás. O momento pra mim deveria ser de ajustes, mas, tudo bem, claramente o que foi decidido antes não funcionou então vamos mudar.

Mas o que me fez ter vontade de trucidar Mano Menezes foi essa parte aí de “referências mais estáveis”. Para tudo! Desde quando Ronaldinho Gaúcho é estável? Sim, ele é craque, genial e parece estar voltando a jogar futebol, mas daí a dizer que ele é o líder que a Seleção Brasileira precisa para comandar os jogadores mais jovens já é demais. Pelo que está jogando no Flamengo nas últimas partidas (veja só, nas últimas partidas e não nos últimos meses) é claro que ele tem lugar na Seleção. Eu não discuto aqui a qualidade dele, mas ainda não acho que ele deveria ter sido convocado. E eu estou pouco me importando com um ou outro jogo do Flamengo. Já era contra a volta dele desde que começaram com essa campanha. Pra mim, Ronaldinho Gaúcho ainda precisa provar que quer levar a sério o futebol (e seu próprio talento). E já que eu não torço contra a Seleção, será ótimo se eu estiver errada.

Pretinho Básico
A estreia de Ronaldinho na Seleção principal foi em 1999, na vitória por 3 a 0 sobre a Letônia. No jogo seguinte, já pela Copa América, na goleada por 7 a 0 sobre a Venezuela fez um gol antológico, após chapéu no zagueiro. Gaúcho já fez 93 jogos com a amarelinha. Foram 60 vitórias, 22 empates e 11 derrotas.

Esporte Fino
Mano já fez dez convocações desde que assumiu a Seleção, em agosto de 2010. Pensando na lista dos jogadores que vão às Olimpíadas de 2012, em Londres (limite é 23 anos), já chamou 14 atletas nascidos até 1989. Para o duelo contra Gana, em setembro, são seis (Neymar, Ganso, Danilo, Leandro Damião, Lucas, Neymar e Pato).

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Museu do Boca Juniors

Todo apaixonado por futebol tem um certo fascínio pela Bombonera, estádio do Boca Juniors, no bairro La Boca, em Buenos Aires. Inaugurado em 1940, o estádio com capacidade para 49 mil torcedores é um dos maiores símbolos dessa louca paixão pelo futebol e por um clube.

Conta a lenda que o arquiteto que desenhou o estádio, o iugoslavo Victorio Sulsic, ganhou uma caixa de bombons e se surpreendeu ao perceber a similaridade da caixa com o projeto do estádio, que estava desenhando na época. De fato mesmo, o estádio só ganhou um nome oficial em 1986 (que estranho isso, né?), quando foi batizado de Camilo Cichero (presidente do Boca que o idealizou). No ano 2000, no entanto, o estádio foi rebatizado de Alberto J. Armando, extamente 13 anos depois do falecimento do presidente que dirigiu o Boca Junior nas décadas de 60 e setenta.

Historinha contada, vamos para a parte mais divertida: a visita! Como eu estava com o tempo apertado e o bairro onde fica o estádio não é muito recomendável para turistas perdidos (de dia é tranquilo passear pelos arredores, mas não vamos abusar né?), peguei um taxi para chegar lá. Na entrada, uma lojinha (oba!!!!!) e as estátuas de Maradona e Riquelme te dão as boas vindas! Com 35 pesos (menos de R$15), você tem acesso ao Museo de la Pasion Boquense e uma parte da arquibancada… O museu é pequeno, mas cheio de “relíquias” e muuuito bem bolado! Amei!

Vamos às fotinhas para vocês entrarem no clima:

Preparados pra começar a visita?

Ídolos do Boca, Maradona e Riquelme recepcionam os visitantes

Corredor traz fotos de todos os jogadores (diz o guia) que, ao menos uma vez, defenderam o Boca em partidas oficiais na primeira divisão desde 1931

Domingos da Guia, zagueiro da Seleção Brasileira na Copa de 38, jogou no Boca em 1935

Heleno de Freitas (um dos meus “xodós” futebolísticos) e ídolo do Botafogo, foi vendido ao Boca Juniors, em 1948, na maior transação do futebol brasileiro até então

Vocês sabem a origem do terma “gandula”? Pois vem deste senhor aí da foto. Bernardo Gandulla, quando era jogador do Vasco da Gama, em 1939, nunca era escalado e por isso ficava assistindo a treinos e jogos devolvendo todas as bolas que escapavam para os colegas titulares

Alguem lembra de Almeida Lima, mais conhecido com Baiano? Nascido em Capim Grosso na Bahia, ele jogou pelo Vitória em 1999 e também pelo Boca em 2005-2006

Olha que linda essa parede com os uniformes do Boca Juniors??

Olha que preciosidade esses uniformes antigos do Boca!!! Amo!!!

“Globos multimidias” (acabei de inventar isso) contam a história do time. Muuuuuuito parecido com os do Museu do Futebol, em São Paulo

Os troféus, claro, estão todos lá!

Time do Boca campeão em 1939

Na arquibancada!! Happy da vida! Imaginem assistir a um jogo???

Já sabem o esquema da lojinha, né? Pode imaginar qualquer coisa com o escudo do Boca… tem lá!

Até calcinha… (risos)

Bairro La Boca, onde fica o estádio… fofo, né?

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Meu escudo será sua herança

Papais de todos os cantos desse país estão sempre bolando planos mirabolantes para passar seus valores e amores adiante para seus filhotes. Em especial, um certo escudo na camisa é motivo de muitas horas de esforço nessa empreitada que é criar e educar mini torcedores. E vale de tudo! Tenho um primo, por exemplo, que cresceu ouvindo “absurdos” do pai fanático pelo Flamengo. O jogo podia ser do Bahia, Vitória, Vasco, Palmeiras, Manchester, Schalke 04 ou Barcelona, mas quem estivesse ganhando virava o Flamengo. “Ué, pai!? O Flamengo tá jogando de amarelo?” “Está sim, meu filho! É uma homenagem ao um título de 1917 quando o Mengão fez uma excursão pela Conchinchina, os uniformes foram roubados por piratas e os jogadores tiveram que entrar em campo com camisas emprestadas de um time local”, inventava meu tio. Golpe baixíssimo, mas que deu certo. Meu primo, já adolescente atualmente, é fissurado pelo Flamengo.

Se o time está numa fase boa, o negócio fica mais fácil. Os papais tricolores que tinham filhos pequenos em 1988, por exemplo, tiveram uma bela de uma ajuda. Com o Bahia campeão brasileiro pela segunda vez, a Fonte Nova (com aquele sorvete delicioso pra ganhar qualquer criança) sempre cheia e um pouquinho de amor, uma geração apaixonada pelo Bahia foi criada. Nos últimos anos, a coisa ficou mais difícil, é verdade. Um pimpolho de sete anos (idade limite para a lavagem cerebral futebolística, dizem), por exemplo, não viu ainda seu pai gritar que o Bahia é campeão. Na série A, ao menos, jogos como o de hoje são perfeitos para relembrar, colocar o pequeno no colo, ou no banco do estádio, e contar como você gritou em 89 ou chorou naquele gol no último minuto em 94. Porque de toda essa história de passar o escudo do seu peito para um coraçãozinho, o que eu acho mais importante é a ideia de compartilhar. De ter a certeza que você não está sozinho.

A verdade é que, hoje em dia, todo mundo corre um pouco mais, se aborrece um pouco mais, trabalha um pouco mais, se afasta um pouco mais e compartilha um pouco menos. E, se futebol pra mim é algo tão maravilhoso, é porque aqueles 90 minutos de cada jogo na minha infância eram muito mais do que bola pra cá e bola pra lá. Futebol era a “distração” perfeita para simplesmente estar junto. O disfarce ideal para dar um abraço na hora do gol ou emprestar o ombro na hora da derrota.

Porque quando meu time perdia e eu chorava com a cara na janela, não precisa olhar pra trás pra saber que meus pais estavam ali. Porque às vezes passo 15 dias sem falar com meu irmão, que mora em outra cidade, mas quando ele vai ao estádio, pode ter certeza que ele vai me ligar de lá pra que eu ouça o barulho da torcida. Porque quando eu penso em futebol, eu penso em família. E essa é uma das sensações mais gostosas que o futebol pode nos proporcionar.

PRETINHO BÁSICO
Bahia e Internacional decidiram o Campeonato Brasileiro de 1988 em fevereiro de 89. No primeiro jogo, na Fonte Nova, o Bahia venceu por 2 a 1 (dois gols de Bobô). Depois, um 0 a 0, no Beira Rio, deu o título ao Tricolor. A última vez que o Bahia venceu o Internacional foi na Copa do Brasil de 1994, na Fonte Nova (5 a 4).

ESPORTE FINO
Outra boa história para os papais tricolores contarem: a final do Campeonato Baiano de 1994. Em mais uma decisão em Ba-Vi, o Bahia tinha a vantagem do empate para ser bicampeão. O Vitória vencia desde o primeiro tempo, com gol de Dão, mas aos 46 minutos, Raudinei empatou o jogo e deu o título ao Bahia.

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Vídeo: Ora Bolas, na redação

Pessoas, finalmente conseguimos colocar o vídeo! : )

Espero que vocês gostem!!! Esta é apenas a nossa primeira experiência (já percebemos que os outros devem ser um pouco mais curtos!), portanto, assistam, comentem e sugiram!

Uma beijoca e um super agradecimento pra todo mundo que participou e colaborou com a ideia!!
Em breve, tem mais!!!

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Pessoas!!!

Eu adoro uma novidade, então é só alguém (nesse caso, a colega/amiga ‘qualidade’ de trabalho Midiã Santana) me cutucar que eu invento uma arte! Pois bem, agora teremos vídeos no blog!!! Fizemos a nossa primeira materiazinha hoje (quinta feira, 10 de agosto) e acho que amanhã só no sábado vocês vão poder conferir como ficou essa invenção (vamos dar uma editada básica pra ficar bonitinho ne?)!

Pra começar, vou mostrar um pouquinho da redação do Correio pra vocês e como funciona o trabalho do pessoal por aqui! Mas, é claro, a graça é que vocês me sugiram os temas para os vídeos Ora Bolas! Podem mandar as sugestões para o meu email (clara.albuquerque@redebahia.com.br) ou aqui nos comentários mesmo! Pode ser qualquer coisa que vocês tenham curiosidade de saber, ver, conhecer! Mas, lembrem que o negócio aqui é praticamente “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”, então nada de pedidos loucos e mirabolantes!!! ; )

E pra vocês não morrerem de curiosidade, taí uma prévia de como foi a gravação:

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Num pesadelo perto de você

A semana do futebol baiano gerou uma quantidade preocupante de torcedores irritados e horrorizados com seus times. Tudo começou numa terrível tarde de sábado (pode dar play na trilha sonora de terror para as próximas linhas). Em histeria coletiva, como Rildo fez questão de nos mostrar, os jogadores do Vitória perderam um jogo que fechou o portão enferrujado de uma casa mal-assombrada. Pânico! Muitos olharam para trás procurando uma saída, mas não havia mais uma forma fácil de correr dali. Enquanto os fantasmas tricolores cantavam canções de horror, a fogueira se acendeu e uma verdadeira Inquisição se instalou. “A culpa é sua”, diz um. “Foi você quem trouxe essa maldição”, grita outro. Dedos apontados e um, dois, três, quatro, já estão queimando na fogueira.

Mas, como nas tramas de terror, os primeiros a morrer são aqueles que você nem lembrava que estavam no filme. Ou alguém chamaria Felipe Alves, Vitor Saba, Ernani, Eduardo Neto, Rafael Granja, Adriano e o uruguaio Pablo Pereira de protagonistas? Mas, para não subir no segundo andar da casa e ficar longe da zona segura, é preciso mais (alguém sabe me dizer por que as pessoas nas histórias de terror sempre fogem para um lugar sem saída?).

Eu confesso que não sou fã do “mocinho” para quem o Vitória pediu socorro. Apesar de Benazzi já ter tirado outros três times das trevas, não me convenceu durante sua passagem pelo Bahia. O tricolor de Benazzi não tinha padrão de jogo, não tinha identidade ou liderança e o Vitória vai precisar de tudo isso para conseguir voltar a ter sonhos. Agora que pelo menos a cena sombria de uma derrota para o Salgueiro foi cortada, resta aos torcedores que assistem ao filme, esperar que o Vitória acorde de vez e volte para a realidade sem a visita de um Freddy Krueger.

Num pesadelo ali por perto, os torcedores do Bahia soltaram gritos de horror com a atuação do time na derrota para o São Paulo. Depois de conquistar os primeiros três pontos em Pituaçu, era de se imaginar, ao menos, uma boa partida fora de casa. Não foi o que aconteceu. Sem poder de ação, o Bahia assistiu ao adversário jogar e acabou levando três golpes certeiros (sim, o juiz errou em não marcar aquele pênalti, mas quem disse que filme de terror é justo?). Não está tudo errado, mas como diria Jason, “vamos por partes”.

Na defesa, Marcelo Lomba, Titi e Paulo Miranda passam por fase iluminada, mas os dois zagueiros, assim como todo o time, precisam avançar a marcação. Nas laterais, eu sempre fui “fã” de Ávine, mas, vamos combinar, não dá para errar tantos passes assim. Do outro lado, Marcos, como posso dizer, veja bem, assim, está lá. No meio de campo, falta um volante que surpreenda, mas eu gosto da disposição do time com Carlos Alberto (quando ele joga, né?) e Ricardinho. No ataque, com a bola chegando, Jóbson e Reinaldo podem dar conta do recado. E, meu caro Jóbson, não é hora de ficar nervoso. Se o filme é de terror, pode até parecer difícil, mas um pouco de calma nunca é demais.

PRETINHO BÁSICO
Benazzi levou três times à Série A. Em 1998, subiu com o Gama-DF, quando foi campeão da competição. Em 2001, conseguiu o acesso com o Figueirense, e em 2007 com a Portuguesa. No Bahia, apesar do aproveitamento de 69% (em 13 jogos), o baixo rendimento em campo foi fundamental para sua demissão em abril.

ESPORTE FINO
Com a vitória diante do Salgueiro, ontem, o Vitória diminui o filme de terror que é seu retrospecto fora de casa. São 15 jogos na Série B, sendo sete deles longe de Salvador: quatro derrotas, um empate e duas vitórias (33%). Já o Bahia, fora de Pituaçu, tem duas vitórias, quatro derrotas e dois empates (33%).

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