Arquivo de setembro 2011

“Bahea Minha Vida”


O filme Bahêa Minha Vida estreia, nesta sexta-feira, com a promessa de emocionar os torcedores na sala de cinema. De fato, o filme tem material e sensibilidade para tal (e a trilha sonora de Bob Bastos é de arrepiar), mas o maior trunfo do filme é responder sua maior pergunta sem precisar dizê-la.

A grande questão do longa-metragem é o porquê de tanto amor. Existe explicação? Em busca dessa resposta o diretor Marcio Cavalcante e sua equipe entrevistaram 120 pessoas e percorreram sete cidades. Jornalistas, jogadores, comentaristas, árbitros, artistas e torcedores especiais são os narradores das alegrias, tristezas e superações da trajetória do Bahia.

Mas, se o filme tenta desvendar o porquê dessa paixão, não é na tela onde o documentário é projetado, durante 90 minutos, que está a resposta. Ela está na reação e nos sentimentos de quem está sentado, e muito provavelmente com lágrimas nos olhos, nas poltronas. A resposta para questão central de Bahêa Minha Vida não está em nenhuma imagem, som ou palavra exibida na tela, mas é dada por cada apaixonado pelo Bahia (ou simplesmente pelo futebol) que assiste ao filme, mesmo que seja impossível colocá-la para fora.

Pra mim, fazer o expectador sentir a reposta, ao invés de tentar fazer com que ele aceite qualquer uma que seja encontrada pelo filme é o maior mérito de Marcio Cavalcante.

Para quem ficou com ainda mais vontade de assistir o filme, nesta quinta-feira (29), os diretores do filme Bahêa Minha Vida lançaram o making of do documentário no site oficial da produção (está aí embaixo pra todo mundo assistir).

A estreia para o grande público acontece nesta sexta. Em Salvador, ele será exibido no cinemas dos shoppings Iguatemi, Paralela, Salvador, Salvador Norte, Lapa e Barra, além das salas do Aeroclube, Glauber Rocha e Cine 14. O filme também poderá ser visto em Vitória da Conquista e Feira de Santana.

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“Espelho, espelho meu”

Campeonato, campeonato meu, existe alguém com mais chances de ser campeão ou de ser rebaixado do que eu? Faltando “apenas” 13 rodadas para o fim do Brasileirão, aquela máxima de que cada pontinho é importante fica ainda mais malvada. Se o início da competição dá margem para ajustes no roteiro planejado, a proximidade do fim elimina as possibilidades de erro. Veja só, eu sei que o objetivo de cada torcedor é que seu time seja campeão dos campeões de todos os campeonatos de todos os planetas de todos os sistemas das galáxias do universo todos os dias, mas, sejamos racionais, nenhum time planeja ganhar todos os jogos em uma competição com 38 rodadas. Claro, ninguém quer perder, mas a derrota está nos planos de cada um dos 20 clubes na briga.

Na conta média dos matemáticos, o Bahia precisa passar da marca dos 45 pontos para fugir da maçã envenenada do rebaixamento (estão lembrados que a frase que abre a coluna foi adaptada da Rainha Má da Branca de Neve, não é?), ou seja, tem que somar mais 15 pontos dos 39 que ainda serão disputados.

Trocando a prancheta de Joel Santana pelo espelho mágico – e apostando no bom senso (que nunca é demais) -, adianto os futuros pontos, rodada por rodada, para o Bahia alcançar esse objetivo. Rodada 26: Corinthians x Bahia – 0 pontos; Rodada 27: Bahia x Avaí – 3 pontos; Rodada 28: Botafogo x Bahia – 0 pontos; Rodada 29: Bahia x Cruzeiro – 3 pontos; Rodada 30: Coritiba x Bahia – 1 ponto; Rodada 31: Bahia x Vasco – 1 ponto; Rodada 32: Figueirense x Bahia – 3 pontos; Rodada 33: Bahia x São Paulo – 0 pontos; Rodada 34: Atlético-GO x Bahia – 3 pontos; Rodada 35: Internacional x Bahia – 0 pontos; Rodada 36: Bahia x Palmeiras – 1 ponto; Rodada 37: Santos x Bahia – 0 pontos; Rodada 38: Bahia x Ceará – 3 pontos.

Na minha projeção, o Bahia terminaria o ano com 48 pontos, 14 derrotas e livre do rebaixamento. Neste cenário, o Bahia tem uma folguinha para baixo (pode trocar uma vitória por um empate e ainda assim se livrar da zona) e uma esperança pra cima, principalmente caso surpreenda em algum dos jogos (hoje, contra o Corinthians, seria uma ótima oportunidade). Eu ainda acredito que dá pra terminar 2011 sem morder a maçã envenenada.

Série B
Pela média dos últimos cinco anos, o espelho mágico tem uma resposta mais dura para o Vitória que precisaria passar a marca de 62 pontos para voltar à elite do futebol. Neste recorte de tempo, o ano de 2009 foi o que mais exigiu dos clubes, quando o Atlético-GO garantiu a ultima vaga para a elite com 65 pontos. Na situação contrária, foi o Vitória que conquistou uma vaga, em 2007, com o menor número de pontos: 59. Pra mim, é absoluta obrigação garantir os 21 pontos que serão disputados em casa vencendo Ponte Preta, Barueri, Goiás, Náutico, Salgueiro, Criciúma e São Caetano. Ainda assim, o Leão precisaria morder outros pontos fora (ASA e Paraná podem ser as vítimas) para pensar em Série A.

Pretinho Básico
Desde o início do Brasileirão por pontos corridos, em 2006, o pior quadro na ponta debaixo da tabela, aconteceu em 2009, quando o Coritiba, mesmo com 45 pontos, foi rebaixado. Em 2010, por outro lado, o Atlético-GO escapou com 42, mas o Vitória, com o mesmo número de pontos (mas duas vitórias a menos), caiu.

Esporte Fino
Em 2010, o Flamengo foi à Sul-Americana com 45 pontos e, em 2009, o Vitória levou vaga com 48. Para a Libertadores, a menor pontuação foi 60: Paraná, em 2006, e Cruzeiro, em 2007, ficaram em 5°, mas ganharam vaga pela colocação no G-4 do Inter (campeão da Libertadores 2006) e Fluminense (campeão Copa do Brasil 200

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Ora Bolas 4: “Um tour pela Toca do Leão”

Olá pessoas!!

O quarto vídeo Ora Bolas saiu do forno!! Oba!!

Vamos lá, dessa vez fizemos um passeio pelo Barradão e pela Toca do Leão (sim, entramos inclusive no vestiário) e tivemos uma companhia surpresa durante a visita! Um jogador que conhece bastante cada cantinho daquilo lá e que é o atual artilheiro do Vitória no ano, com 15 gols!

Sim, estamos falando de Neto Baiano! O atacante fez um tour pelo local com o Ora Bolas, falou um pouco sobre sua rotina e mais um pouco! Ele explicou direitinho aquela tentativa de voltar para o Japão, no inicio do ano, falou sobre a relação com a torcida do Vitoria e o que falta para o time chegar ao G-4 da Série B.

Eu sei que ficou um pouquinho maior que os dois vídeos anteriores (eles estão aí <——— do lado esquerdo do blog pra quem ainda não assistiu), mas tinha tanta coisa legal que não quis cortar mais!

Agora chega de contar e vamos ver o vídeo, não é?

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Olá pessoas!!!

O quarto vídeo Ora Bolas já está no forno e quarta-feira (21) estará aqui no blog ‘lindo e loiro’ pra todo mundo ver e comentar!!!

Como prometi pra vocês, fomos fazer um passeio pela Toca do Leão dessa vez! Mas, como vocês já tiveram uma ideia de como funciona a rotina de um setorista (afinal, não é muito diferente) quando fomos no Fazendão, preparamos uma surpresa pra vocês!! Na quarta-feira, todo mundo vai descobrir quem acompanhou a gente nesse tour pelo Barradão!!

Pra quem já está curioso, olha o clima da gravação pelas fotos!!!


Espero que gostem!!! : )

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Sobre pecados futebolísticos

Todo torcedor tem seus pecados particulares guardados na memória. Não, não me refiro àqueles que todo mundo já conhece: gula, inveja, soberba, preguiça… Falo de pecados futebolísticos. Aqueles lances ou desfechos que fazem você revirar os olhos e bater na mesa (no braço do sofá ou na superfície mais próxima). Como naquela partida que o atacante está impedido depois de um passe magistral, naquele campeonato perdido depois de uma campanha maravilhosa ou naquela bola que carimba a trave depois de um drible que vale o ingresso do jogo.

Algo especificamente como foi o lance de Leandro Damião, novo queridinho do futebol brasileiro, no jogo entre Brasil e Argentina, na última quarta-feira. Ou alguém discorda que foi um pecado aquela bola não ter entrado depois daquela lambreta?

Outro exemplo perfeito é a Seleção de 82. Os italianos que nos perdoem (ou entendam mesmo), mas foi um dos maiores pecados futebolístico da história aquele time com Zico, Sócrates e Falcão não ter levantado uma taça de Copa do Mundo. No topo dessa lista, impossível não figurar dois dos lances mais espetaculares do nosso Rei, ambos na Copa de 70. Primeiro, na partida com a Tchecoslováquia, que maldade foi aquele chute que partiu do meio campo não resultar em gol? E contra o Uruguai, quem não segura a respiração quando a bola sai pela linha de fundo, após aquele drible (da vaca? meia lua?) de Pelé no goleiro adversário? Até hoje, quando assisto aos dois lances, tenho esperança da bola entrar.


Guardando as devidas proporções de cada pecado e trazendo o julgamento para nossa terrinha, quero dizer que seria uma maldade o Bahia cair para a Série B e o Vitória não voltar para a elite.

Pra começar, no caso do Bahia, o pecado futebolístico só acontece por conta da sua torcida, que não merece ter mais esse sofrimento (porque se fosse pelo planejamento do clube, vamos combinar, o rebaixamento seria um destino possível). Depois dos últimos sete anos  fazendo bonito em diversos estádios escondidos por aí e, neste ano, desbancando Flamengo, São Paulo e tantos outros, já que tem a segunda maior média de público da competição, seria um pecado deixar de ver a festa dos tricolores na Série A. E, que me desculpem aqueles torcedores que defendem o contrário, mas eu acho um pecado não termos um Ba-Vi de Série A.

O que também é justamente um dos motivos pelos quais acharia um pecado o Vitória não terminar entre os quatro primeiros colocados na tabela. Claro, não é pelo futebol que tem mostrado que seria uma maldade o Vitória não voltar à elite, mas sim pela hegemonia recente na Bahia e pelas campanhas na Série A (com exceção de 2010, claro). Se 2009 e 2008 não foram o paraíso que os rubro-negros poderiam sonhar, estes dois anos serviram para mostrar a força do Vitória, mesmo depois dos três anos longe, com direito a uma passagem pela Série C (assim como o Bahia). Torcedores, portanto, rezem para que nenhum pecado os leve para o inferno.

PRETINHO BÁSICO
Bahia e Vitória foram juntos para a Série C em 2005. O Bahia havia caído para a Série B em 2003 e o Vitória em 2004. O Leão disputou a Série A em 2008 (acabando na 10ª posição) e 2009 (13º), fisgando vaga para a Sul-Americana nestes dois anos, e caiu em 2010, mesmo ano em que o Bahia garantiu vaga na elite.

ESPORTE FINO
Além da genialidade de Pelé e da conquista do tri mundial, a Copa de 70 ficou marcada pelos “quase gols” do Rei. Na Copa de 82, a Seleção Brasileira, considerada por muitos a melhor de todos os tempos, foi desclassifiacda pela Itália (3×2), no último jogo da 2ª fase de grupos da competição, logo antes das semifinais.

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Pessoas!!!!!

Estou escrevendo apenas para agradecer pela repercussão do 3° vídeo Ora Bolas (todos, inclusive, estão aí do ladinho esquerdo do blog)!! Em menos de uma semana, já chegamos à exibição de número 1.000 e eu só tenho a agradecer à vocês, que sugerem, assistem e comentam por aqui!

Muito, muito feliz mesmo com a receptividade! Semana que vem tem mais (dessa vez lá no Barradão)! E todo mundo já sabe né? Qualquer sugestão de matéria pro vídeo, é só mandar!!

Um beijo e, mais uma vez, obrigada a todo mundo que passa por aqui!!

Clara Albuquerque

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Uma questão de oportunidade

Vamos combinar, minha gente, oportunidade é tudo nessa vida. Quantas histórias ouvimos por aí de pessoas que deixaram passar a oportunidade de um trabalho, de uma viagem, de um relacionamento e acabaram se arrependendo depois da chance perdida? Inúmeras, não é? Pois o Vitória é o protagonista de uma dessas histórias. Pra ser bem específica, de três delas.

Sim, o Vitória já deixou passar três oportunidades perfeitinhas, daquelas que caem do céu, de figurar entre os quatro primeiros da tabela na Série B. Sabe aquela história do cavalo selado que não passa duas vezes na sua porta? Pois bem, na verdade, se você pesquisar o conto, vai descobrir que são três cavalos.

O mais famoso é o primeiro, o tal do cavalo selado. Dizem que este é aquele cavalo arrebatador e bravo que precisa ser domado. Se você estiver preparado para tal, sobe na tabela e segue a caminhada.  No caso da nossa história, lá na 9° rodada, o Vitória não estava pronto para o desafio e, ainda em julho, deixou a derrota para o Barueri levar a chance da quarta colocação no campeonato.

O segundo cavalo vem sem sela e passa na sua porta de mansinho. Se você tiver uma sela, o problema está resolvido, mas se você resolver monta-lo sem a sela, cedo ou tarde cairá dele. Este foi o caso da 11° rodada para o Vitória. O time despencou feio diante do Goiás e perdeu mais uma vez a oportunidade de chegar onde queria.

O terceiro e último cavalo é aquele que passa por você sem sela e com uma pata machucada. Além da sela, você precisa ter muita paciência pra curar o machucado. Se não tiver, é certo que ele tropeçará e você e ele irão por terra. E o Rubro-negro, mais uma vez, tropeçou diante do Guarani e lá se foi mais um cavalo.

É demais. Com mais da metade do campeonato pra trás, chega de perder as oportunidades, os gols, os pontos. Se o aproveitamento de Benazzi recuperou o time daquelas posições onde nem formiga passava, quanto mais cavalo, é hora de ter a eficiência de criar um quarto cavalo seja ele selado, machucado, doente, bravo, manso ou qualquer outra coisa. Se em 2008 (Corinthians), 2009 (Vasco) e 2010 (Coritiba), sempre tinha um cavalo a menos pra montar, em 2011, dá pra brincar que, para o inicio da disputa, o Vitória ganhou um pônei de brinde.

Vinte e duas rodadas depois, podemos dizer que Portuguesa e Ponte Preta (respectivamente em 1° e 2° lugar desde a décima rodada) dificilmente vão cair do cavalo, mas que, apesar de todas as mancadas, se eu não acredito mais em título (coisa que eu achava possível anteriormente), é totalmente viável que o Vitória roube a posição do Americana ou do Náutico, por exemplo.

Até porque, seguindo na linha dos contos e ditados, se dizem que “há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”, o Campeonato Brasileiro vai na contramão e ainda pode te dar mais uma ou outra oportunidade. É melhor não desperdiçar.

Pretinho Básico

Com exceção da 1°, quando fica todo mundo embolado, o Vitória não passou nenhuma rodada dentro do G4, grupo dos quatro que voltam à Serie A em 2012. A melhor colocação do Vitória foi o 5° lugar alcançado nas rodadas 6, 8, 9, 10. As piores posições na tabela foram a 17° na terceira rodada e a 13° na 14° rodada.

Esporte Fino

Vagner Benazzi chegou no Vitória quando o Rubro-Negro estava na 13° posição e estreou no comando na 15° rodada do campeonato, vencendo o Salgueiro por 2 a 0 . De lá pra cá (incluindo a estreia), foram quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota. Um aproveitamento de 62,5%.

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Vídeo Ora Bolas 3 : “Um dia cobrindo o Bahia”

E o terceiro vídeo Ora Bolas está no ar! Acompanhamos um dia do setorista do Bahia do Correio*, o repórter Miro Palma, no Fazendão, centro de treinamento do Bahia, e o passeio foi animado! Além da apresentação do novo técnico, Joel Santana, teve muito bate papo e até uma palavrinha do presidente do clube, o Marcelo Guimarães Filho!

Mais uma vez, espero que gostem! No próximo vídeo Ora Bolas, vamos fazer a mesma coisa lá no Barradão! : )

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Olá pessoas!!!

E mais um vídeo Ora Bolas foi gravado!!!

Desta vez, resolvemos sair da proteção aqui dos muros da Rede Bahia e dar um passeio no Fazendão, centro de treinamento do Bahia! Quem acompanhou a gente nessa “aventura” foi o setorista do Bahia, Miro Palma, e ele mostrou um pouquinho do seu dia a dia na cobertura do Bahia.

E, olha, o passeio foi animado! Teve apresentação do novo técnico, Joel Santana, muito bate papo e até uma palavrinha do presidente do clube, o Marcelo Guimarães Filho, que estava por lá!

Espero colocar o vídeo no ar nesta quarta-feira quinta-feira! Tomara que vocês gostem!

E rubro-negros queridos, não se preocupem que a mesma coisa será feita lá no Barradão! Comecei pelo Bahia porque, infelizmente, o setorista do Vitória aqui do Correio*, o Angelo Paz, rompeu um ligamento (sim, ele se machucou ‘batendo um baba’) e está de licença médica… Espero que ele já esteja de volta daqui a 15 dias, quando gravaremos o próximo vídeo, mas se ele não estiver disponível, faremos com o substituto!!

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Arruma essa mala direito, Bahia

Imagine que você precisa arrumar a mala para uma viagem que vai durar cerca de cinco meses, mas você não tem muita informação sobre o destino. A única coisa que você sabe é que, por lá, lógica e previsibilidade não têm muita vez. Você resolve, então, fazer uma aposta arriscada. Corajoso, você coloca na mala apenas roupas de verão e, ao desembarcar, torce para fazer muito sol e você poder desfilar com os modelitos curtos e frescos. Resultado: o sol até aparece em alguns dias e você acredita que a estratégia vai ser um sucesso, mas, antes do fim da viagem, o frio aperta e você é obrigado a colocar a malinha entre as pernas e voltar para casa.

Pouquíssimo tempo depois, aparece uma nova viagem ainda mais importante e longa do que a passada, e daquelas que você não pode embarcar de volta antes do final. Ousado que é, você decide fazer uma nova aposta e arruma a mala prevendo muito (e apenas) frio. A jornada começa e você, mais uma vez, percebe que a opção foi muito arriscada. Na neve, você até exibiu aquele casacão felpudo e quentinho, mas nos dias de sol, você percebe que o calor e o suor seriam constantes. Mesmo passando mal por baixo de tanta roupa, você sabe que a única opção é tentar resistir, mesmo que, no ano seguinte, você seja cortado da excursão.

Se você leu as linhas acima imaginando que o Bahia é o personagem dessa história, acertou. No roteiro “Campeonato Baiano”, a aposta foi num time de jovens “estrangeiros”. Apesar do sucesso da mala de 2010, o Bahia renovou o guarda-roupa e trouxe 15 novas peças para o início da viagem. Até na Rússia, foi buscar uma roupa (estão lembrados de Ramon?). Bem diferente do companheiro Coritiba, por exemplo, que preferiu apenas colocar uma ou outra pecinha nova (foram nove contratações de 2010 para 2011). Resultado: o Bahia acabou passando frio e não terminou a viagem.



No roteiro Brasileirão, a aposta maior foi em jogadores polêmicos. O Bahia optou por um elenco, no mínimo, complicado. O resultado deu errado outra vez e o Bahia, no meio da viagem, corre de loja em loja para achar as roupas adequadas (e lá se vão 32 peças para o lixo e 35 novas para a mala) enquanto o grupo da excursão segue andando sem olhar pra trás. Para se ter uma ideia, do Coritiba que foi campeão paranaense, no fim de abril, para o que enfrenta o Corinthians, hoje, pelo Brasileirão, são apenas quatro mudanças (e uma delas ainda é por obrigação de contrato com o Timão e não por opção). Já no Bahia, dos titulares tricolores que estavam em campo no segundo jogo da semifinal do Baianão 2011, apenas Jancarlos, Titi e Souza enfrentam o Flamengo hoje.

Assim fica difícil chegar ao fim da viagem trazendo boas lembranças na bagagem. É preciso planejar essa mala com antecedência, menos apostas e mais equilíbrio. Sim, claro, aquela peça ‘fashion’ pode estar lá, mas ela deve funcionar como um acessório que pode até fazer toda a diferença na produção, mas que se for preciso tirar, você continua vestido.

Pretinho Básico
Além do troca-troca de roupa, o Bahia também fez mudanças no seu estilista. Rogério Lourenço foi o primeiro no comando. Quando ele foi demitido após 5 jogos, ainda no Baianão, Chiquinho de Assis assumiu. Vágner Benazzi veio logo depois, mas antes do Brasileirao, René Simões, demitido na última sexta, já assumia.

Esporte Fino
Da campanha de 2010, quando voltou à Série A, para 2011, o Bahia dispensou 21 jogadores. Para o inicio do Campeonato Baiano, trouxe 15 reforços e outros 20 foram contratados ao longo de 2011. Destes 35, oito já foram dispensados e outros três, remanescentes de 2010, também saíram (Luizão, Ananias e Jael).

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