Arquivo de outubro 2011

Finalmente, gravamos o 5° o Ora Bolas! Já estava com saudades!!!

Pois bem, aproveitamos a 10° Bienal do Livro da Bahia para caçar livros interessantes sobre futebol e encontramos algumas coisas bem bacanas!!! Terça-feira (01.11), estará no ar e, claro, pra vocês terem uma ideia do clima da gravação, seguem algumas fotos do dia!!

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AVISO

Pessoas, infelizmente o livro não chegou no stande da Bienal ainda… : (

A informação é que os livros chegam nesta segunda-feira… Portanto, eu estarei na Bienal para gravar o Ora Bolas nesta tarde, mas nada de A Linha da Bola… Se alguem for, entra em contato comigo pelo twitter @claalbuquerque ou por aqui mesmo que encontro com vocês!

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Ame a sua Seleção

A Seleção Brasileira nasceu pra mim na Copa de 1986. Muitos de vocês já conhecem essa história: eu não tinha completado três anos ainda, mas já adorava a farra do futebol. Na ocasião, uma de minhas avós, ao voltar de uma viagem com presentes para os netos, trouxe para meu irmão uma camisa da Seleção e, para mim, uma boneca. Era dia de jogo do Brasil e eu achei aquilo um absurdo. Do jeito que só uma criança faria, chorei e protestei pelo fato dele ter recebido um presente relacionado à festa da Copa do Mundo e eu não. Felizmente, minha mãe encontrou uma solução: tratou de escrever Brasil com lápis de cera verde numa folha de papel ofício e colou a “obra” numa camisa amarela que eu já tinha no armário. Estava pronta a camisa da Seleção Brasileira que, pela minha reação de felicidade e satisfação, era tão oficial quanto a que Falcão, Casagrande, Zico, Sócrates e companhia desfilavam nos campos do México.

Pra minha mãe, a Seleção Brasileira nasceu em 58, quando ela era arremessada pra cima por meu avô a cada gol do Brasil no nosso primeiro título mundial. Pra meu pai, foi na Copa do Mundo seguinte, quando a família toda se reunia em volta do rádio pra ouvir as partidas do time que conquistou o bicampeonato. Sempre tive a certeza que a cada partida, gol de Pelé e de Ronaldo, drible de Garrincha e Neymar, jogada de Sócrates e Ronaldinho, título, goleada ou derrota do Brasil, nascia uma Seleção Brasileira particular pra alguém. Umas mais espetaculares e outras sem muito brilho e com algumas cabeças de bagre dentro de campo, mas todas especiais de alguma forma.

No meu caso, já que não tive a felicidade de crescer assistindo a genialidade de Pelé e sua turma ou a arte da Seleção de 82, ela sempre teve uma outra característica muito importante: festa. Sim, papel picado, sorrisos, fogos de artificio e gols (que você pode substituir por Romário), mas não necessariamente muito futebol. Ou alguém que viu sua primeira taça de titulo mundial ser levantada por Dunga poderia pensar diferente?

Pois bem, oficialmente, a Amarelinha nasceu em 1914 e em quase cem anos de existência, como todo mundo já sabe, se transformou não só na seleção mais vitoriosa do mundo, mas também na maior expressão da nossa cultura. Seria normal pensar, então, que na milésima partida oficial da Seleção Brasileira, ela mereceria, no mínimo, uma chuva de papel picado, não acham? Pois a CBF acha que não. Na milésima vez que o escudo mais poderoso do futebol mundial entrar em campo, será contra o Gabão, num lugar onde toda vez que eu vou falar, preciso consultar de novo pra lembrar.

Fico assustada com a quantidade de pessoas que dizem que a Seleção Brasileira morreu para elas. Confesso que isso está bem longe de acontecer pra mim, mas preciso dizer também, que, infelizmente, não é nada difícil entendê-las.

Pretinho Básico
O primeiro jogo da Seleção Brasileira aconteceu em 27 de julho de 1914, um amistoso contra o Exeter City da Inglaterra, no campo do Fluminense, no Rio de Janeiro. O Brasil venceu por 2 a 0, com o gols de Oswaldo Gomes e Osman. O primeiro título veio no mesmo ano, diante da Argentina pela Copa Roca.

Esporte Fino
O Brasil, atualmente em 5° lugar no ranking da FIFA, enfrentará o Gabão, 68° colocado, no dia 10 de novembro, em Libreville, capital do Gabão. Quatro dias depois, será a vez de enfrentar o Egito, em Doha, no Qatar, encerrando o ano de 2011. O primeiro compromisso em 2012, deve ser um reencontro com o Egito, em fevereiro.

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Pessoas!!

Como já comentei com vocês, o meu livro A linha da Bola – Tudo que as mulheres precisam saber sobre futebol e os homens nunca souberam explicar!– estará na Bienal do Livro da Bahia, que começa nesta sexta-feira (28.10), aqui em Salvador e vai até o dia 06 de novembro.

Vocês já sabem que sou apaixonada por livros e fazer um passeio na Bienal já seria obrigatório, mas decidi unir o útil ao agradável e aproveitar um dia para receber os leitores (e compradores, né?) do livro e do blog! Portanto, estarei no próximo domingo dia 30.10, das 14h às 20h, na Bienal do Livro para receber vocês, fazer comprinhas (claro!!!) e gravar um Ora Bolas especial no evento! O ponto de encontro é o stande da distribuidora DISAL (tem um mapinha lá embaixo pra vocês não se perderem)! Conto com a presença e divulgação de vocês!!

O que? Onde ? Quando?

10ª Bienal do Livro da Bahia
Data:
28 de outubro a 06 de novembro de 2011

Horário: 10h às 22h (excepcionalmente, no dia 28, só abre 12h)
Local:
Centro de Convenções da Bahia – Av. Simon Bolivar S/N – Salvador – Bahia
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia)  
Site:
www.Bienaldolivrodabahia.com.br

Cliquem para aumentar

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Quando não é dia de futebol

Já mofei num engarrafamento pra chegar num jogo de futebol em Salvador, já passei aperto no metrô antes de assistir a um clássico no Rio de Janeiro e já sofri pra encontrar um táxi depois de um Brasil e Argentina em Belo Horizonte. Também já tomei chuva no estádio do Barcelona, perdi o último trem de volta pra Santiago de Compostela, onde eu morava, depois de assistir um jogo em La Coruña e já dei voltas no estádio do River Plate, em Buenos Aires, antes de encontrar a entrada indicada no meu ingresso na final da última Copa América.

Também já chorei numa arquibancada da Fonte Nova, perdi a voz no Maracanã e xinguei o juiz no Mineirão. Já me deliciei com um show de Messi no Camp Nou, vi a elegância e categoria de Zidane de perto, no Riazor e já me impressionei com o Stade de France. Sim, em todos estes lugares, as regras dentro de campo são as mesmas, a distância entre as traves é igual, o gol tem o mesmo valor, mas, do lado de fora, a coisa é bem diferente. Quando o assunto não é a bola rolando, as regras mudam. Existem dois mundos: o primeiro é o da paixão, da loucura, do amor, da identidade, do grito, do choro e o segundo, é o da organização, do racional, do planejamento e do concreto. O Brasil é o país do (e não de) primeiro mundo. Em nenhuma das torcidas por onde sentei encontrei um povo tão desesperadamente comprometido com um escudo. Não há dúvidas que é esse ingrediente que nos transformou no país do futebol.

O problema está na distância para o outro mundo. Está na falta de vergonha de quem aproveita a força emocional do futebol no nosso país para levar vantagem. Está na desonestidade dos políticos que roubam a chance do país ter um pouco desse outro mundo do futebol. O problema está no metrô que não acaba, na escola que não educa, na saúde que não é cuidada, nos aeroportos que são um caos. Está também na mentalidade de quem foge do engarrafamento pelo acostamento, de quem joga lixo na rua, de quem se recusa a sentar no assento marcado (seja no estádio, no avião ou numa metáfora).

Missão dada, nem sempre basta ser missão cumprida. É preciso ser também lição. Porque eu não tenho dúvidas que a Copa do Mundo será realizada. Que em dia de futebol, a torcida (brasileira, europeia, argentina ou qualquer outra) se emocionará, gritará e, bem ou mal, estará lá aproveitando as praias, a culinária, a natureza, a música e a cultura. Mas, o que este Mundial trará e ensinará para os brasileiros? Além da sonhada taça do hexa, o que o maior evento da nossa paixão pode deixar por aqui além das lágrimas e gritos no estádio? Que tipo de jogo vamos presenciar nas cidades por onde a bola passar quando ela não estiver rolando?

Não falta pouco para a Copa do Mundo de 2014. Ela já começou (ou deveria ter começado). E, como em tantas outras coisas, estamos perdendo a oportunidade de vibrar por belas jogadas fora de campo. O problema do Brasil é perder de goleada, justamente quando não é dia de futebol.

Pretinho Básico

Lembrando onde foram realizadas as últimas Copas do Munda: em 2010, a África do Sul viu a Espanha ser campeã pela primeira vez. Em 2006, foi a Seleção Italiana que fez a festa na Alemanha. Em 2002, fomos nós quem levantamos a taça na primeira vez que dois países  (Coreia do Sul e Japão) sediaram juntos o evento.

Esporte Fino
Tanto a Arena Fonte Nova quanto o Mineirão, receberão seis jogos da Copa do Mundo de 2014: serão quatro da primeira fase, um das oitavas de final, um das quartas, no caso de Salvador e uma semifinal, no caso de Belo Horizonte. O Maracanã recebe sete: quatro da primeira fase, oitavas, quartas e a grande final.

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Pessoas!!!

Nunca mais dei uma dica de livro por aqui, não é? Mas, apesar da ‘falha’ de postar por aqui, continuo completamente apaixonada pela minha coleção de livros de futebol (já são 132 títulos!!!). Aproveitando, então, que a 10° Bienal do Livro – Bahia vem aí (de 28/10 a 06/11) e que está todo mundo falando de Copa do Mundo, após o anúncio feito pela FIFA das datas e sedes, a dica de livro de hoje é temática e tripla! = )

O primeiro livro que fala de futebol e Copa do Mundo é simplesmente o livro mais fofo de todos os tempos: o “Livro-jogo das Copas Globo Esporte”, que tem organização do jornalista (e amigo queridíssimo) Lédio Carmona e do designer gráfico Marcelo Martinez, editado pela Casa da Palavra.

A publicação conta com textos de vários craques do telejornalismo esportivo brasileiro, como Alex Escobar, Arnaldo Cezar Coelho, Caio Ribeiro, Cleber Machado, Fátima Bernardes, Galvão Bueno, Glenda Kozlowski, Gustavo Poli, Marcelo Barreto, Tiago Leifert, Tino Marcos e Walter Casagrande e outros tantos. Mas, a graça desse livro e o que o diferencias dos demais é que ele é um livro-jogo. Isso significa que pelas páginas da publicação vocês encontra diversas brincadeiras, testes de conhecimentos, adesivos, infográficos para recriar jogadas históricas, raspadinhas que simulam jogos, entre outros passatempos. Sério, a coisa é tão fofa que eu queria ter dois exemplares do livro, um pra guardar intacto e outro só pra brincar (coisa de mulher, eu acho).

Olha que fofa a raspadinha pra fazer o gol!!!! Eu só não tive coragem de raspar ainda!

Nessa página, você pode colar os adesivos (bigode, dentes, barba, cabelo) que vêm no livro pra fazer o seu craque! Como não amar? = )

As outras duas dicas de livro são para os torcedores que adoram números, dados, tabelas e curiosidades!

“Copas do Mundo: das Eliminatórias ao Título”, de Gustavo Longhi de Carvalho, Jose Renato Satiro Santiago Junior, editado pela Novera, é um material fantástico de pesquisa e informação! Vocês sabiam, por exemplo, que 77 países já participaram de pelo menos uma edição da Copa do Mundo, enquanto 210 países já disputaram partidas válidas pelas Eliminatórias? Pois é, tem um monte de dados assim.

A última dica é o livro “O Mundo das Copas” (editora Lua de Papel), de Lycio Vellozo Ribas, que, nas palavras de Tostão, autor do prefácio do livro, mostra detalhes de detalhes as Copa do Mundo. Não precisa dizer mais nada né?

E já que estamos falando de livro, vocês viram que criei uma página para o livro A Linha da Bola, lá no canto superior aqui do blog? Pra quem ainda não conhece, clica pra saber um pouco mais do livro, vendido nas principais livrarias do país e que estará também na 10° Bienal do Livro – Bahia.

OBS> Viram que tem pesquisa nova aí do lado esquerdo??? Votem!!! = )

Boa leitura!

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Vai um café com Pelé aí?!

Não, infelizmente, eu não tomei um café (ou uma água que fosse) com Pelé, mas tenho uma novidade bem gostosa pra compartilhar com vocês! Quem aqui já ouviu falar na  Pelé Arena Café & Futebol? Pois bem, é uma rede de cafeterias inspirada na carreira do Rei do futebol que acaba de abrir uma unidade no Shopping Paseo Itaigara (Rua Rubens Guelli 135), aqui em Salvador.

O ambiente é muito bacaninha e todo decorado, é claro, com imagens de Pelé e do futebol. As mesas reproduzem as marcações dos campos de futebol, os uniformes dos garçons remetem aos antigos uniformes utilizados pelos jogadores da época de Pelé, e por aí vai. Nas televisões, programação esportiva, e o espaço também disponibiliza rede de internet sem fio.

O cardápio, principalmente pra quem gosta de café (eu!!!!!), é uma delicia!! Tem um monte de comidinha delícia também! Ah! E lá também vende souvenirs como camisas, bonés, xícaras com a assinatura de Pelé. Legal né? Acho que vVale a pena conhecer!

#nham

OBS. Sei que andei meio sumida do blog nas últimas semanas, mas já estou de volta!!! Essa semana prometo fazer mais posts pra vocês (quem quer indicação de livro, levanta a mão) e semana que vem tem uma gravação SUPER ESPECIAL do Ora Bolas! Tenho certeza que vocês vão gostar!

Beijinhos

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O fabuloso destino do Campeonato Brasileiro

No alto do meu ceticismo, sou suspeita para falar de destinos e caminhos traçados. Sou daquelas que rejeita qualquer tentativa do universo de dizer que isso ou aquilo estava fadado a acontecer. Sou uma “seguidora fiel” das coincidências do acaso. Sim, eu acredito que é ele, o acaso, que coloca alguém na hora certa ou no lugar errado.  São aqueles minutinhos a mais numa festa que fazem você conhecer alguém especial, aquele sinal fechado que te impede de bater o carro na esquina mais a frente, aquela frase escrita no quadro negro da escola que faz você responder uma questão na prova do concurso que vai mudar a sua vida anos depois.

Estando, eu, errada ou não, essa história de que “estava escrito nas estrelas” não entra muito na minha cachola. Tá certo, antes que vocês reclamem (e como apaixonada por futebol, também sou suspeita pra falar isso), vamos abrir uma exceção para o time querido de cada um de nós. Afinal, quem sou eu pra dizer que não foi o destino que te fez tricolor, rubro-negro, alvinegro…

Mas, se o escudo que bate no seu peito já estava decidido na linha da vida, entre outras importantíssimas quatro linhas, é o acaso que parece triunfar. No fabuloso e imprevisível destino do Brasileirão 2011, é a bola na trave, a fisgada na coxa, o raio de sol no olho, a furada do lateral que vai decidir.

Campeão com antecedência em 2006 e 2007, bem que o São Paulo, tentou nos enganar, mas (ainda bem) a imprevisibilidade tratou de reivindicar seu posto e, desde então, tem reinado na competição. Puxa as “memórias tabelísticas” do fundo da mente e vem comigo.


Faltando oito rodadas para o fim do Brasileirão, em 2008, apenas quatro pontos separavam o líder (Grêmio, com 56 pontos), do Flamengo, quinto colocado. No ano seguinte, eram seis pontos de diferença entre o mesmo Flamengo, na mesma posição, e o Palmeiras, primeiro colocado. Em 2010, era o Cruzeiro, no topo da tabela, que somava sete pontos a mais que o Internacional, no quinto lugar da tabela. Recortando a diferença de dez pontos para o líder, nessas últimas três edições, chegamos até o oitavo colocado em 2008, o nono, em 2009 e o décimo, 2010.

Este ano, pra aumentar o poder das coincidências, detalhes e acasos, a diferença está ainda mais apertada. No inicio da rodada deste fim de semana, apenas três míseros pontinhos separavam o Flamengo (de novo em quinto!!) do Corinthians, ocupando o local mais desejado da tabela. É muita imprevisibilidade, minha gente! Por isso que eu não me atrevo a dizer que o destino do Brasileiro 2011 já está traçado. As coincidências dessa vida e do futebol são poderosas demais para dizer que a estrela do campeão deste ano já está bordada.

Pretinho Básico
Se a de 2011 ainda está para ser bordada, vamos relembras as estrelas dos anos anteriores. Desde o inicio dos pontos corridos, em 2003, seis times já levantaram a taça do Brasileirão: Cruzeiro (2003), Santos (2004), Corinthians (2005), São Paulo (2006, 2007 e 2008), Flamengo (2009) e Fluminense (2010).

Esporte Fino
Em três oportunidades o título Brasileirão foi decidido antes da rodada final. Em 2003, o Cruzeiro garantiu a taça com quatro rodadas de antecedência e 13 pontos a mais que o segundo colocado ao fim da competição. Em 2006 (duas rodadas antes) e 2007 (quatro rodadas antes) foi a vez do São Paulo ser o apressadinho.

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O Leão subiu no telhado

Todo mundo aí conhece aquela expressão de que “o gato subiu no telhado”? Pra quem não está familirializado, ela é muito utilizada quando queremos dizer (de forma irônica) que alguma situação vai dar errada. A historinha é mais ou menos assim: um casal viajou e deixou seu gato de estimação sob os cuidados de outra pessoa. Após alguns dias, a dona ligou para saber do bichano e recebeu a notícia assim, na lata:

– Seu gato morreu!

Nervosa e desesperada, a mulher entrou em pânico. O marido repreendeu a mensageira, dizendo que ela deveria ter sido mais cuidadosa ao dar a notícia e sugeriu uma forma mais sutil de transmitir tais acontecimentos:

– Você poderia começar dizendo “o gato subiu no telhado”. Depois diria que ele se desequilibrou e em seguida, enfim, que ele caiu do telhado e acabou não resistindo à queda. Seria mais sensível.

Semanas depois, ainda de férias, a mulher ligou novamente para saber se estava tudo bem. A mensageira, então, cuidadosamente, respondeu:

– Tudo vai bem, mas sua mãe subiu no telhado…

Pois bem, amigos, usando do mesmo artificio, para ser mais delicada, tudo indica que o Leão subiu no telhado. Se a situação já era difícil na 26° rodada, quando o Vitória precisava ganhar todos os sete jogos que ainda faltavam em casa e ao menos outros dois fora de casa, complicou ainda mais. Colocaram uma escada luminosa para atrair o Leão (e pensar que no início do ano, a escada estava direcionada para a Série A). Pelas contas do momento, é preciso vencer sete dessas últimas dez partidas, incluindo o jogo do último sábado contra o Bragantino. Os torcedores do Vitória que me perdoem (e eu adoraria morder a língua nessa opinião), mas a chance do Leão voltar à Série A ficou no quintal do vizinho. Infelizmente, o que resta aos rubro-negro é colocar as almofadas para a queda do telhado ser menos dolororsa.

Assim como ninguém sobe para a elite do futebol brasileiro à toa, ninguém sobe no telhado sem motivo. As intenções, claro, são sempre as melhores, mas o planejamento do Vitória para disputar a Série B alternou entre o nulo, o errado e o arriscado. E nas apostas desse último, única parte imprevisível do plano e que poderia funcionar, deu tudo errado. É preciso repensar a trilha seguida pelo Vitória desde a final da Copa do Brasil de 2010. Se o planejamento para 2012 ainda não começou, é preciso sair da toca (na verdade, melhor ainda é apostar justamente nela para encontrar soluções). O Leão não mostrou suas garras em 2011, mas é muito grande para continuar nesse telhado.

Pretinho Básico
O Vitória só entrou no G-4 na 1ª rodada nesta Série B. Nas 14 primeiras rodadas longe de casa, o Leão conseguiu apenas três vitórias. A Portuguesa, líder do campeonato e que tem aproveitamento menor do que o Vitória precisa para voltar à Série A, venceu em sete das 15 oportunidades que teve fora de casa.

Esporte Fino
O Vitória contratou 20 jogadores para a disputa da Série B. Destes, apenas nove são utilizados frequentemente pelo técnico. Fechando a conta,  outros sete estão à disposição de Benazzi, mas não agradaram, três não estão mais na Toca (Felipe Alves, Edu e Jérson) e o uruguaio Pablo Pereira foi afastado do elenco.

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Sempre teremos o futebol

Sempre tive o confortante sentimento de que, mesmo quando tudo dá errado, ainda temos o futebol. Porque quando eu passava pelas terríveis inconstâncias e dúvidas da adolescência, os 90 minutos do futebol eram o abrigo perfeito para ter certeza de alguma coisa. Porque quando meu coração ficou em pedaços com o fim do meu primeiro amor foi o espaço destinado a um escudo que segurou as pontas por lá. Porque quando eu levanto com o pé esquerdo, tomo chuva, quebro o salto do sapato, perco o prazo e odeio o mundo, eu ainda amo o futebol. Porque quando eu acordo com frio e sozinha, às três horas da manhã, do outro lado do Oceano Atlântico, pra assistir a uma partida (ou vultos dela) pela internet, eu não me sinto, e tenho certeza que não estou sozinha. Porque, independente do resultado em campo, fora das quatro linhas eu tenho a certeza que sempre saio ganhando.

É por tudo isso e um pouco mais que fico triste quando o futebol foge (ou é empurrado) pra longe desse esconderijo seguro. Quando jogadores deixam de sentir paixão (seja pelo clube, pela Seleção, pela bola…) para sentir exclusivamente pressão, depressão ou confusão. Quando um drible deixa de abrir um sorriso no rosto de alguém para dar lugar à irritação porque a jogada não resultou em gol. Quando motivos extracampo são capazes de acabar com o brilho de uma disputa entre Brasil e Argentina para muitos torcedores. Quando as discussões sobre o esporte na internet viram palco de ofensas e irracionalidades. Quando torcedores deixam de gritar gol para bradar ameaças. Quando a espontaneidade, o bom senso, a diversão e o lúdico viram alvo da patrulha de gente mal-educada, triste e absurdamente chata, daquelas que você não quer receber em casa (independente de ser dia de jogo ou não).

O futebol, claro, não é apenas gargalhadas. É preciso ter seriedade, profissionalismo, competitividade e capacidade para gerar lucros. O mundo da bola mudou, todos nós sabemos, mas é preciso saber agregar esses novos (e bons) valores sem virar refém de cada um deles. Não é porque a gente sabe que, no fim das contas, são os três pontos da vitória que fazem a diferença que a gente não possa se divertir naqueles minutos de bola rolando. Pra mim, eles continuam sagrados. Assim como cada sensação boa que o futebol me dá. Porque é esse tal de amor que nos conforta que devemos alimentar.

Bahêa Minha Vida
O filme dirigido por Márcio Cavalcante que estreou neste fim de semana nos cinemas de Salvador é um exemplo perfeito de como cuidar de um amor em tempos de muito futebol frio e impessoal. Absurdamente fantástico o presente que a torcida do Bahia ganhou e já está retribuindo. Um documentário para lembrar por que tudo aquilo dito no primeiro parágrafo desse texto acontece (seja você Bahia, Vitória, Corinthians, Vasco…).

PRETINHO BÁSICO
Que tal aproveitar momento cinematográfico para abusar da pipoca? ‘1958 – O Ano que o Mundo Descobriu o Brasil’ (2008), de José Carlos Asbeg, conta a saga da primeira conquista mundial da Seleção Brasileira e o documentário Pelé Eterno (2004), dirigido por Aníbal Massaini, narra a vida do rei do futebol.

ESPORTE FINO
Com estreia prevista para 2012, Heleno, dirigido por José Henrique Fonseca e protagonizado por Rodrigo Santoro, conta a história de Heleno de Freitas, ídolo botafoguense na década de 40, famoso pela inteligência, carisma e talento, mas também pelo temperamento explosivo, a vida boêmia e o vício das drogas.

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