Arquivo de novembro 2011

Pessoas!!!

Já estamos trabalhando na edição do 6° Ora Bolas e preciso contar pra vocês: AMEI!! =)

Nesta edição, entrevistei três amigos que são loucos por camisas de futebol e já têm coleções consideráveis!! Ruy Guimarães, Arilde Junior e Ronei Dias, literalmente, abriram os armários, contaram muitas histórias e mostraram camisas históricas, preciosas e curiosas! Vocês sabiam que existe um time chamado Piranhas? E o que acham de um padrão que mais parece uma melancia?! Isso sem falar nas camisas do Bahia que vão deixar muito tricolor baiano babando (os três torcem para o Bahia e são autores, junto com Duda Sampaio, Eduardo Guimaraes e Alexandre Teixeira do livro “BAHIA 80 anos contados por suas camisas”)!

Como já virou tradição, fotinhas da gravação!! E, amanhã, quinta-feira (01-12), vocês conferem o 6° Ora Bolas!

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Pessoas, tive uns probleminhas com a edição, mas prometo que nesta sexta-feira (02/12), o vídeo estará aqui no blog!!!
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Será que eu me diverti???? Sim ou com certeza???

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Os três porquinhos

Era uma vez três porquinhos: Flu, Vasco e Timão, que procuravam um lugar feliz e seguro no Reino do Brasileirão para construir suas casinhas. Sonhavam com o dia de poder pendurar mais uma estrelinha na porta e, competitivos que eram, apostaram quem construiria a melhor casa no período de trinta e oito dias mágicos.

Apressadinho, Timão foi o primeiro a começar sua construção. No sétimo dia da empreitada, já era possível ver os pilares da casa do porquinho mais regular da família. Ele não fazia questão de muito brilho nas paredes, obras de arte e móveis requintados. Pragmático, queria uma casa funcional, quase fria e impessoal. Tijolo a tijolo, Timão ficou do sétimo ao 23º dia no topo do andaime observando sua construção preta e branca. Por algum tempo, é verdade, precisou descer para fazer alguns ajustes, mas, ao final do 36º dia, era Timão quem novamente estava mais perto de vencer o desafio. O equilíbrio típico de sua personalidade conferia à casa de Timão um teto seguro (pra que pintar com três, quatro gols, digo, pincéis, se com apenas um consigo o mesmo resultado, ele se perguntava). Eficiência era seu sobrenome.

Bem diferente do parente, Vasco era hiperativo e emocional. Impulsivo, no segundo dia da aposta, no lugar mais alto de seus devaneios, já tinha planos para uma varanda, uma piscina e um jardim. A afobação, no entanto, fez suas paredes desabarem e Vasco precisou recomeçar, pedra por pedra, pouco a pouco, até conseguir uma casa que não fosse somente preta e branca. Ele fazia questão dos detalhes: uma faixa diagonal aqui, um brilho vermelho acolá, um ídolo pra receber os visitantes ali. Vasco gostava de vencer desafios. Não bastava uma casa. Ele queria duas, três. E, diferente de tantos outros porquinhos que também tentaram, entregou a chave de uma propriedade no Reino da Copa do Brasil para sua torcida, sem abandonar o projeto do Reino do Brasileirão. Teve que lidar com a perda de seu mestre de obras e os trabalhos de uma terceira casa no exterior (ainda em construção), mas em nenhum momento desistiu. Superação era seu sobrenome.

Dos três, Flu era o mais mimado. A mansão estrelada do último ano tinha deixado o caçula da família meio preguiçoso. Nos primeiros 19 dias mágicos, Flu fez pouca coisa. Um tijolinho ali, uma argamassa lá, uma telha por cá… Mas, o terceiro porquinho tinhaenergia de criança e sabia de suas qualidades. Sob pressão, mostrava ferramentas e desafiava a lógica (como a torcida bem lembra de outros empreendimentos). Sabia que seria difícil, mas a casa estava lá, erguida em pouco tempo, de repente, verde, vermelha e branca. Surpresa era o seu sobrenome.

Eis que chega a hora do Lobo Mau soprar. Faltando pouco para os operários pararem as obras, os três porquinhos estão ansiosos para saber quem mantém a casa em pé. Mais do que nunca, Timão precisará da eficiência, Vasco terá que se superar e Flu precisa acreditar na surpresa. Os três sabem: este condomínio só tem espaço para um.

PRETINHO BÁSICO
Primeiro colocado na tabela, assim como em outras 24 rodadas (7ª à 23ª; 28ª à 30ª; e 32ª até agora), o Corinthians, independente dos outros, precisa fazer quatro pontos nas últimas duas rodadas para ser campeão. Mas, vencendo hoje, já fica com o título caso haja empate ou vitória do Fluminense no clássico com o Vasco.

ESPORTE FINO
Para ser campeão, o Vasco precisa tirar uma diferença de três pontos do Corinthians, já que o número de vitórias é critério de desempate (o Timão tem 20 e Vasco, 18). A cinco pontos do líder, o Flu leva o título se fizer seis pontos (três já ganhando do Vasco) e o Corinthians não somar mais de um nos dois jogos finais.

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Orquestra do Brasileirão 2011

Certa vez, o ex-jogador argentino Di Stéfano declarou: “Se me dessem a Seleção Brasileira para dirigir, com os craques que o Brasil tem, eu ia passar o resto da minha vida tocando harpa, numa boa”. Pois bem, sabemos que a situação não está assim tão, digamos, harmoniosa, mas dá pra pincelar algumas notas afinadas nesse Brasileirão.

Vamos aos meus votos dos melhores do campeonato começando pelo número 1. Sim, tricolores, Marcelo Lomba faz temporada de gala no Bahia. Se não fosse pelas atuações do goleiro, a situação do time poderia ser bem mais complicada. Meu voto vai pra Lomba sem nenhuma hesitação.

Na direita, boa briga entre Mário Fernandes do Grêmio e Fagner, do Vasco. No fim, na disputa pelo título do Brasileiro e com maior poder de definição (Fágner já marcou quatro vezes e Mário Fernandes apenas uma), o lateral vascaíno leva o meu voto. Na esquerda, confesso que lamento não poder dar meu voto para Ávine. Sou fã do futebol do lateral do Bahia e de sua postura extracampo, mas as lesões mataram a temporada do garoto. Escrevi o nome de Bruno Cortês, do Botafogo, mas também poderia ter votado em Juninho, do Figueirense.

A dupla de zaga tem um nome que deve ser unânime entre aqueles acompanham futebol. Idolatrado pelos vascaínos, Dedé defende, desarma, arma e marca! Suas últimas atuações são tão afinadas que viram música para os ouvidos. Pra acompanhar Dedé, Rhodolfo, do São Paulo, completa a orquestra da defesa da minha Seleção do Brasileirão.

Vamos ao meio de campo, o setor que tem a responsabilidade de reger o time. Primeiro, os volantes: sem dúvida alguma, Paulinho, do Corinthians, tem lugar garantido no palco. Casemiro, do São Paulo segura as pontas caso alguém resolva fazer um solo de guitarra.  O garoto Lucas, também do tricolor paulista chega na frente pra dar alguma maestria pro time e Diego Souza se junta na canção. Adoraria poder colocar aqui um maestro como Ganso (que foi traído mais uma vez pelas lesões), mas estamos em falta, nada de som de harpa por aqui.


Na linha de frente do palco, soltando a voz (ou o pé), é claro, Neymar, a joia rara do Santos e Leandro Damião, do Internacional, que apesar de ter perdido o ritmo após quase 40 dias parado por lesão, ainda assim, entra na minha banda.

Para revelação do campeonato, coloquei Oscar para tocar no meu som, mas, confesso, nenhum jogador cantou muito alto nessa categoria. Quanto ao craque do Campeonato,  queria poder ouvir duas melodias ao mesmo tempo. Dedé e Neymar merecem o prêmio por motivos diferentes. Enquanto um ataca de tenor, mostrando habilidade rara o outro grita a canção do povo. Difícil escolha, mas entreguei a partitura à Neymar pelos sorrisos que o garoto colocou no meu rosto durante a competição. Por fim, quem poderia colocar esses onze integrantes em sintonia? Meu voto foi pra Ricardo Gomes, que comandou o Vasco até a 19° rodada, mas Jorginho, do Figueirense também merece esse posto.

Pretinho Básico
O esquema da minha seleção do Brasileirão é um típico 4-4-2. Isso significa que o primeiro 4 representa a linha de defesa (os dois zagueiros e os dois laterais), o segundo 4 engloba os jogadores do meio de campo (dois volantes e dois meias) e o 2 simboliza aqueles mais avançados (os dois atacantes).

Esporte Fino
Quem foi Di Stefano? Craque argentino dos anos 40, 50 e 60, o atacante Di Stefano é considerando um dos melhores jogadores de todos os tempos. Além de jogar na Seleção Argentina, fez fama no River Plate, da Argentina, no Milionários, da Colômbia e no Real Madrid, clube onde fez história e virou presidente honorário.

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Estádio doce estádio

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, mas tinha alma
Ninguém podia entrar nela, não
Porque o gramado, nela, era chão

Ninguém podia dormir na rede
Que eu saiba a bola não quer parede

Ninguém queria sair dali
Porque paixões começam ali
Sei que era feita com muito esmero
Cheia de gols, mas também zero a zero.

Poucas coisas nesse mundo se tornam tanto a casa de alguém quanto os estádios de futebol. Casas de todos os tipos. Daquele seu primo que tomou uma das primeiras quedas da vida num degrau da Fonte Nova e literalmente cresceu por lá. Daquela sua amiga (ou amigo, né?) que não entende nada de futebol, mas adora xingar o juiz das arquibancadas. Daquela moça que você não conhece, mas senta sempre perto e você já sabe até a escalação ideal do Bahia na opinião dela. Daquele maluco que grita o tempo todo “Negô, Negô” e você não entende como ainda tem voz no jogo seguinte. É a casa de João, Maria, de “painho”, “dos mano”, do moleque, mas, acima de tudo, é a casa da Paixão. Assim mesmo, Paixão, nome próprio. A mesma que eu sinto, que é a mesma que alimenta o seu amor, o nosso grito, aquele gol.

Claro que todo torcedor adora tripudiar de um rival “sem-teto”, mas eu sempre fui daquelas que defende a diferença das palavras casa e lar, mesmo que elas sejam usadas constantemente de forma errada, principalmente no futebol. A casa, torcedores, não precisa (ou deve) ser erguida por vocês. Isso é papel dos dirigentes e engenheiros. O lar, meus vizinhos, esse sim, precisa ser cultivado e sentido por cada um de nós.

Impossível, portanto, não citar três fatos que tocaram a nossa campainha nesta semana. Na quarta-feira, a visita foi dupla. Primeiro, foi a vez dos santistas ganharem uma bela de uma reforma. Da estrutura à decoração, a permanência de Neymar até 2014 é garantia de mesa farta no lar. Depois, o time do Vasco inundou a casa de sentimento num jogo absolutamente contagiante pelas quartas de final da Sul-Americana e deixou um estoque de Paixão na dispensa do lar. Por fim, na sexta-feira, a casa do Vitória se enfeitou toda para receber os desejos de feliz aniversário de quem não mora, mas vive lá.

Sempre pensei que assim como levamos alguma coisa de cada lugar especial por onde passamos, seja uma cidade, uma casa, um estádio, uma praça, também deixamos um pouquinho de quem somos. Nas arquibancadas do Barradão, da velha Fonte, do Maracanã, Pacaembu e tantos outros, tem um pouquinho de mim, de você, dos meus sonhos, das suas lágrimas, dos meus gritos, das suas vitórias, das minhas derrotas. Parabéns, portanto, aos três “visitantes”,  responsáveis por mais um tantinho de nós que deixamos por lá. Porque a gente pode morar ou não numa casa, mas, num lar, não há dúvidas: a gente vive.

PRETINHO BÁSICO
Na última quarta-feira, o Vasco se recuperou da derrota por 2×0 no jogo de ida, virou a partida, em São Januário, e com a goleada por 5×2 sobre o Universitario do Peru se classificou para a semifinal da Copa Sul-Americana. Já Neymar, especulado no Real Madrid e no Barcelona, renovou contrato com o Santos até 2014.

ESPORTE FINO
O Barradão foi inaugurado dia 11 de novembro de 1986, num 1×1 com o Santos. Em 25 de agosto de 1991, o Vitória reinaugurou o estádio em um jogo contra o paraguaio Olímpia, então campeão da Libertadores. Nos anos 2000, o Vitória conquistou, no Barradão, dois tetras estaduais e o tetracampeonato do Nordestão.

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Nuvens dispersas e possibilidade de sol

O ar frio polar se afasta da costa e a temperatura sobe em toda região. O sábado amanhece com temperatura amena, mas a tarde será quente. No domingo, o sol aparece ainda mais forte, trazendo raios solares ideais para fechar o fim de semana de muito calor, praia e mar. Confiando na previsão, então, você coloca a roupa de banho na mochila, tira o guarda-sol, a esteira de praia e chapelão do fundo do armário e corre pro litoral. Só que aí você acorda com um barulhinho na janela, abre a cortina e ela está lá: a chuva que a moça do tempo “esqueceu” de mencionar e estragou toda a sua programação.

Quem nunca passou pela situação acima e amaldiçoou a previsão do tempo? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu com a minha previsão de tabela para o Vitória. “Restos de uma frente fria vinda do Sul, que pairou sobre a região rubro-negra durante todo o ano, ganham força de correntes de ventos meridionais e trazem chuvas fortes no sábado. Domingo, temporal intenso impede qualquer tipo de atividade. Possibilidade de melhora do tempo apenas para a próxima temporada”. Era por aí a minha previsão para o Vitória.

Mas, assim como acontece quando você espera a maior chuva e o dia amanhece sem nenhuma nuvem no céu, o erro da minha previsão foi uma grata e agradabilíssima surpresa. Sim, os astros se alinharam, a temperatura (e a situação na tabela) subiu, o Vitória fez sua parte (os outros também deram uma ajudinha) e a previsão de retorno para a Série A volta a aparecer no horizonte. Olha que normalmente sou daquelas pessoas que defende uma teoria até que o mundo acabe e que teima quando coloca uma coisa na cabeça, mas é aquela coisa: o que seria de mim sem o futebol para me deixar com um gostinho bom de ter mordido a língua já que praticamente decretei que o Vitória ficaria mais um ano na Série B?

Agora, rubro-negros, muita calma (e torcida) nessa hora. Se você  já pode tirar o biquíni ou a sunga do armário, melhor continuar com o casaco na mão. Se a garra do Vitória for suficiente para levá-lo de volta à elite do futebol brasileiro, será ainda mais importante esquecer as previsões e apostas arriscadas para investir num planejamento mais seguro.

Não basta somente ganhar do Americana depois de amanhã (sim, pode prender no mural aquele velho clichê futebolístico de que cada um dos próximos quatro jogos será uma final de campeonato para o Leão). Não basta apenas subir e recuperar o lugar na elite. É preciso criar a mentalidade que, apesar do futebol ser imprevisível dentro de campo, o tempo do lado de fora influencia no clima entre as quatro linhas. Aí a organização pode fazer toda a diferença.
Preparar o guarda-chuva não dá a  garantia de que um vento forte não vai virá-lo ao avesso, mas não ter a proteção alguma é certeza de água fria na cabeça.

PRETINHO BÁSICO
O Vitória tem mais quatro jogos pela frente e depende apenas dele para voltar à Série A. O Americana, próximo adversário, é rival direto na briga pelo retorno à Série A. Assim como o Criciúma, na partida seguinte. Os dois últimos jogos do Leão serão contra o São Caetano e Asa, ambos mais abaixo na tabela.

ESPORTE FINO
O Vitória caiu para a Série B em 2010 (17º colocado), depois de três anos na elite e apesar da ótima campanha na Copa do Brasil do mesmo ano, quando foi finalista junto com o Santos. Em 2008, o Leão terminou a competição na 10ª posição e, em 2009, na 13ª, fisgando vaga para a Sul-Americana nestes dois anos.

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Ora Bolas 5 na Bienal do Livro

O 5° vídeo Ora Bolas (praticamente uma versão express) foi gravado na 10° Bienal do Livro da Bahia, no Centro de Convenções! Um paraíso pra quem gosta de ler e também pra quem não deixa o futebol de lado nem na hora da leitura!!

Vamos assistir??

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