Arquivo de fevereiro 2012

Campanha Ajuda Mais Querida


Alguns clubes de futebol são simplesmente simpáticos e queridos, mesmo que você não seja torcedor, não é mesmo? Eu acho isso do Ypiranga, conhecido como o “Mais Querido” e portanto faço questão de divulgar por aqui a Campanha Ajuda Mais Querida, pensada para arrecadar fundos que ajudarão a reestruturar o clube e manter projetos vitais para o bom funcionamento de suas atividades dentro e fora de campo (futebol e social).

Quem quiser ajudar, pode contribuir diretamente aqui no site do clube!

Olha só alguns projetos que você estará ajudando o Ypiranga a manter/iniciar em 2012:

Recuperação do CT Vila Canária (social/futebol)
Retorno do Time Profissional à Primeira Divisão do Campeonato Baiano
Lançamento e Manutenção do Novo Site Oficial
Proporcionar atendimento médico e odontológico comunitários na Vila Canária
Recuperar a Biblioteca que o Ypiranga mantém na Vila Canária
Ativar o núcleo de Escolinhas do Ypiranga
Fomentar a prática de outras modalidades esportivas no Ypiranga
Fomentar a formação de Atletas nas categorias de Base, etc

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O tempero da bola

Eu não entendo absolutamente nada de cozinha. Sou daquelas que não sabe o básico, que não faz ideia de como tratar uma carne, misturar temperos, deixar o arroz soltinho (na verdade, nem soltinho nem grudado) ou preparar um feijão. Não, eu não me arrisco nem a dizer um ingrediente sequer para preparar um vatapá, além do dendê. Eu não tenho necessariamente vergonha, muito menos orgulho dessa situação, simplesmente é. Mas, isso não significa em hipótese alguma que eu não saiba aproveitar ou apreciar uma boa comida. Sempre defendi a tese de que futebol é um pouco assim. Você não precisa entender se um time tem dois volantes, três atacantes ou um meia de criação pra curtir uma partida.

Nesta semana que passou, engatei um papo com duas amigas que têm posturas bastante diferentes sobre futebol. Uma delas “decorou” há pouco tempo quantos jogadores entram em campo, não torce por nenhum time, mas adora os jogos da Seleção Brasileira (principalmente em Copa do Mundo). A outra é torcedora do Bahia, vive me pedindo pra ir ao estádio e tem relativo conhecimento sobre os jogadores, regras, etc.

A conversa começou porque a que não curte tanto futebol, falou que deveria ser um porre ter a “obrigação” de assistir a um jogo todos os domingos (como é o meu caso). Antes que eu falasse qualquer coisa, a outra disparou: “Mas isso é porque você não torce pra time nenhum!”. “Realmente, só sendo torcedor mesmo pra aguentar esses jogos feios do Campeonato Baiano”, respondeu a primeira, completando: “Por isso que eu gosto dos jogos da Seleção. Tem sempre os melhores jogadores e os melhores adversários, estádios lindos e gols bonitos. Muito mais interessante!”.


Minha amiga, assim como eu quando se trata de culinária, não precisa entender todos os ingredientes para saber o que é um bom jogo de futebol. Infelizmente, no entanto, já deve ter algum tempo que ela não assiste aos confrontos da Seleção Brasileira ou saberia que a coisa anda um pouco diferente. Na próxima terça-feira, por exemplo, tem jogo da Amarelinha, estão lembrados? Um amistoso contra a Bósnia. Quanta animação, quanta beleza, pra não dizer o contrário.

Não acho que o trabalho de Mano Menezes é o pior de todos. Discordo de algumas coisas na escalação como a convocação de Ronaldinho gaúcho (que em minha opinião não tem perfil pra ser líder de grupo nenhum) e acho que um ou outro jogador, como Oscar, poderia ter sido chamado, mas o pior de tudo está na falta de conjunto. Seria uma boa usar os mesmos ingredientes que devem ir à receita das Olimpíadas, pois tenho a impressão que essa massa vai precisar de muito tempo pra cozinhar. A exceção em cima da mesa é Neymar, único jogador que pessoas como a minha amiga, que não reconhecem os ingredientes, vão poder identificar como “alta gastronomia” logo de primeira atualmente.

Pretinho Básico
O amistoso contra a Bósnia no dia 28, às 16h, é o primeiro compromisso da Seleção em 2012. No fim de maio, o Brasil enfrenta a Dinamarca e os Estados Unidos e, em junho, faz mais dois amistosos contraMéxico e Argentina. No final de julho tenta a inédita medalha de ouro nos jogos olímpicos de Londres.

Esporte Fino
A medalha de ouro olímpica é a única conquista que falta no currículo da Seleção Brasileira. Os melhores momentos do Brasil foram dois vices, em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles, e em 1988, nos jogos de Seul. O Brasil ainda possui duas medalhas de bronze, conquistadas em 1996 (Atlanta) e 2008 (Pequim).

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Uma história de amor!

Eu não sou das mais românticas e pra falar a verdade nem sei se isso é uma coisa de mulher ou de torcedor de futebol, mas tenho essa mania de querer misturar futebol com amor. Eu sou daquelas que acha que jogador tem que ser apaixonado pelo time, que uma visita ao estádio tem que ter gosto de encontro de namorados, que beijo na taça deve ter o sabor do beijo que sela um casamento, que bola na rede tem que disparar o coração, que drible é mais gostoso quando tem paixão. É por isso que Ba-Vi pra mim tem enredo de romance. Um caso de amor que completa 80 anos de muita história. De muito futebol.

E já que estamos falando de amor, nada melhor do que examinar os corações dos nossos pombinhos. Do lado tricolor, o peito do torcedor bate tranquilo (até o apito inicial, claro). Depois de um início com indícios de arritmia, o cardiograma do Bahia mostra sinais de que o time está evoluindo e ganhando força. Pra completar, as cinco vitórias consecutivas armaram um cenário romântico ideal para chegada de Falcão.


Na maioria das vezes, os técnicos chegam para apagar o incêndio deixado por outra relação (quem é que nunca precisou de uma outra paixão pra esquecer o ex?). O problema é que nessa situação, muitas vezes, a carência é tão grande que pouco tempo depois percebemos que aquela pessoa não combina com a gente. Melhor quando acontece num momento em que a urgência pode dar lugar a um primeiro encontro menos urgente e mais sedutor. Até porque, Falcão não é o tipo de técnico que não se preocupa em ligar no dia seguinte. A história de amor com ele, em minha opinião, pra dar certo, tem que ser duradoura. É claro que a torcida corre o risco de fazer o papel da tia chata que fica cobrando o noivado, mas será preciso dar tempo a este namoro. De qualquer forma, estou do lado da família que “faz muito gosto” do relacionamento e que torce, principalmente, pra que Falcão consiga imprimir um pouco do seu estilo e pensamento de jogo na nova casa. Seria o início de um namoro sem aqueles três primos, digo, volantes, pra “fiscalizar” o time o tempo todo?

E o Vitória? O cardiograma rubro-negro é um verdadeiro caso de estudo. Quando é pra bater devagar, o Leão quase zera os batimentos para logo depois acelerar novamente, deixando seus torcedores a beira de um infarto de tanta emoção. Tem que examinar esses altos e baixos aí, Cerezo. Seriam os hormônios adolescentes de um grupo jovem os culpados por tamanha oscilação? A experiência de jogadores como Rodrigo, Robston, Lucio Flávio e Geovanni (em forma) será suficiente para acalmar os ânimos?

A verdade é que não faz diferença se sua história de amor com o seu time já dura 80 anos ou se ela está apenas começando. O importante é que você sinta a adrenalina nas veias, que seus joelhos fiquem bambos, que seus olhos brilhem e que todos os beijos, digo, gols, tenham a magia do primeiro. Porque quando é de coração, não se discute, se ama.

Pretinho Básico
Em 2011, a dupla baiana se enfrentou quatro vezes, todas pelo Campeonato Baiano. Nos jogos da primeira fase da competição, cada um venceu um clássico (Vitória por 3×0 e o Bahia por 2×0). Nas semifinais, o Leão levou o primeiro por 1×0 e perdeu o seguinte por 3×2, mas por te melhor campanha, foi às finais.

Esporte Fino
O primeiro BaVi de 2012 acontece 80 anos depois da primeira partida entre Bahia e Vitória. Em 18 de setembro de 1932, o Bahia vencia o Vitória por 3 a 0, num jogo realizado no Campo da Graça, válida pelo Campeonato Baiano daquele ano. Raul (2) e Gambarota marcaram os gols da partida que deu a início a história.

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Um brinde à união!

Me surpreendi com a escolha de Falcão para treinar o Bahia. Assim que soube da confirmação, liguei pra minha mãe (que é apaixonada por futebol e torcedora do Bahia, pra quem não sabe) e contei a notícia. Saudosa dos craques do passado e fã eterna da Seleção Brasileira (além de ter me confessado outro dia que estava com inveja de Toninho Cerezo no Vitória), ela ficou eufórica e logo me perguntou: “E aí, o que você achou?”. Foi então que percebi que não tinha uma resposta na ponta da língua, não tinha opinião formada.

Precisei de um tempo pra pensar, confesso. Li diversos textos, conversei com algumas pessoas e, hoje, ao ouvir Falcão na coletiva de imprensa, tive certeza da minha opinião. Ela começa com um ponto simples, que, tenho certeza, muitos podem achar bobo, mas eu não: Falcão é elegante. Precisamos de mais pessoas como ele no nosso dia a dia futebolístico. Chega de brucutus desagradáveis, prepotentes. E, por favor, não me venham com essa história de que é preciso ser grosso para saber falar a língua dos jogadores. Que língua é essa minha gente? O caminho não deveria ser o contrario? Não deveríamos querer inserir cultura, inteligência e elegância ao mundo do futebol, em vez de repetir essa baboseira de que é preciso ser “xulo” para entrar nele?

O segundo e principal motivo de ter aprovado a chegada de Falcão é pela ideia de um projeto de longo prazo. Da possibilidade de uma reflexão maior do que a “máxima dos três pontos” (algo que, pelo visto, nem o próprio Internacional assimilou na passagem relâmpago de Falcão por lá). Não são todos os técnicos e profissionais desse meio que têm a capacidade de participar dessa discussão. Falcão é um deles e o Bahia sai na frente se realmente acreditar nisso tudo aí de cima. Se estiver disposto a bancar essa nova mentalidade, se tiver pulso firme pra dizer para torcida “pera lá” quando a cobrança por um bom resultado surgir num momento difícil. Se a direção do Bahia realmente tiver essa consciência, as chances de estarmos presenciando o início de algo histórico para o clube aumentam.

Outro ponto importantíssimo é o retorno de marketing que a chegada de um personagem como Falcão pode trazer ao clube baiano. As possibilidades são infinitas, basta pesquisar rapidamente a repercussão que a apresentação do técnico no Bahia teve na mídia nacional e internacional. Sobre o assunto, leiam matéria de Eduardo Rocha, publicada hoje no Correio*.

Como bem disse o sempre sensato e excelente colega de profissão, Éder Ferrari, nesse texto aqui, qualquer treinador é uma aposta.  Como num casamento, não dá pra saber se vai dar certo, mesmo que ninguém se case imaginando um divórcio.  Mas, há casos, no entanto, em que a gente fica mais propícia a acreditar no amor. Felicidades aos pombinhos tricolores!

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Kits de novos uniformes do Bahia e outros times inovam na apresentação

No lançamento dos novos uniformes fornecidos pelo Nike, realizado na última sexta-feira no Rio de Janeiro, muitos torcedores do Bahia reclamaram da semelhança com o modelo anterior. Não há grandes inovações na camisa, realmente, mas o kit promocional com o novo uniforme do Tricolor é lindo e cheio de significado!

A camisa vem guardada dentro de um patuá (amuleto do Candomblé, que traz proteção e sorte) vermelho, azul e branco repleto de “amuletos” pendurados, como imagens de Nossa Senhora, Yemanjá, figas, fitas do Senhor do Bonfim, búzios, pombas da paz, trevo de quatro folhas, olho grego e duas estrelas douradas, em referência ao bicampeonato nacional do Bahia.

Pra completar, dentro do patuá há um manifesto que exalta a torcida do Bahia, mas para tristeza dos tricolores, o kit com a camisa embalada no patuá não estará disponível para comercialização. Apenas a camisa poderá ser comprada pelos torcedores.

O kit do Internacional não fica pra trás. A camisa do clube gaúcho vem num isopor branco com uma faixa vermelha. Ao abrir a embalagem, o torcedor colorado encontrará diversos cubos de gel que lembram gelo. No meio deles, uma “bolsa de sangue”, onde está a camisa, com a inscrição “Se tem uma coisa que nos identifica é o sangue”. Impactante.

A do Coritiba é menos criativa, mas ainda assim, entra no clima das outras. Já que o clube está no Guinness Book, por ser o time com mais vitórias seguidas do mundo (24 vitórias seguidas no primeiro semestre de 2011), a caixa do kit do Coxa foi feita representa o livro que registra recordes mundiais. E ainda deve vir a do Santos por aí… estou curiosa!

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O futebol que não se entende

Para as moçoilas que não entendem de futebol, eu posso explicar como funciona um jogo de futebol que elas vão entender. Posso contar a história dos times e dos jogadores que elas vão assimilar. Posso levar num estádio lotado pra que elas sintam a paixão de torcer por um escudo e também posso dar play em algumas jogadas de Pelé e Garrincha, tendo certeza que elas vão visualizar o que é um craque. Eu posso ensinar o que é um 4-4-2 e até desenhar uma situação de impedimento sem ter dúvidas que elas saberão reconhecer o esquema e a infração em campo. Meninas, se vocês quiserem, dá pra aprender tudo isso que mencionei, mas tem uma coisa que eu posso tentar explicar durante anos e eu nunca vou conseguir.

Tem uma faceta do futebol, garotas, bem longe do brilho dos dribles, das estratégias de vitória, dos gols dos títulos e das estrelas conquistadas, que nem se eu tentasse durante dias, meses, anos até, eu conseguiria explicar. Esse futebol do “ninguém viu, ninguém sabe”, que varre suas sujeiras pra debaixo do gramado, que passa por cima dos outros, esse, minhas amigas, eu não sei explicar. Esse futebol que deixa empresários mandarem no elenco, que mantem jogadores como Reinaldo e Jones no elenco do Bahia por motivos que estão muito longe das quatro linhas, que passa a mão na cabeça de um Ronaldinho Gaúcho que claramente não está preocupado em respeitar ninguém, que não sabe  valorizar (ou criar) homens além de craques, esse futebol, minhas amigas, esse eu não posso explicar.


Que explicação posso dar eu ao torcedor apaixonado que honra o escudo no seu peito a cada rodada quando um jogador faz juras de amor pelo seu clube, mas na verdade está ali apenas para se projetar, colocar o salário (que você nunca vai sonhar em ter) no bolso e ir embora? Que posso dizer eu do dirigente que engana os verdadeiros donos do time que ele está à frente? Como dizer a alguém, minhas amigas, que esse futebol covarde não cobra caráter e palavra de quem faz gols e ganha títulos.

O futebol arcaico e feio que não reconhece seus ídolos, que acolhe e multiplica “profissionais” amadores, que joga e perde de goleada fora de campo e decepciona aqueles que fazem dele uma paixão, esse futebol canalha, senhoras e senhores, eu não entendo e, quem ama de verdade um escudo nunca poderá entender. O que aconteceu no futebol essa semana, eu, amigas leitoras, não sei explicar. Por que isso, simplesmente, não é futebol.

Bahia
Gosto mais de Márcio Araújo, seus métodos e seu estilo, mas as notícias que chegam é que dificilmente o técnico (atualmente no São Caetano, em São Paulo) vai aceitar o cargo por motivos particulares. O treinador, inclusive, já entrou na Justiça para cobrar dívidas do Bahia, que já teriam sido negociadas. A vantagem de Renato Gaúcho está na habilidade de lidar com jogadores mais rodados, mas é preciso saber até que ponto ele estaria comprometido com o projeto.

PRETINHO BÁSICO
Márcio Araújo assumiu o Bahia em agosto de 2010 e conduziu o clube de volta à Série A de 2011, depois de 7 anos fora da elite. Após o acesso, o técnico deixou o Bahia, que trouxe Rogério Lourenço para a temporada 2011, mas ele durou apenas cinco rodadas do Baianão, sendo substituido por Vagner Benazzi.

ESPORTE FINO
O ex-jogador Renato Gaúcho foi anunciado como novo treinador do Bahia em dezembro de 2009 e fazia boa campanha na Série B do Campeonato Brasileiro, até ser chamado pelo Grêmio, clube onde foi revelado profissionalmente, em 10 de agosto de 2010. Atualmente, Renato está sem clube.

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