Arquivo de março 2012


Tempestade

Heleno de Freitas era tempestade. Não tinha essa de garoa, de pinguinho morno, de chuva passageira de verão. O atacante, que morreu num hospício com apenas 39 anos, era trovoada, relâmpago e enxurrada. Em campo e fora dele, o Heleno galã, craque, elegante, viciado, temperamental, louco, gênio e de tantas outras facetas era uma daquelas tempestades que você se refugia em casa de medo. Ou corre pro meio da rua e se encharca de vida, se tiver coragem.

Quem acompanha este blog sabe que Heleno de Freitas é um dos meus “xodós” do passado (quem lembra que até citei ele nesse post aqui?). Já era fascinada pelos fragmentos das histórias que ouvia do jogador e depois de ler o livro “Nunca houve um homem como Heleno”, de Marcos Eduardo Neves, me apaixonei completamente pela trajetória do ídolo no Botafogo nos anos 40.

Mais de 50 anos após sua morte, nesta sexta-feira, estreia o filme “Heleno – o príncipe maldito”, dirigido por José Henrique Fonseca e protagonizado por Rodrigo Santoro. Em atuação tão brilhante como tantas de Heleno dentro das quatro linhas, Rodrigo dá vida a um dos personagens mais fascinantes que o futebol já produziu. E dentro dos limites da tela do cinema, é justamente ao homem que sugou, mas também deixou, tudo o que era no futebol que você vai ser apresentado. Nos 112 minutos das belas imagens lindamente trilhadas, não espere conhecer a técnica, os dribles e os gols do jogador, mas tenha a certeza que você sairá do cinema com um bom conhecimento do que era o mundo de Heleno com toda a sua intensidade.

Heleno
Direção: José Henrique Fonseca. Com Rodrigo Santoro, Alinne Moraes. Brasil/2010.
Classificação: 14 anos. Drama.
Filme narra a história do jogador do Botafogo Heleno de Freitas, o primeiro galã do futebol brasileiro, cujo destino foi trágico.
Salvador: UCI Orient Iguatemi 2: 11h (M), 13h20, 16h, 18h30, 21h, 23h30 (S). UCI Aeroclube 9: 13h50, 16h15, 18h40, 21h05, 23h30 (S)

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Iguais, porém diferentes

Sabe aquela história de irmãos gêmeos que são iguaizinhos por fora, mas têm personalidades e trajetórias completamente diferentes? Pois bem, um parente distante que der de cara com uma foto de família atual de Bahia e Vitória apostará que a dupla está na mesma sintonia dos gols. Na legenda da foto, para orgulho de papai e mamãe, o número de gols coloca os irmãos baianos juntinhos no topo da lista dos ataques mais positivos do Brasil. Mas as aparências enganam e olhando outras fotos com mais cuidado, dá pra perceber que as marcas nos uniformes do Tricolor e do Rubro-Negro são bem diferentes.

A primeira diferença está na distribuição desses 43 gols. Se nas reuniões de família o Bahia raramente leva uma falta, o Vitória prefere fazer visitas mais dramáticas e menos constantes. Em números, nas 17 partidas já disputadas pelo Bahia nesta temporada, o Tricolor deixou de fazer gol em apenas duas oportunidades, enquanto o parente Rubro-Negro passou em branco em cinco dos 18 jogos que já fez no ano. Depois do primeiro Ba-Vi, que terminou  0x0, o Bahia de Falcão fotografou pelo menos uma bola na rede de cada um de seus adversários. No mesmo período, o Vitória deixou três molduras vazias.

Outro traço bem distante da personalidade dos dois é o lugar onde fazem questão de “se mostrar”. O Bahia é o irmão que não perde a oportunidade, em casa ou na festa do primo do interior, enquanto o Vitória prefere ser o centro das atenções em casa. Os 43 gols do Bahia foram divididos quase  igualmente: são 20 em casa, contra 23 marcados em eventos onde o anfitrião era um parente de fora. Já o Leão balançou as redes de sua Toca 30 vezes, deixando “apenas” outros 13 para longe de seus domínios.

Tem mais. O Vitória é daqueles parentes que já “chegam chegando”. Com 65% de seus gols marcados no 1º tempo, vai logo deixando sua marca, enquanto o Bahia demora um pouco para se familiarizar com o ambiente e deixar 56% de seus gols no 2º tempo. Se o Tricolor guarda a surpresa para o final, com 13 gols marcados nos últimos 15 minutos da partida, o Rubro-Negro apresenta logo seu cartão de visita nos 15 minutos iniciais, já tendo marcado nove vezes neste começo contra quatro do Bahia.

Por fim, uma outra feição bem diferente aparece quando convivemos um pouco mais com a dupla. Apesar dos dois terem aquele artilheiro referência na hora de garantir o gol, o Bahia é mais solidário nesta distribuição. Souza, o goleador do Bahia, com 14 gols, leva “apenas” 32% do crédito pela alegria da torcida. Gabriel e Júnior correm atrás com seis gols cada. No Vitória, Neto Baiano toma a frente na hora do flash e sorri com praticamente metade dos gols de sua equipe (21 de 43). Marquinhos, Gabriel, Uelliton e Mineiro até tentam, mas com apenas três gols cada, estão bem atrás da estrela do Vitória, que hoje defende pela centésima vez o escudo do Leão.

A família pode ser a mesma, mas basta tomar conta dos dois irmãos por 90 minutos que qualquer babá percebe as diferenças entre eles.

PRETINHO BÁSICO
Neto Baiano tem 29 anos e chegou no Vitória em 2009 vindo do futebol paulista (em 2010 ele esteve emprestado para o JEF United, do Japão). Nas duas temporadas em que jogou pelo rubro-negro foi artilheiro. Em 2009, com 22 gols em 35 jogos e, em 2011, com 47 jogos e 19 gols. Em 2012, já são 21 gols em 17 partidas.

ESPORTE FINO
Pelo país, quem chega mais próximo dos clubes baianos na hora de fazer gols são Santos, Figueirense e o Coritiba, com 41 gols cada na temporada. O Fortaleza fez 40, e o também cearense Horizonte balançou as redes 39 vezes. O Figueirense, no entanto, tem a melhor média: fez os 41 gols em apenas 13 jogos.

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Os 234 de Messi no Barcelona

Vale a pena perder 14 minutos e 11 segundos do seu dia para assistir ao vídeo abaixo (dica do blog Brasil Mundial FC). Será o tempo necessário para desfrutar os 234 gols marcados por Messi, no Barcelona. Ontem, no dia 20 de março de 2012, o argentino se tornou o maior artilheiro da história do Barcelona, ultrapassando o espanhol César Rodríguez e tornou-se o soberano na nobre lista do clube catalão. O melhor de tudo é que, como o craque tem apenas 24 anos, já dá pra ficar na expectativa por outros 234. #vamosacompanhar

P.s. Não sei já contei pra vocês, mas os gols de cobertura (uma especialidade cruel de Messi) são os meu preferidos…

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Tv Ora Bolas – BaVi no video game

Já que hoje tem BaVi, aproveitei essa matéria aqui da amiga Daniela Leone para o jornal impresso pra gravar um Ora Bolas suuuuuper especial (eu falo isso de todas as edições né??)!

Amigos na base do Bahia, o lateral-direito Madson e o lateral-esquerdo Masur, agora no Vitória, fizeram um BaVi antecipado divertidíssimo!! Isso mesmo, antes de se enfrenteram de verdade em campo, colocamos os dois frente a frente no video game! Quem será que ganhou?

Pra completar a brincadeira, desafiei os dois para uma partida e, olha, acho que nunca dei tanta risada em uma gravação! Pra descobrir quem ganhou, só assistindo o vídeo, mas conto logo que teve goleadas (no plural mesmo!!!). Aperta o start!

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A inversão da guerra dos sexos

Meninas, eu vou contar uma coisa pra vocês. Se vocês (ainda) não frequentam muito o mundo do futebol, não estão acostumadas aos gritos das arquibancadas e nunca prestaram atenção numa discussão futebolística calorosa numa mesa de bar (e olha que com as redes sociais você não precisa nem estar no bar para presenciar), estão perdendo uma completa inversão de mundo e clichês. Quantas vezes você não ouviu aquela história de que homens são racionais e mulheres são passionais? Que eles sempre analisam as coisas de forma mais fria e nós é que somos as emocionais que deixamos o coração mandar? Inúmeras, não é? Pois sendo verdade ou não, relativo ou não, essa história é completamente invertida no mundo da bola.

Basta uma incursão simples em qualquer bate papo sobre times, craques e escalações que tenha participantes do sexo masculino e feminino. Enquanto os homens bradam insanidades de torcedor, medidas drásticas e opiniões radicais, as mulheres ponderam, analisam friamente e colocam pra fora apenas aquilo que tem alguma comprovação e lógica. Pode reparar.

Homens e mulheres encaram o mundo e o futebol de forma diferente, isso é natural. Mas, se acabo de defender uma tese, estou aqui também para apresentar a exceção. Sim, existe um momento em que torcedores e torcedoras sentem, sofrem, gritam, choram, xingam e batem no peito com a mesma urgência e falta de bom senso da loucura: no clássico. E hoje é dia de Ba-Vi. Noventa minutos para viver fora do seu juízo, seja ele masculino ou feminino. É hora de planejar detalhadamente uma forma de tirar Neto Baiano do time quando ele perder aquele gol, mesmo que ele seja o artilheiro do Brasil, sem culpa. De colocar toda a culpa do gol sofrido  em Falcão, mesmo que ele esteja fazendo um trabalho que há muito tempo não se via no Fazendão. Deixe as cores do seu time falarem mais alto do que questões numéricas e estatísticas.

Agora, esquecendo a emoção só um pouquinho, antes do apito inicial, aqui estão minhas considerações sobre o clássico de hoje.  Pelo momento no campeonato, acho que o Bahia tem uma leve vantagem para o confronto. Desde a chegada de Falcão tem um time mais estável, enquanto o Vitória alterna goleadas entre empates e derrotas. Se Neto Baiano passa por fase inspirada, a criatividade no meio de campo do Leão ainda não é assunto resolvido, enquanto no Bahia, a volta de Gabriel, garçom do time, é promessa de munição para o ataque do Bahia.

Pra completar, estatisticamente falando, dos últimos dez jogos por lá, foram seis vitórias do Bahia, uma do Vitória e três empates. Pelo Bahia, eu entraria em campo com Marcelo Lomba; Madson, Titi, Rafael Donato, Ávine; Fahel, Lenine, Gabriel, Mágno; Junior e Souza. Pelo Vitória, manteria Douglas; Nino, Gabriel Paulista Victor Ramos, Mansur; Uelliton, Michel, Pedro Ken e Geovanni; Marquinhos e Neto Baiano. Na teoria e na razão, dois times ofensivos que deram certo. Na prática e na emoção, só o resultado do clássico poderá dizer.

Pretinho básico
Desde que chegou ao Bahia, na véspera do primeiro Ba-Vi do ano, em 12 de fevereiro, Falcão acumulou seis vitórias e dois empates (sendo uma vitória pela Copa do Brasil). No mesmo período, o Vitória alternou cinco vitórias com três empates e uma derrota (sendo que um empate e uma vitória foram pela Copa do Brasil).

Esporte Fino
Falcão ainda não conseguiu repetir os 11 titulares de uma partida pra outra. Apenas o goleiro Omar e os zagueiros Titi e Rafael Donato estiveram em todas as oito escalações do técnico. Promovendo um rodízio no gol entre Renan e Douglas (mas não apenas por isso), Cerezo também não conseguiu o feito.

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Para descer do Monte Olimpo

A mitologia grega conta que eram 12 os deuses que habitavam o palácio no Monte Olimpo. Lá de cima, Zeus, Hera, Poseidon, Atena, Ares, Deméter, Apolo, Ártemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dionísio comandaram a vida dos seres humanos por eras e mais eras. Foram necessários raios, trovões, heróis, tempestades, mitos e muitos anos até que presenciassem o surgimento de outros deuses. Uma nova geração que nada tinha a ver com os Titãs (os seres supremos que deram origem aos deuses pra quem não lembra). E assim, quase três mil anos depois, estes outros deuses, os do futebol, trataram de fazer a bola e o mundo girar.

Seguindo a lógica, portanto, 12 entidades futebolísticas habitam o Gramado Olimpo. Para cada posição em campo, um deles é o dono da bola. Por isso, para ter uma boa temporada é preciso deixar o seu respectivo deus satisfeito. É o caso da deusa protetora (Atenas) da bola que tem olhado com muito carinho para o goleiro Casillas, (Real Madrid). Nas laterais do campo, o deus mensageiro (Hermes) tem se comunicado bastante na direita com Daniel Alves (Barcelona) e o da agricultura (Deméter) tem colocado muitas sementes nos pés de Marcelo (Real Madrid). Na dupla de zaga, Poseidon é quem tem ajudado Dedé a guiar a nau vascaína pelos mares do futebol e o deus do trabalho (Hefesto) é tem batido ponto ao lado de Thiago Silva (Milan).

À frente da defesa, o trio do Barcelona, Busquets, Xavi e Iniesta, deixa orgulhosos os deuses da caça (Ártemis), da guerra (Ares) e principalmente a deusa da vida (Hera) com tanta fertilidade. A camisa 10 só poderia ser de Messi, uma encarnação perfeita de Apodo, o deus das obras de arte. Por fim, Afrodite anda caidinha de amor por Cristiano Ronaldo e Dionísio tem emprestado seus melhores vinhos para Neymar nos embriagar com seus gols.

O 12° deus da bola (calma, eu não esqueci quantos jogadores são titulares) é aquele que fica fora das quatro linhas e tem a liberdade de dar uns passes por aqui pra convocar um mortal pra participar de um joguinho mitológico. E esta semana, ele resolveu dedicar um tempinho maior aos mortais. Como nos ensina a mitologia grega, da união entre deuses e mortais nascem os heróis e Messi e Neymar são exemplos modernos do extraordinário num futebol cada vez mais linear. Deixem de lado a preocupação se alguém diz que Messi é melhor que Pelé (ou Maradona, Zico, Zidane) ou Neymar é apenas um moleque. Qualquer que seja a sua opinião, saiba aproveitar o privilegio de estarmos vivendo uma “Ilíada” própria do nosso tempo.

Infelizmente, eu não estava por essas bandas para ser um dos súditos do reinado de Pelé e também não subi às nuvens com os dribles de um anjo torto chamado Garrincha. Não me perdoaria, portanto, caso perdesse a “Odisseia” do futebol do meu tempo. Aproveitem. Diferente de nós, os deuses são imortais, mas também possuem características de seres humanos e, por isso, podem ser ciumentos, traidores e rabugentos. Se eles também decidiram emprestar características de deuses a alguns mortais, melhor não contrariar.

Pretinho Básico
Na partida contra o Bayer Leverkusen, pelas oitavas de final da Liga do Campeões, na última quarta-feira, Messi se tornou o primeiro jogador a marcar cinco gols numa mesmo jogo em uma edição na competição. No Barcelona, Messi, que tem 24 anos, foi eleito melhor do mundo pela Fifa pela terceira vez seguida no início de 2012.

Esporte Fino
Com apenas 20 anos, Neymar já tem no currículo dois campeonatos paulistas (2010 e 2011), uma Copa do Brasil (2010) e uma Libertadores (2011). Pela Fifa, recebeu o prêmio Puskas pelo gol mais bonito de 2011 por lance que ocorreu na derrota por 5×4 do Santos para o Flamengo, na Vila Belmiro, em 27 de julho.

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Gente,

Muito, muito obrigada pelo carinho após minha participação na série de reportagens sobre mulher no futebol do Bom Dia Brasil. É esse retorno de vocês (e os jogos de futebol, claro) que fazem todo o esforço valer a pena!! 😉

Pra quem não viu ainda ou quer rever, a matéria está disponível aqui!

Mulheres se fazem presente no jornalismo esportivo

Hoje em dia as profissionais que cobrem futebol estão em grande número, nas redações, nos estádios e as barreiras são bem menores. Jornalistas contam histórias curiosas durante o trabalho com o futebol.

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Quando o amor custa a renascer

Todo mundo tem um namorinho de criança/adolescência que deixou saudades. Aquele primeiro (segundo ou terceiro também vale) amor que tinha ares de conto de fadas. Era lindo e você tinha certeza que o final só poderia ser feliz. Mas, de repente, não mais que de repente, os pais do objeto do seu encanto resolvem se mudar para outra cidade e levam a sua felicidade pra longe. Depois de um tempo, claro, a vida volta a ter graça, você encontra novos amores, se decepciona com o cupido, namora, se enrola e segue em frente. Mas a fantasia daquele namorinho nunca sai da sua imaginação.

Um belo dia, então, você recebe a notícia de que ele (ou ela) voltou para a cidade. É o que basta para suas expectativas de uma grande história de amor voltar a acontecer. No início, realmente, tudo é perfeito e ele te ganha de goleada, como anos atrás. Mas, é então que você percebe que muita coisa mudou, que a ousadia do menino que te fisgou virou irresponsabilidade, que o diálogo não batia e que o sonho que você criou na sua cabeça começava a virar pesadelo. Logo agora, num momento que você tanto precisava e logo com ele, que você esperou tanto para reencontrar.

Decepção. É exatamente esse sentimento que assola a menina desta história  e também a torcida do Vitória (não, qualquer semelhança com a realidade rubro-negra não é coincidência). Cerezo voltou para o Vitória trazendo ótimas lembranças de sua outra passagem pela terrinha para o torcedor. Com duas goleadas nos três primeiros jogos, a expectativa de uma grande campanha encheu o peito rubro-negro que ainda contava com a semelhança de um time com promessas da base como aquele de 1999 comandado por Cerezo. Parecia o reencontro perfeito. Parecia, do verbo “não aconteceu”.

Ao  final de 12 jogos, a promessa da grande história de amor se transformou num relacionamento repleto de tapas e poucos beijos. O time não se entende, não consegue dialogar, os reforços que chegaram não se encontram, a aposta da base não resolve e até o que parecia funcionar na relação acaba sendo machucado. Na última sexta-feira, teve DR (discussão de relacionamento) na Toca do Leão. Pode ser o início de um acerto, mas há muito mais para se discutir e repensar. Seria mais fácil se a solução fosse apenas o fim do namoro. Não acho que seja. A pior notícia, no caso do fim desse relacionamento, é que os tapas não irão embora na hora da mudança.

Bahia
Se o Vitória pena com um amor que deu certo no passado, o Bahia arriscou num namoro, de início, inusitado, mas que vai muito bem, obrigado. Em lua de mel, o time tricolor ganhou um técnico sensato, que toma boas decisões e que em pouquíssimo tempo já conseguiu imprimir um estilo de jogo que agrada a torcida. Por enquanto, o discurso de um time mais compactado do meio para a frente e que além do resultado, busca ser lembrado pelo bom futebol não ficou na promessa de conquistador.

PRETINHO BÁSICO
Cerezo comandou o Vitória pela primeira vez entre julho e dezembro de 1999. Naquele ano, depois de um começo irregular, o Leão garantiu a classificação para os play-offs (melhor de três jogos pelo regulamento daquele ano) e venceu o  Vasco, mas foi eliminado pelo Atlético-MG nas semifinais do Campeonato Brasileiro.

ESPORTE FINO
Ao fim da 12ª rodada do Campeonato Baiano de 2011, o Vitória tinha oito vitórias, duas derrotas (Colo Colo e Bahia) e dois empates (Bahia de Feira e Atlético). O aproveitamento do período foi de 72,2% enquanto o deste ano é de 55,6% com cinco vitórias, cinco empates e duas derrotas.

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