Arquivo de junho 2012

Novidadinhas

1. Perceberam que o topo do blog mudou?? Pois bem, depois de mais de dois anos da criação do blog, uma repaginada no visual foi mais do que bem vinda por aqui! E quanta coisa mudou e aconteceu de lá pra cá né? Perdemos uma Copa do Mundo, o Bahia voltou para a primeira divisão e foi campeão baiano depois de 10 anos sem um título, enquanto o Vitória, ao contrário, caiu para a Série B. Fluminense e Corinthians colocaram mais uma estrela na camisa,  a Espanha ganhou seu primeiro título mundial e Messi, bem, Messi segue sendo o melhor do mundo. Tanta coisa mudou… Futebol, ora bolas! =)

Espero que gostem do novo visual criado pela queridíssima e talentosa Morgana Lima, diagramadora do Correio*.

2. Neste sábado, quem estiver com saudade da minha carinha redonda e feliz no vídeo, se liga na SporTV às 20h30! Estarei pitacando na mesa do Troca de Passes, logo depois da rodada do dia!

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A sangue frio

Quente e frio. Grito e sussurro. Visceral e racional. Embriagante e eficiente. Tradição e ineditismo. Catimba e indiferença. Camisa e time. Argentinos e brasileiros. Boca e Corinthians.

Uma final de Libertadores como nunca houve antes. Que ousa colocar frente a frente o mais fervoroso dos escudos de futebol cara a cara com um dos grupos mais frios e calculistas que o Brasil já fabricou.

No jogo coletivo de Tite, não sobra talento, brilho de craque e dribles, mas transborda obediência, equilíbrio e frieza. O que mais poderia ter segurado os avanços de Neymar se não um banho de água fria numa matada de bola gélida, seguida de um chute cirúrgico? Com exceção da melhor dupla de voltantes do país, os jogadores do Corinthians não são acima da média (dá pra citar facilmente outros dois ou três times brasileiros com peças individuais de mais qualidade), mas possuem a característica de não se derreter mentalmente nas horas decisivas.

E talvez essa baixa temperatura seja a mais eficiente contra o Boca, principalmente na Bombonera, símbolo maior de todo o calor que o futebol pode injetar em nossos poros. Porque o Corinthians não vai enfrentar uma daquelas equipes fantásticas e encantadoras do Boca do começo dos anos 2000 que queimou sem pena Palmeiras, Santos, Grêmio, mas, ainda assim, vai visitar o inferno. Vai ouvir como uma bomba o borbulhar do sangue fervendo nas veias por baixo da pele de cada jogador que vestir azul e amarelo. Pode ter certeza, o Corinthians vai sentir o bafo quente das outras nove vezes que o Boca deixou suas garras por lá, na final da Libertadores. E não vai poder tremer.

O Corinthians vai sentir o bafo quente das outras nove vezes que o Boca deixou suas garras por lá, na final da Libertadores. E não vai poder tremer

Até porque, taticamente falando, não há muito o que desvendar. Os dois, inclusive, têm uma proposta de jogo parecida (apesar de esquemas diferentes, Boca joga no 4-3-1-2 e Corinthians no 4-2-3-1): defesa bem armada, forte marcação no meio de campo e obediência tática. No entanto, o Corinthians sabe se fechar melhor que o Boca (tomou apenas três gols, contra sete do adversário), e nesse quesito, a água fria brasileira pode apagar o fogo argentino. Pra completar, como o primeiro jogo acontece na casa do dragão, é de se esperar que ele arrisque um pouco mais. É aí que a marcação por pressão pode frear a febre do Boca e encaixar um contra-ataque. A má notícia é que o camisa 10 que toma conta do vulcão é ninguém menos que Riquelme. Ele não é mais o mesmo jogador de uma década atrás, claro, mas ainda assim tem o poder de controlar o termômetro da partida.

Pra mim, não há dúvidas de que o Corinthians tem grandes chances de fazer nevar um título inédito nas arquibancadas do Pacaembu, no dia 4 de julho. Mas é claro que a previsão do tempo pode mudar completamente durante os 180 minutos em que a frente fria brasileira se chocar com o ar quente argentino. Se estamos falando de futebol, e não de um passeio na praia, boa parte da graça está em não saber se você vai precisar do casaco.

PRETINHO BÁSICO
Fundado em 1905, o argentino Boca Juniors é um dos times com o maior número de conquistas em todo o mundo, com destaque para seis títulos da Libertadores (incluindo 2000, 2003 e 2007 em cima de Palmeiras, Santos e Grêmio, respectivamente) e para os seus três títulos intercontinentais (antecessora do Mundial da Fifa).

ESPORTE FINO
A campanha do Boca até a final foi construída com oito vitórias, três empates, apenas uma derrota (diante do Flu, na fase de grupos), 18 gols a favor e 7 contra. O Corinthians ainda não perdeu, tem sete vitórias, cinco empates, marcou 19 gols e levou três. Na história do confronto, Corinthians nunca venceu o Boca.

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Idiomas distintos

Quando saí de férias e embarquei para lugares onde o futebol brasileiro não estava na televisão às quartas e aos domingos (e terças, sextas e sábados), o Bahia ainda comemorava o título do Campeonato Baiano. Rafael Donato ainda era herói tricolor, o aproveitamento do Bahia estava acima dos 70% e os torcedores estavam acostumados a gritar gol.

Quando deixei de ouvir pessoas falando português e parei de acompanhar as reclamações e opiniões dos torcedores nas redes sociais, o Vitória ainda lamentava o empate com o rival que lhe tirou o título, conquistado pelo Leão em oito oportunidades nos últimos onze anos. As laterais do Rubro-Negro eram um problema crônico e Neto Baiano tinha “apenas” 31 gols marcados na temporada. Os dois times baianos também ainda estavam na disputa pela Copa do Brasil.

Tá certo, tá certo, as laterais do Vitória continuam sendo um problemão, mas de resto, muita coisa mudou e até se inverteu. Vamos começar pelo Bahia, que trocou o grito de campeão pelos apelos de contratação na arquibancada. Já era de se esperar. O Campeonato Baiano e o Brasileiro são tão parecidos como russo e aranês (idioma falado no Vale de Arão, uma comarca espanhola situada nos Pirineus, na Catalunha). O que não funcionava no Bahia no estadual, como a falta de alguém que pense o jogo no meio campo, as falhas na defesa e a dependência de Gabriel e Souza (incluindo assistências e gols, a dupla participou de 65% das vezes que o Tricolor balançou as redes na temporada), era compensada pela baixa qualidade das outras equipes. E isso vai doer no torcedor, mas não é à toa que o Bahia ainda não ganhou de nenhum time expressivo no ano (e pode incluir o Vitória aqui, sim, senhor). Ainda estou falando a língua de quem acredita que o Bahia não cai para Série B, mas ainda há muitas palavras no novo idioma chamado Brasileirão a serem aprendidas. Diretoria e comissão técnica precisam estar fluentes no desafio. Trava-línguas pelo caminho é o que não vai faltar.

O Vitória, depois de um início de temporada onde ora falava com fluência, ora esquecia o ”bê-a-bá”, parece ter encontrado uma linha de raciocínio mais satisfatória. Trocou aquele idioma ruim do vice-campeonato para falar uma língua que não tem mistério, mas precisa de dedicação.  O que não mudou, e que vimos na final do Baianão, é que não falta raça ao Vitória. Com todas as suas letras no alfabeto, dá pra pensar em título da Série B, sim. Basta não enrolar a língua com invenções. Zagueiro é zagueiro e meia não é atacante. Com a volta de Nino, Marquinhos deve render mais, como acontece com Tartá, pela esquerda, ao lado de Mansur. Claro, não dá pra esperar ou dizer que não existirão erros, mas pra início de conversa, o Vitória deu uma boa afiada na língua.

Pretinho Básico
Em 2011, ao fim da quarta rodada do Brasileirão, o Bahia tinha os mesmos dois pontos que tem neste ano. Na estreia, perdeu para o América-MG por 2×1, empatou em 3×3 com o Flamengo na segunda rodada, perdeu para o Grêmio por 2×0 em seguida e no quarto jogo, empatou com o Atlético-MG.

Esporte fino
Com quatro vitórias, um empate e uma derrota, o rubro-negro baiano tem campanha melhor em 2012 do que no mesmo momento do ano passado. Em 2011, dos seis primeiros jogos do campeonato, o Vitória venceu três, empatou um e perdeu dois. Estava na quinta posição, a três pontos da Ponte Preta, então líder.

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