Arquivo de dezembro 2012

Por um 2013 de mais futebol

Quando somos pequenos, queremos sempre o maior sorvete, o melhor brinquedo e muitos, muitos, muitos presentes. Minha mãe tem um vídeo, que já é famoso na família, de um Natal antigo (e que é lembrado todo fim de ano) onde eu conto e reconto os presentes enquanto faço um discurso indignado para a câmera porque recebi um a menos que meu irmão. Coisa de criança. É normal também que a gente se comporte da mesma forma com o futebol. Queremos que nosso time seja o maior de todos, ganhe títulos e faça muitos, muitos, muitos gols.

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Com a idade, assim como passamos a desejar outros tipos de presentes na nossa vida que nada têm a ver com tamanho ou quantidade, deveríamos aprender a valorizar, também no futebol, outras coisas além do resultado nu e cru ali na nossa frente. Sim, a gente continua torcendo por todos os títulos possíveis e imagináveis quando se trata do nosso time até que a morte nos separe e não há nada de errado nisso. Não se trata de não valorizar a vitória. Os grandes times que não abandonam nunca nossas memórias foram também grandes vencedores, mas eles não significariam metade do que são se não fosse pelos valores humanos e também lúdicos contidos em cada um deles, independente da foto final ter uma taça ou não.

São essas coisas, por exemplo, que nos fazem dar tanto valor (ou até mais, a depender dos critérios e lembranças) à Seleção de 1982, que parou no segundo jogo da segunda fase da Copa do Mundo, quanto à de 1994, que conquistou o tetra.

A questão é que a evolução natural, aliada à indústria bilionária na qual o futebol se transformou, criou adultos que não enxergam além dos desejos infantis de resultados, números e imediatismo. Adultos que não sabem sonhar como as crianças, ainda que amadureçam com a idade. É por isso que o futebol brasileiro caminhou tanto pra trás. Em vez de aprender a somar o futebol coletivo dos grandes da Europa ao nosso jogo, iniciou-se a era dos chutões, jogadas aéreas, volantes e contra-ataques. Claro que às vezes dá certo. Mas aí voltamos praquela historinha da criança que escolhe o maior presente embaixo da árvore, sem saber que a caixinha pode ter mais valor.

Portanto, eu desejo sim que seu time seja campeão. Que ele tenha o ataque mais positivo. Que ele levante todas as taças possíveis e que conquiste todos os prêmios que você souber da existência. Mas, acima de tudo, eu desejo que seu time tenha mais valor pra você em 2013. Que ele coloque estrelas que tenham brilho no seu escudo. Que ele te faça sonhar não só no apito final, mas nos 90 minutos de cada jogo. Que ele te dê ídolos e memórias e que você tenha, então, um ano de mais futebol, mesmo que com menos resultados. Feliz 2013!

Pretinho básico
Na Copa do Mundo de 1982, o Brasil deixou a vaga nas semifinais para a Itália ao perder por 3×2 para Azzurra no segundo jogo da segunda fase (na época, as quartas de final eram chaves de três equipes e só uma passava). A Itália havia vencido a Argentina por 2×1, e o Brasil por 3×1. A Itália foi campeã em cima da Alemanha.

Esporte fino
Outras seleções estrangeiras também marcaram época mesmo sem conquistar o título mundial. É o caso da Hungria, famosa pelo craque Puskas, vice-campeã em 1954, diante da Alemanha e da Holanda de Johan Cruyff, conhecida como Carrossel Holandês, que foi vice em 1974, também diante da Alemanha.

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Improvável e impossível

Cinco anos é um tempo justo. Um período satisfatório para sabermos, por exemplo, por que o Corinthians chegou ao topo do mundo ou por que Bahia e Vitória estão onde estão. Pelo novo ranking da CBF, que leva em conta o desempenho dos times em torneios nacionais nos últimos cinco anos, portanto, o Vitória, na 15ª posição, ultrapassa o Bahia, em 17°. Uma virada histórica, justamente, porque as novas regras privilegiam o momento atual e não o passado.

O torcedor tricolor pode esfregar suas duas estrelas na cara do rubro-negro, mas o fato é que, de 2008 pra cá, o Vitória foi vice-campeão da Copa do Brasil e disputou a Série A em três oportunidades, com direito a uma 10ª posição em 2008. No mesmo período, o Bahia jogou na elite em apenas dois anos, sem nunca nem figurar na primeira metade da tabela, e, somente em 2011, terminou à frente do Vitória na Copa do Brasil. Sem falar nos três estaduais pro lado rubro-negro contra apenas um tricolor, que não entram na soma da CBF.

Quem acompanha esta coluna sabe que não sou daquelas que se apegam apenas a números, rankings e títulos. O torcedor pode (e deve) usá-los na hora de brincar, provocar, comemorar, mas, no fim das contas, o que tiramos desses cinco anos da dupla baiana? Evoluíram, aprenderam, começam um novo ciclo com mais pontos negativos do que positivos?

Se o ranking fosse ao contrário, de quem perdeu mais ponto, garanto que a posição da dupla seria “melhor”. Não é uma questão de comparar, por razões óbvias, mas será que Bahia e Vitória não poderiam aprender, por exemplo, com o Corinthians, que se reinventou e se reconstruiu nesses cinco anos? Infelizmente, não estou cogitando aqui a possibilidade de Bahia e Vitória irem da segunda divisão para o título mundial, como fez o Corinthians. O que não dá é pra simplesmente culpar o regulamento se seu time ficou fora da disputa pelo título. Se o futebol atual, em geral, e a principal competição nacional, especificamente, beneficiam a organização, o planejamento, o aprendizado, a administração, por que não seguir esse caminho?

O trabalho sensacional de marketing desenvolvido pelo Corinthians, não poderia servir de exemplo para o Bahia? Alguém duvida do retorno de uma torcida que faz o que faz, ano após ano, mesmo longe de casa, sem grandes ídolos na atualidade e sem grandes conquistas? O êxito obtido pelo Internacional com seu programa de sociotorcedor não é uma alternativa importante para gerar receita fixa, fidelizar a torcida, potencializar a marca e, consequentemente, trazer novos investidores?

Eu não acredito que, nos próximos cinco anos, Bahia e Vitória lutem pelo título do Brasileirão. É um sonho absolutamente improvável. Se continuarem de braços cruzados (ou com os dedos apontados para os outros) e com as chuteiras em cima da mesa, no entanto, mais do que improvável, será impossível.

Pretinho básico

O Vitória é o nordestino melhor colocado no novo ranking da CBF. Entre os 20, o Bahia aparece em 17° e o Sport em 19°. Outros nove nordestinos estão entre os 50 mais bem classificados.  Fluminense, Corinthians, Vasco, São Paulo e Grêmio, em ordem decrescente formam o top cinco.

Esporte fino

O antigo modo de pontuação levava em conta todos os campeonatos nacionais desde 1959, ano em que o primeiro campeonato abrangendo todo o país foi disputado. O Palmeiras liderava seguido por Santos, Vasco, Grêmio, Flamengo. O Bahia (que liderou de 1959 a 66) estava em 14º lugar e o Vitória em 20º.

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Sente-se, se for capaz

Há dois anos, assisti a uma partida do Barcelona no Camp Nou com uma amiga. Compramos os ingressos pelo site oficial alguns dias antes. Como as cadeiras, numeradas, são dos sócios e eles apenas liberam a venda de seus lugares quando confirmam que não vão ao jogo, não é muito fácil encontrar assentos juntinhos esperando por você. E nós não encontramos. Compramos cadeiras relativamente próximas. Para nossa sorte, choveu muito em Barcelona no dia e como nossos ingressos eram para a parte descoberta, muitos torcedores não foram ao estádio e conseguimos sentar uma ao lado da outra para ver Barcelona 4×1 Tenerife (com direito a dois gols de Messi).

Contei toda essa historinha porque, hoje, em Fortaleza, será inaugurado o primeiro dos 12 estádios brasileiros construídos ou reformados para a Copa de 2014. O primeiro de uma leva de estádios modernos e brilhantes bem próximos dos da Europa e muito diferentes da realidade do Brasil.

Não tenho dúvidas de que a proposta de entretenimento que eles trazem funcionará na Copa do Mundo e das Confederações. O público que vai a estes eventos não é o mesmo do clássico local na final do estadual. O torcedor de Copa do Mundo que compra ingresso com cartão de crédito no site da Fifa faz aquilo uma vez ou outra na vida e, em grande parte, assimila o pacote festa, show e futebol que lhe é vendido. É outra realidade, nem certa nem errada. É apenas diferente.

O que me preocupa é como o torcedor típico brasileiro vai receber essa nova era do futebol. Vai assistir aos jogos sentado? Vai respeitar a numeração dos assentos? Como as torcidas organizadas farão para que seus integrantes fiquem lado a lado? Todos preservarão o “patrimônio” na hora de uma derrota, de um rebaixamento, de uma goleada humilhante num clássico?

Temo que não. Se inserido na nossa cultura o modelo já não dá tão certo (vide os estádios vazios no Brasileirão passando pelos diversos e recorrentes exemplos de violência e vandalismo que presenciamos), imagine mergulhado numa cultura futebolística bem distante da nossa? E, sim, também é uma questão de educação. O brasileiro não gosta de regras. O cara acha que você que tem que levantar pra ver o campo e não ele que tem que sentar. Apenas um exemplo dos vários (muito mais sérios, inclusive) que podemos citar.

Nenhuma das duas coisas irá mudar de atacante para goleiro de repente e receberemos (pagaremos) esses estádios sem que essa realidade seja ao menos discutida. Ainda esta semana, teremos a inauguração do Mineirão. Cadeiras já estão sendo colocadas na Fonte Nova, mas, me diga, você viu alguma campanha de conscientização por aí? A CBF, os clubes, as federações, ou alguém que deveria, parecem estar preocupados? Melhor sentar numa poltrona confortável (ou não) pra esperar essa resposta.

Pretinho basico
A inauguração do Castelão acontece hoje, mas o jogo inaugural do estádio de Fortaleza acontecerá apenas no dia 27 de janeiro, com uma rodada dupla entre Ceará x Bahia e Fortaleza x Sport, válida pela Copa do Nordeste. O estádio receberá três jogos da Copa das Confederações, em junho de 2013, e mais seis partidas do Mundial.

Esporte fino

O Mineirão será a segunda arena entregue para a Copa, após dois anos e meio fechado para reforma, na sexta-feira (21/12). O jogo inaugural será o clássico Cruzeiro x Atlético, na abertura do Mineiro, em fevereiro. O jogo inaugural da Fonte Nova está previsto para o dia 29 de março, data da fundação de Salvador.

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Sei que vocês estão acostumados com minhas colunas sobre futebol, mas hoje escrevi um artigo para o guia cultural do CORREIO e também deixo o registro aqui. Há muito tempo não escrevia algo que não fosse sobre esporte e vocês vão saber um pouco mais sobre a mim com a leitura!

Para ler no site: Clara Albuquerque: Baiana não praticante

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A Linha da Bola de Natal

Gol Gol Gol! Já é Natal!!! E como uma pessoa bastante imparcial (só que não) neste assunto, gostaria de sugerir um ótimo presente para este Natal! =)

O que? Livro A Linha da Bola – Tudo que as mulheres precisam saber sobre futebol e os homens nunca souberam explicar!”, de Clara Albuquerque. SAIBA MAIS AQUI.

Quando? Agora mesmo!

Pra quem? Namoradas, amigas queridas, amigos secretos da família, do trabalho, da faculdade.

Quanto? R$30 + frete com direito a dedicatória especial! Olha que fofo!

Como? Diretamente comigo! É só me mandar um tweet (@claalbuquerque), uma mensagem na página do Facebook, deixar seu e-mail aqui nos comentários ou mandar um sinal de fumaça que entro em contato e explico tudo direitinho! =)

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Somas e subtrações de Bahia e Vitória

Agora que fechamos a conta da temporada de Bahia e Vitória, vamos dar uma olhada no que foi soma e no que foi desconto? A renovação do Bahia com Jorginho, por exemplo, somou pontos ao tricolor. Começar o ano com o técnico que garantiu a quinta melhor campanha do segundo turno no Brasileirão, com o elenco que ele tinha nas mãos, só pode ser positivo.

Já pelo lado rubro-negro, contratar Caio Júnior como a quinta opção no ano, não me parece muito bom. O treinador não teve bons resultados nos últimos clubes brasileiros por onde passou, incluindo o Bahia, não agradou a torcida e não tem o perfil pra melhorar um problema grave na Toca, onde todo mundo quer pitacar em tudo.

Seguindo os cálculos, o Bahia disse que vai dar mais chances à sua base depois de dois anos apostando (e fracassando) em jogadores de fora. Ponto positivo pro tricolor. E se os meninos da base estão dando um show na Copa do Brasil Sub-20 e podem ser bons reforços para 2013? Pode somar uns zerinhos à direita também, mas dessa vez para o rubro-negro.

E quantos pontos negativos podemos dar a um time que começará o ano obrigado a manter medalhões que não deram certo em 2012? Muitos. É de perder as contas negativas de quem tem uma folha inchada com Zé Roberto, Kleberson e Claudio Pitbull. Nem todo o valor de destaque de Gabriel na temporada pode compensar, ainda mais se o garoto deixar o clube. Aí é que a conta vai ficar roxa de tão vermelha, daquelas de mandar pendurar pra pagar no ano que vem.

No embalo de tanta subtração, também descontaremos pontos e mais pontos para o Vitória por perder seus principais jogadores: Pedro Ken, Victor Ramos, William e Deola. Ao menos, pagando a Série B que estava devendo, o Vitória vai receber uma graninha extra na Série A.

Pra fechar a continha, vamos somar muitos pontos pelo que vimos nas arquibancadas dos dois times. O Bahia fechou 2012 com a sexta maior média de público da temporada, levando cerca de 18.981 pagantes por jogo (vamos combinar que tem potencial pra muito mais). Já o Vitória terminou o ano em nono, colocando uma média de 16.192 rubro-negros no Barradão, na frente de times como o campeão Fluminense e Flamengo.

Brasileirão
Aproveitando, acerto também as contas das minhas apostas do Brasileirão. Pois bem, antes do início do campeonato (nesta coluna aqui), meu G4 tinha Fluminense, Vasco, Santos e Corinthians e os rebaixados eram Sport, Náutico, Portuguesa e Figueirense. No total, três acertos de oito. Fiquei devendo.

Faltando dez rodadas para o fim, no entanto, voltei a pitacar na coluna do colega Marcelo Sant’Ana. Cravei o Fluminense campeão, Grêmio e Atlético-Mg no topo. Errei em insistir com o Vasco, no lugar do São Paulo. Na parte triste da tabela, paguei por Atlético-GO, Figueirense, Sport e Palmeiras garantindo o cálculo (bem mais fácil, claro) de sete acertos de oito possíveis.

Pretinho basico
Com 25.222 torcedores por jogo, o Corinthians teve a maior média entre todas as séries do Brasileirão, seguido de Santa Cruz (na Série C), São Paulo, Grêmio e Sampaio Corrêa (time de São Luís, do Maranhão, que disputou a Série D). Entre o Bahia e o Vitória, Atlético-MG e Sport garantiram a sétima e oitava médias.

Esporte fino
Em 2011, na sua volta à Série A, o Bahia garantiu a terceira média de público da temporada, levando 22.741 tricolores por jogo à Pituaçu. Já o Vitória, ficou apenas com a 17° colocação no ranking, com uma média 11.850. O Santa Cruz (36.916) e o Corinthians (29.424) levaram os dois primeiros lugares em 2011.

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Por um espetáculo de melhor categoria

Todo mundo já assistiu alguma vez na vida àquele número em que um mágico (ou malabarista?) acorrentado de todas as formas possíveis tenta sair sozinho de dentro de uma caixa trancada com diversos cadeados. De olhos vidrados, a plateia acompanha apreensiva a saga do “herói”.

Eu não gosto muito de mágica, mas, enquanto quem está preso é um desconhecido, até que a situação pode ser divertida. O problema é quando quem está ali de mãos atadas é alguém muito querido. É exatamente essa a sensação que tenho com o Bahia: de um time que passou todo o campeonato tentando se safar de uma situação em que ele mesmo se colocou sem ter muita opção de fuga.

Na última rodada, no empate contra o Náutico, a opção no ataque tricolor era Souza. Pouco depois dos 15 minutos do primeiro tempo, no entanto, o artilheiro se contundiu e teve que deixar o gramado. Jorginho olhou, então, para o banco. Com todo o respeito aos profissionais que estavam sentados por lá, ele deve ter tido vontade de chorar. Se o time titular já se embaralha sozinho nas correntes, imagina o reserva…

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No segundo tempo, então, o comandante substituiu Zé Roberto, que não fez nada o jogo inteiro, por Victor Lemos, um volante. E o Bahia tomou o gol que adiou a permanência do time na Série A. Sim, todo mundo sabe que a chance de levar um gol aumenta na medida inversa à que você recua o time. Mas, me contem aí, a questão principal aqui é o Bahia ter tomado um gol com Victor Lemos em campo?

Entendam, a questão não é defender ou culpar Jorginho (mesmo que ele tenha tomado a decisão errada). O Bahia já era refém de si mesmo e, portanto, se encontrava nessa situação muito antes dele. Ou a gente já não falava, desde a demissão de Falcão, lá na 10ª rodada da competição, que o problema do Bahia estava dentro dele, no elenco?

O Bahia foi acorrentado, amarrado, amordaçado e preso dentro de uma caixa trancada a cadeados por ele mesmo (ou, no caso, quem toma as decisões por ele). O número de mágica apresentado por Falcão, Caio Júnior, Jorginho, ou quem quer que subisse ao palco, nunca poderia ser o de um troféu que sai da cartola.

Hoje, contra o Atlético-GO, na última rodada, o Bahia ainda tem a chance de se livrar do rebaixamento, sem “pedir” a ajuda de ninguém que venha a ter a chave dos cadeados tricolores. Como uma criança que espera a salvação do mágico até o último minuto, acredito no Bahia. É muito, muito triste, no entanto, ver a plateia tricolor ter que passar por apresentações de mágicos desta (quinta) categoria. Que os responsáveis pelo teatro saibam fazer escolhas melhores para os próximos espetáculos.

Pretinho básico
Em 2011, depois de ficar sete anos longe da Série A, o Bahia fisgou a última vaga para a Sul-Americana, terminando o campeonato em 14º lugar, com 46 pontos, 11 vitórias, 14 derrotas e 43 gols marcados. Neste ano, garantindo três pontos hoje, o máximo que pode chegar é até o 13º lugar, a depender dos outros resultados.

Esporte fino
O Bahia começou o ano sob o comando de Joel Santana. Falcão substituiu o técnico no início do Campeonato Baiano, vencido pelo Bahia. Demitido após a goleada (4×0) sofrida pelo Bahia diante do Fluminense, em julho, Falcão foi substituído por Caio Júnior, que também deixou o time no fim de agosto, para a chegada de Jorginho.

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