Arquivo de março 2013

Falta constelação

Antes do jogo contra a Itália, escrevi que seria uma boa se um raio (daqueles que muda tudo) caísse sobre a Seleção Brasileira e ela voltasse a ser a primeira do ranking, a representante do futebol bonito e imprevisível, a camisa que emocionava o país inteiro, a “dona” do melhor jogador do mundo e a ser favorita contra a Itália (e a Inglaterra, Espanha, Alemanha, Rússia…).

É claro que esse raio não caiu e a Seleção continua tendo um monte de trovões pra resolver. Mas, tem uma coisa que me incomoda muito mais do que Neymar não render como no Santos, de Hulk ser um titular possível na cabeça de Felipão, de um empate com a Rússia, de dois ou três nomes de discordância numa convocação e coisas do tipo. O que acho mais preocupante (na verdade, triste), é que somos incapazes, há algum tempo, de produzir uma constelação.

Explico: uma constelação é uma área agrupada em torno de padrões formados por estrelas importantes, aparentemente próximas umas das outras no céu noturno terrestre. Traduzindo pro futebol, é algo como um time agrupado em torno de um esquema de jogo definido capaz de ter um padrão e uma identidade própria, formado por jogadores importantes, compactados e entrosados uns com os outros no campo de futebol terrestre.

Discordo que sofremos de uma safra de jogadores medíocres. Temos muito provavelmente o melhor zagueiro do mundo, Thiago Silva, temos Neymar, Lucas e Oscar. Completando o time que eu colocaria em campo (no pensamento Felipão de ser), temos Julio Cesar, Daniel Alves, David Luiz, Marcelo, Paulinho, Ramires e Fred. Você pode não achar que todos são estrelas de ultima grandeza, mas também não são de última linha.

O problema é que, há algum tempo, a seleção brasileira é incapaz de ter um conjunto que forme alguma imagem. Seja ela tática ou de identidade. Porque pra formar um Cruzeiro do Sul, uma Ursa Maior, ou até mesmo uma simples Três Marias, não é preciso ter necessariamente onze estrelas em campo. Ou como a Rússia conseguiria dominar o Brasil em campo? Os jogadores russos por acaso estão na lista dos melhores do mundo? É óbvio que a força de Gabulov; Anyukov, V. Berezutsky, Iganashevich e Eschenko; Shirokov, Glushakov, Fayzulin, Bystrov; Kerzhakov e Kokorin está no conjunto. E isso é algo que qualquer seleção pode aprender. Da Itália (Pirlo é um jogador fantástico, mas é apenas um) à Colômbia, passando pela Inglaterra, México e etc.

Mas, e aí? Será que a culpa (agora) é de Felipão por não ser o técnico mais moderno e refinado do mundo? Do Fred, por ser um centroavante (que tem feito a parte dele) escalado em um esquema onde de fato há lugar pra ele mesmo que o esquema não seja o preferido de muitos jornalistas esportivos? Ou seria do Neymar, por não decidir todos os jogos da Seleção Brasileira aos 21 anos. Não, meus amigos, a bagunça pra essa falta de constelação é mais embaixo.

Está no pensamento geral de quem manda e desmanda no nosso futebol. Na mentalidade de quem joga fora um trabalho de dois anos de um técnico para jogar outro meses antes de uma Copa das Confederações. Da forma como nossos talentos são tratados na base ao produto sem rosto que virou a nossa seleção principal. Tudo isso entra na sujeira cósmica que atrapalha a formação de qualquer constelação, mesmo que a gente tenha algumas estrelas (e, principalmente, quando elas não são tão brilhantes assim).

Não consigo e nem quero torcer contra a Seleção Brasileira. De bicicleta, no contra-ataque, de cabeça ou após bela troca de passes, eu vou comemorar o gol da Seleção. Mas é irritante ver que enquanto outras seleções aprendem e colecionam constelações, a gente vai ficando pra trás como uma estrela decadente.

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Dica, Ora Bolas?! – As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos

Como todo mundo já sabe e é anunciado a cada jogo da Seleção Brasileira, como o empate de ontem contra a Itália, foi-se o tempo em que o futebol do Brasil era considerado o melhor do mundo.  Houve uma época, no entanto, que nosso futebol era tão festejado e apaixonante que a gente achava até difícil reconhecer que o bom futebol também existia fora daqui. Mas ele existia. E existe.

E é pra lembrar disso e comemorar a volta, depois de uma pausa de cinco meses, das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2014, que a Dica, Ora Bolas?! de hoje é o livro As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos. Escrita pelo jornalista Mauro Beting, a publicação da editora Contexto escala as melhores seleções estrangeiras que participaram de Copas do Mundo. Estão lá times brilhantes e eficientes, como a Hungria de 1954, a Inglaterra de 1966, a Holanda e a Alemanha – ambas de 1974, a Itália de 1982, a Argentina de 1986 e a França de 1998.

Uma por uma, o jornalista contextualiza historicamente, fala um pouco do antes e do depois e, claro, analisa cada pedacinho da trajetória delas na Copa do Mundo disputada e explica porque elas merecem estar no livro. Os craques desses grandes times também estão lá: Ferenc Puskás, Bobby Charlton, Johann Cruyff, Beckenbauer, Paolo Rossi, Maradona e Zidane.

Pra “trilhar” a leitura, recomendo aumentar o volume para as partidas desta sexta-feira, 22 de março (eta overdose maravilhosa!):

09h45 Israel x Portugal – Transmissão SporTV 2
13h00 Bulgária x Malta
14h00 Croácia x Sérvia – Transmissão SporTV 2
14h00 Eslovênia x Islândia
15h00 Cazaquistão x Alemanha – Transmissão SporTV
15h00 Noruega x Albânia
15h15 Andorra x Turquia
15h30 Liechtenstein x Letônia
16h10 Eslováquia x Lituânia
16h15 Luxemburgo x Azerbaijão
16h30 Rep. Tcheca x Dinamarca
16h30 Áustria x Ilhas Faroe
16h30 Hungria x Romênia
16h30 Moldova x Montenegro
16h30 Holanda x Estônia
16h45 Macedônia x Bélgica
16h45 Suécia x Irlanda
16h45 Bósnia-Herzegóvina x Grécia
16h45 Espanha x Finlândia – Transmissão Esporte Interativo
16h45 Polônia x Ucrânia
16h45 Irlanda do Norte x Rússia
17h00 Escócia x País de Gales
17h00 França x Geórgia – Transmissão SporTV 2
17h00 San Marino x Inglaterra – Transmissão SporTV

Terça-feira, 26 de março

13h00 Armênia x Rep. Tcheca
14h00 Estônia x Andorra
14h00 Azerbaijão x Portugal
15h30 Turquia x Hungria
16h00 Ucrânia x Moldova
16h15 Dinamarca x Bulgária
16h30 Sérvia x Escócia
16h30 Holanda x Romênia
16h45 País de Gales x Croácia
16h45 Bélgica x Macedônia
16h45 Alemanha x Cazaquistão
16h45 Irlanda x Áustria
16h45 Polônia x San Marino
16h45 Malta x Itália
16h45 Irlanda do Norte x Israel
17h00 França x Espanha
17h00 Montenegro x Inglaterra

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Para-raio futebol clube

Quem nunca viu um filme ou história onde um raio cai sobre a cabeça (ou a casa ou o cachorro) de alguém e uma situação se inverte ou muda completamente?

Tipo assim, a Seleção Brasileira era a primeira do ranking, representava o futebol bonito e imprevisivel, emocionava o país inteiro, tinha o melhor jogador do mundo, era favorita contra a Itália (e a Inglaterra, Espanha, Alemanha…) e essas coisas.

Aí caiu um raio.

Viramos a número 18 no ranking da Fifa, representamos um futebol pragmático e previsível, muitos se tornaram indiferentes à camisa amarela, o melhor jogador do mundo é argentino e consideramos um empate com a Itália um bom resultado.

Cadê esse raio pra cair na Seleção Brasileira de novo e voltar tudo ao normal, minha gente? Será que foi esse que atingiu o avião que levava a delegação da seleção italiana, adversária do Brasil em amistoso de hoje (21), para a Suíça na tarde de ontem? Tensa!

Enfim, enquanto esse raio não vem, vamos ao trovão que temos para hoje:

Felipão deve iniciar o jogo com Julio César, Daniel Alves, Dante (Thiago Silva), David Luiz e Filipe Luís; Fernando, Hernanes e Oscar; Hulk, Neymar e Fred.

Na defesa, apesar de Dante ser uma boa opção, um zaguiro seguro, me parece claro que o companheiro de David Luiz no time titular é Thiago Silva. É apenas uma questão de preocupação pela recente contusão do zagueiro do Paris Saint-Germain, imagino eu.

Quanto às laterais, Filipe Luís guarda a vaga de Marcelo pelo mesmo motivo de contusão recente.

No meio de campo, eu gosto muito da volta de Hernanes. Acho que é um volante à altura da Seleção e que merece essa chance, já que ele não figurava no grupo de Mano Menezes. Com a volta de Ramires e Paulinho, a coisa muda.

Daí que eu escalaria Oscar e Kaká (como eu disse aqui, vocês já estão torrados de saber que ele é minha escolha mil vezes no lugar de Ronaldinho Gaúcho) para criar as jogadas. Hulk pode ser um bom reserva, mas não é titular, minha gente. No ataque, Neymar livre pra se movimentar e não preso lá na ala esquerda onde perde rendimento, e Fred.

Hoje, contra a Itália, no entanto, mais do que nomes, é preciso perceber um esquema, um padrão, uma luz que seja, que atraia esse raio de novo.  Mais importante do que ter  esse ou aquele nome em campo, é ver não só algum tipo de evolução, mas uma seleção que seja capaz de provocar qualquer tipo de eletricidade no coração do torcedor. Uma “seleção para-raio” que volte a ter energia própria e protagonista.

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Dica, Ora Bolas?! – Estádios


Nesta sexta-feira (15), meu querido amigo Eric Luis Carvalho, repórter do Globoesporte.com, publicou uma matéria, que você pode ler completa aqui, com lembranças de baianos na Velha Fonte. Pra quem não sabe ainda, no dia 7 de abril de 2013, o estádio, agora “arena”, será finalmente entregue a nós, baianos, e milhões de novas histórias serão sentidas por quem pisar por lá, no gramado e na arquibancada. Ou nem isso, como aconteceu na histórinha que contei para a matéria e reproduzo aqui pra vocês:

Eu não precisei nem sair de casa para que a Fonte Nova entrasse na minha vida. Era 15 de fevereiro de 1989, e o Bahia disputava o primeiro jogo da decisão do Campeonato Brasileiro de 1988 com o Internacional. Eu tinha cinco anos e meu irmão, sete. Meus pais, torcedores do Bahia, não tinham com quem nos deixar para ir ao estádio, mas minha mãe, apaixonada por futebol, queria muito ir. Menos fanático, meu pai, então se ofereceu para ficar em casa comigo e meu irmão enquanto ela gritava, das arquibancadas da Velha Fonte, pelos dois gols de Bobô que garantiriam a vitória ao Bahia. Claro que eu não lembro de muita coisa, mas guardei na imaginação que o lugar para onde minha mãe tinha ido naquele dia só poderia ser mágico. E eu sabia que estava certa antes mesmo de testemunhar pessoalmente aquela magia.

A Dica, Ora Bolas?! de hoje é portanto a mais simples e ao mesmo tempo a mais rica experiencia que o futebol pode nos dar: vá ao estádio, crie lembranças, viva histórias, grite emoçoes e sinta futebol!

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Habemus Barcelona!

Messi faz dois e Barcelona elimina o Milan com goleada de 4 a 0 no Camp Nou e segue para as quartas de final da Liga dos Campeões

Há um ou dois anos, não existiam dúvidas: ‘habíamus’ papa! Sim, o papa tudo (eta duplo sentido maravilhoso e irresistível!) do futebol mundial era o Barcelona. Num período de quatro anos, com um conclave de craques de primeira linha, o time catalão papou duas vezes a Liga dos Campeões, em 2009 e em 2011, duas vezes o Mundial de Clubes, também nestes dois anos, três títulos espanhóis, das temporadas 2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011, nas quais também levou três taças da Supercopa da Espanha e para completar o banquete, papou ainda os títulos da Supercopa Europeia em 2009 e 2011 e foi vencedor da Copa do Rei da temporada 2008/2009. Foram 14 títulos levantados, dos 19 disputados na época Guardiola. Isso sem falar nas atuações, verdadeiros milagres pra cardeal nenhum botar defeito.

Mas aí Guardiola anunciou que deixaria o time no fim da temporada depois daquela derrota em abril de 2012 para o Chelsea na Liga dos Campeões.

A nova temporada começou e o Barcelona de Tito Vilanova mostrou que tinha pecados. O estilo de jogo passou a ser menos regular e defeitos que apareciam raramente nas outras temporadas (como quando o time insistia em centralizar o jogo e abdicava das jogadas mais abertas e em profundidade) passaram a ser mais frequentes.

Foi o suficiente para hereges iniciarem uma inquisição às avessas. Toque de bola virou tortura, ser o melhor do mundo virou pecado e perder um jogo virou motivo de fogueira. Depois de três derrotas em jogos importantes, uma para o Milan e duas para o Real Madrid, então, estava decretado fim da Era Barcelona.

Pois bem, senhores e senhoras de fé no futebol, muita calma com essa água-benta. Perceber que as doutrinas mudam, que Cristiano Ronaldo também merece ser adorado, que a religião tática de outros times também pode evoluir ou ser eficiente, não significa que o Barcelona virou pó.

Portanto, se você não gosta do estilo de jogo do Barcelona, se você se entretém e se emociona mais assistindo ao Real Madrid, ao Chelsea, ao Boa Esporte ou a qualquer outro time, não se preocupe, você não vai arder no mármore do inferno. Mas, por favor, vamos parar com essa heresia de fim da Era Barcelona porque pra fumaça branca sair de campo anunciando um novo papa não é tão fácil e rápido assim.

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Camisas de futebol – Dica, Ora Bolas?!

Este blog não poderia esquecer o que celebramos hoje: Dia Internacional da Mulher! E como hoje é sexta-feira, a Dica, Ora Bolas?!, só poderia ser destinada à ninguém menos do que elas (incluindo euzinha também, né?), as mulheres.

No estilo autoajuda (quem nunca?), a dica de hoje é simples, fácil e crocante: dê um presente a si mesma (ou à mulher que você ama, no caso dos meninos)! Mas é claro que este blog não incentiva o consumo de qualquer coisa, afinal a gente gosta é de futebol, então a ideia é que seja um presente futebolístico. E por que não uma camisa de futebol?

Vou contar uma historinha que pouca gente sabe pra justificar a minha sugestão: quando eu e meu irmão éramos pequenos , nossos pais não nos davam camisa de time de futebol (apenas da Seleção Brasileira) porque não queriam influenciar nas nossas escolhas de time, profissão, religião e tudo o mais. Claro que essa parte do time eu não concordo muito, mas isto é história pra outra coluna. Por conta disso, minha primeira camisa de um time de futebol não foi muito óbvia.

Um belo dia, lá pelo ano de 1994, meu irmão, um pouco mais velho do que eu, ganhou uma camisa do Manchester United de uma tia que voltou de viagem da Inglaterra. Era linda, era beeeeeem vermelha e eu me apaixonei. Não resisti e peguei a camisa “emprestada” pra desfilar por aí. Claro que meu irmão brigou comigo quando soube da minha arte de pegar a camisa dele sem avisar e eu tive que me separar dela durante um tempo (depois ele passou a me emprestar essa e outras camisas). Mas, eu guardei essa camisa na lembrança como a minha primeira camisa de time, mesmo que “um pouco roubada”.

Portanto, que tal comprar (ou presentear) a sua primeira camisa de futebol? Pode ser a primeira da vida, a primeira internacional, a primeira exótica, a primeira da temporada, a primeira do que for. O que vale é criar uma lembrança boa, uma especialidade do futebol!

Pra ajudar nessa tarefa, segue abaixo uma listinha de lojas virtuais onde achar alguma coisa que seja o seu estilo! Algumas delas estão com promoções e produtos especiais em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Boas compras e boas lembranças! 😉

Para quem curte a elegância do preto e branco:

Vasco da Gama

Santos

Botafogo

Atlético-MG

Corinthians

Ceará

Pra quem é do clima colorido e tricolor da primavera que acabou de começar

Fluminense

Grêmio

São Paulo

Bahia

Se você gosta da dramaticidade rubro-negra

Flamengo

Vitória

Sport-Recife

Atlético-PR

Se a ideia é apostar num look de uma cor só

Cruzeiro

Coritiba

Internacional

Palmeiras

E para outras combinações mais exclusivas

Coritiba

Goiás

Náutico

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“Football Games History – 35th Anniversary” – Dica, Ora Bolas?!

Sexta-feira, dia internacional do happy hour, fim de semana chegando, muito futebol pela frente (ok, menos para a dupla BaVi), mas hoje é dia de Dica, Ora Bolas?!

E a sugestão de hoje é principalmente pra quem adora ter um joystick cheio de botões na mão para controlar o que o jogador vai fazer em campo! Como infelizmente não podemos mudar nada no futebol na vida real, é claro que eu só poderia estar falando de jogos de videogame.

Pois bem, vocês sabiam que há 35 anos apareceu o primeiro jogo de computador que reproduzia, virtualmente, as regras e as condições do nosso esporte favorito da vida real? Isso mesmo, desde a época do Atari (eu tive, mas não conta pra ninguém), passando por Mega Drive, Nintendo, Sega Saturn, até os atuais Playstation e Xbox – entre outros que eu nem devo conhecer  – os games de futebol viciam crianças, homens e também mulheres!

A dica de hoje, pois então, é o filme “Football Games History – 35th Anniversary”, da produtora Davero Films, que está fazendo sucesso no YouTube.  São mais de 30 minutos com 56 games lançados durante esses 35 anos. A evolução é sensacional! E olha que eu nem sou nenhuma apaixonada pelo “esporte virtual” (além de não ter muita habilidade, como vocês testemunharam no vídeo Ora Bolas onde desafiei jogadores de Bahia e Vitória), mas achei a ideia interessante e divertida. Pra quem gosta da modalidade, é só apertar start!

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