Arquivo de junho 2013

Tic-tac, tiqui-taca, tic-tac

“Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora”

Porque, finalmente, o Brasil, todo poderoso do futebol mundial, dono do maior número de horas campeãs mundiais vai enfrentar a Espanha, seleção do momento há muito mais do que algumas horas.

Reprodução

E já faz algum tempo que o mundinho encantado do futebol conta os tic-tacs do relógio por esse confronto. Não necessariamente porque o tiqui-taca espanhol (ou do Barcelona) é um alarme de bola para todo mundo, como é para mim. São muitos os que acham o estilo de jogo espanhol sonolento (como lidar?) e não param o relógio para ver a Espanha em campo. Temos todos que concordar, no entanto, que essa seleção fez/faz história. Não ganhou duas Eurocopas (2008 e 2012) e uma Copa do Mundo (2010) por acaso. Com características bem peculiares e jogadores espetaculares, nos fez de alguma forma repensar o futebol como um todo. Gostando e torcendo ou não, aspectos mais táticos e coletivos do esporte viraram assunto das redações às mesas de bares e, tenho a impressão que, “de uma hora pra outra”, todo mundo estava debatendo e discutindo sobre futebol como há algum tempo não víamos.

“Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado”

Porque, finalmente, a geração de Xavi e Iniesta, que despertou comparações com os melhores times da história do futebol, vai enfrentar a seleção que mais soube criar esses grandes times.

E, não, não temos um grande time como outros do passado, mas o futebol também é feito de momentos simbólicos. E simboliza muito para a Espanha vencer esse jogo, não pelo título inédito (insignificante, vai), mas pelo desejo de preencher o espaço vazio de não ter encontrado o Brasil nesse caminho vitorioso – o último jogo entre Brasil x Espanha aconteceu em 1999, um empate por 0 x 0 em Vigo. Pra Espanha consagrada, festejada, consolidada, campeã mundial, que não precisa provar mais nada pra ninguém, o placar dos minutos finais da partida é o que interessa.

Pra seleção brasileira, ao contrário, não é o resultado por si só que deve significar alguma coisa. Pro Brasil em desenvolvimento, que ainda busca maturidade, crescimento, evolução, consistência (acrescente aqui a palavra da sua preferência) e que ainda tem muita coisa pra provar, é o desenrolar dos 90 minutos que vale alguma coisa. Porque o importante é testar e medir esse grupo diante da Espanha e será, no mínimo, curioso ver como Felipão vai acertar os ponteiros para o tiqui-taca espanhol.

Se as duas seleções fossem se encontrar dez vezes seguidas, eu apostaria dez vezes na Espanha. Seria bem menos arriscado e acho que levaria a aposta ao menos umas seis ou sete vezes. Se tivesse que apostar apenas uma vez, neste domingo, a situação mudaria completamente. Mas, dentro do possível, depois da semifinal com a Itália, torço que a Espanha venha descansada e com tudo. Esperamos tempo demais pra pilha do relógio acabar na hora h, né não?!

“Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora”

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#vemprojogo

DivulgaçãoRegras:

Escolha o uniforme do seu peão.

Abra o tabuleiro sobre o campo e vire a ampulheta.

Durante 15 dias, jogue os dados conforme orientação do técnico e avance o número de casas correspondente. Levanta a taça quem chegar até o final. Mas, atenção, também vence quem fizer pontos extras mostrando padrão de jogo e evolução tática.

Valendo!

E não é que a Seleção jogou os dados avançando algumas casas nessa Copa das Confederações? Como não víamos há algum tempo, principalmente se tratando de Seleção Brasileira, Neymar deu uma bela arrancada no início da competição. Ótimo para a competição e para os torcedores que não acompanham tanto a seleção fora desses grandes eventos. Afinal, quem não acompanha o tabuleiro dado por dado, não está muito familiarizado com nomes como Luis Gustavo e Dante, por exemplo. No estádio (ou não), pela festa, ele quer é ver Neymar driblando e fazendo gols e não a evolução tática no meio de campo.

Mas, além das boas atuações do jogador do Barcelona, a seleção também mostrou evolução. No primeiro jogo, contra o Japão, já vimos um time que pressiona o adversário e sabe recuperar bola. Numa partida bem mais difícil contra a Itália, mesmo sem Pirlo e De Rossi, a saída da defesa para o ataque também melhorou e um início de entrosamento deu mais movimentação e maturidade ao time. A Seleção mostrou mais repertório, abriu espaços e girou o jogo como há muito tempo não víamos, ainda mais considerando o adversário.

Isso significa que o Brasil está prestes a avançar voando todas as casas do tabuleiro? Claro que não. A cobertura das laterais ainda não funciona muito bem, falta mais organização no meio-campo (eu teria testado um esquema sem Hulk e com mais um jogador no meio de campo, Lucas, por exemplo, lá no início), os volantes ainda não se comunicam tão bem com o meio de campo e as jogadas ofensivas ainda dependem demais da habilidade e/ou velocidade de Neymar, Oscar ou outro jogador.

Eu me surpreendi nessa primeira fase. Achei que o Brasil fosse tropeçar um pouco mais. No fim das contas, o coletivo avançou, mas o destaque, por enquanto, é Neymar, sem dúvida, o craque desta Copa das Confederações. Sempre decisivo, com três belos gols em três jogos.

Pra completar, e pode até parecer até meio ingênuo dizer isso, os protestos e manifestações que ainda acontecem pelo país parecem ter dado um gosto maior para a conquista da competição. Há algum tempo não reconhecia essa vontade de vencer num grupo vestindo a camisa da Seleção Brasileira.

Aproveitando a situação do país, já que falei de coletivo e individual, vamos lembrar que não basta se juntar a uma multidão se quando você está sozinho você esquece todo o padrão de jogo, né mesmo ‘galere’ linda desse Brasilzão?! Portanto, não deixe de ir a campo lutar pelos seus direitos, mas comece combatendo a corrupção, respeitando os outros e o ambiente ao seu redor ainda no vestiário. Aproveite pra jogar aquela carteirinha de estudante falsa fora. Pare de cortar caminho pelo acostamento num engarrafamento. Não feche o cruzamento, não troque voto por um favor, não fure fila, não jogue lixo no chão, respeite quem senta do seu lado no ônibus, não ofereça um dinheirinho pra alguém ‘facilitar’ aquela coisa pra você. Olha só quantas casas a gente não pode avançar se todo mundo fizer isso?! Então tá combinado então. Joga os dados e #vemprojogo.

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Dica, Ora Bolas?! – Livros da Seleção

Dica, Ora Bolas?! de hoje é pra você que quer aprender um pouco mais sobre a Seleção Brasileira, que estreia dia 15 na Copa das Confederações. Sim, sim, a gente sabe que a moral do Brasil, futebolisticamente falando, não está dos melhores. Às vésperas da disputa, a seleção brasileira caiu para a 22ª colocação no ranking mundial da Fifa, divulgado nesta quinta-feira (6). Em maio, a Seleção estava na 19ª colocação, mas foi ultrapassada por Bósnia e Herzegovina, Dinamarca e Gana (alguém vai ali na esquina procurar a “dignidade” da nossa seleção, faz favor?!).

Ainda assim, este blog segue torcendo por este time montado por Felipão (mesmo que Lucas e Oscar joguem juntos no meu meio de campo e no dele não). E é por isso que a dica de hoje são alguns livros pra gente conhecer, lembrar ou saber um pouco mais sobra a Seleção Brasileira.

Se joga nos livrinhos!

Seleção brasileira, 90 anos, de Roberto Assaf, Antonio Carlos Napoleao, lançado pela editora Mauad.

Seleção Brasileira - 90 anos

Sinopse: O livro de comemora os 90 anos da trajetória da Seleção Brasileira de Futebol, seu cotidiano em cada ano de vida, desde o primeiro jogo contra os profissionais do Exeter City, em 1914, passando pela trajetória de cada um dos títulos mundiais, até o tempo presente. Fichas completas de todos os jogos, não só com a escalação do Brasil como também com os nomes completos das equipes adversárias.

Bíblia da Seleção Brasileira de Futebol, de Luís Miguel Pereira, lançado pela editora Almedina.

Bíblia da Seleção Brasileira de Futebol

Sinopse: A Bíblia da Seleção Brasileira de Futebol é constituída por um conjunto de pequenos textos, de fácil leitura, com os fatos mais relevantes ocorridos na história. Tudo o que é preciso saber sobre a Seleção Brasileira de Futebol está na “Bíblia”. Tudo e mais alguma coisa! Com prefácio de Tostão.

História da Seleção Brasileira em Cordel, de Claudio Aragão, lançado pela editora Bom Texto.

A história da Seleção Brasileira em Cordel

Sinopse: A conquista do pentacampeonato em 2002 consagrou definitivamente o Brasil como o país do futebol. Para homenagear nossa vitória, a Bom Texto Editora publica A história da Seleção brasileira em cordel. De forma bem-humorada e original, Claudio Aragão resgata a trajetória de nossa Seleção nas dezessete Copas do Mundo.

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Domingo, eu fui ao Maracanã e filmei tudo

Tem muito tempo que não rola um vídeo Ora Bolas por aqui e, além do meu cabelo, muita coisa mudou desde que comecei com essa ideia no blog.  A Fonte Nova, por exemplo, foi do chão para essa coisa linda que está agora e o Maracanã fechou para receber uma reforma daquelas.

Maracanã - 02.06.2013
Eles e outros estádios mudaram, assim como nós. O que une a gente aqui neste espaço é que continua igual: nosso amor pelo futebol. E é isso que espero que vocês sintam quando embarcarem no vídeo Ora Bolas na reinauguração do Maraca. Que vocês se sintam lá! Que vocês se sintam renovados. E que vocês saibam que TUDO pode sempre começar outra vez. Seja depois de um gol contra ou a favor, você terá sempre a chance de um novo tiro inicial.

E agora aperta o play e se divirta antes que isso aqui vire um texto de autoajuda!

 

Observações

O vídeo mostra a minha experiência no Maracanã. Claro que outras pessoas podem ter passado por “perrengues” que eu não passei e podem ter visto situações diferentes. Os comentários de quem teve uma outra visão são muito bem vindos! Quem teve uma experiência parecida, pode reforçar o que vivi também, é claro!

Sim, no setor onde eu estava, aparentemente, os locais dos assentos estavam todos sendo respeitados.

E, sim, chamem de sorte, mas filmei os dois gols do Brasil no jogo “por acaso”!

Maracanã

 

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