Arquivo de agosto 2013

Dica, Ora Bolas?! – Vídeos Ilha Barcelona e El Brocador

Bom humor é fundamental. Quando ele vem coladinho, agarradinho, tipo marcação homem a homem, com a criatividade, então, é um espetáculo. Se for num vídeo/campanha de um clube de futebol, a gente se apaixona. Nessa semana, dois vídeos nessa linha foram compartilhados, curtidos e comentados na internet e eles são a Dica, Ora Bolas?! de hoje! \o/

O primeiro é uma super produção da Qatar Airlines, patrocinador do Barcelona FC.  No vídeo que apresenta a Ilha Barcelona, além de muito bom humor e criatividade, craques, efeitos especiais e produção cinematográfica. O segundo, El Brocador, pra provar que nem sempre é necessário tanto investimento, a Arena Fonte Nova comemora a classificação do Bahia para a próxima fase (finalmente um duelo internacional após 24 anos) da Sul-Americana com MUITO bom humor e criatividade!

Pena que os clubes brasileiros explorem tão pouco esse esquema tático. É moderno e absolutamente vencedor. Prestenção no potencial, departamentos de marketing!!!

Reprodução El Brocador

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Dica, Ora Bolas?! – XVI Bienal do Livro do Rio

Para tudo, gente letrada que adora livro de futebol! Na quinta-feira da semana que vem começa a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. É claro que a Dica, Ora Bolas?! não poderia deixar esse evento passar em branco por aqui, né minha gente?! Sei que sou suspeita pra falar, mas eu juro valendo prometo que a dica é boa!

XVI Bienal do Livro do Rio

E olha, não basta ser um lugar mágico cheio de livros lindos e histórias maravilhosas loucas para serem lidas por você, tem que ter um espaço de eventos dedicado totalmente ao futebol! Isso mesmo, este ano, a Bienal incluiu em sua programação cultural um espaço chamado Placar Literário (já to amando isso) que, com curadoria de João Máximo, será dedicado à literatura de futebol. No ambiente, vão acontecer conversas com o público para falar de obras e trajetórias de poetas, romancistas e outras figuras notáveis que levaram o futebol ao mundo das letras. Eta ideia maravilhosa!

Placar LiterárioPois bem, na programação, jornalistas esportivos, como Juca Kfoury e Mauro Cezar Pereira e outros convidados, como Ruy Castro, um dos meus autores favoritos, abordarão os mais variados aspectos do esporte – tanto nos estádios como nas livrarias.

No dia 30/08, por exemplo, tem uma sessão chamada Que “País do futebol” é esse com Juca Kfoury, José Trajano, mediada por João Máximo, que vai discutir um pouco da situação atual do nosso futebol. Outra sessão que destaco acontece no dia 07/09 chamada A vida proibida do craque com a participação de Ruy Castro. Pra quem gosta do mercado literário futebolístico, a dica é a sessão Em campo, o editor com Marcelo Duarte e Rodrigo Ferrari, mediada por César Oliveira no dia 08/09.

E isso é só uma mínima parte do que a Bienal tem a oferecer! Se eu fosse você e morasse no Rio, corria aqui na programação completa e fazia de tudo pra ir lá fazer umas comprinhas (tem coisa melhor nesse mundo pra comprar do que livros, que nunca mais saem da gente?) e bater um papinho sobre futebol!

A Bienal acontece entre os dias 29 de Agosto a 08 de Setembro, no Riocentro, na Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca. Se liga nas informações:

Horário
Dia 29 de Agosto: 13h às 22h
Dias de semana: 9h às 22h
Fins de semana: 10h às 22h

Valor do Ingresso
Inteira: R$ 14,00
Meia-Entrada: R$ 7,00

Aqui no site do evento tem TODAS as informações que você precisa saber sobre ingresso, mapa, horários, valores, etc e etc.

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Dica, Ora Bolas?! – Vamos pro bar

Esta blogueira aqui faz aniversário no fim de semana! E, sim, eu amo comemorar meus aniversários e se pudesse fazia uma festa de arromba todos os anos e convidava todo mundo! Infelizmente, não dá pra acabar com a fome de brigadeiro de todas azamigas, a família e os leitores, né?! Mas não é por isso que vocês vão ficar sem comemorar o meu aniversário! A Dica, Ora Bolas?! de hoje separou então algumas opções de bares que são a cara do blog (e tenho certeza que vocês vão amar). Afinal, como é que não ama um bar que o escolhe o futebol como razão de vida e cerveja?

Pois bem, a primeira dica fica em São Paulo. Trata-se de um bar chamado São Cristovão, que fica na Rua Aspicuelta, 533 – Vila Madalena (telefone: 11 3097-9904). A primeira vez que fui nesse bar foi amor a primeira vista. As paredes são repletas de imagens, flâmulas, fotos, recordações, ingressos e tudo mais que você imaginar de futebol e formam um visual sensacional. É quase impossível encontrar um pedacinho de parede que não esteja coberta.

  Bar São Cristovão / Foto: Reprodução

São cerca de 3.500 objetos ligados ao esporte e o nome do bar e o uniforme dos garçons remetem ao tímido São Cristóvão, clube da Zona Norte do Rio. Os vascaínos, em especial, vão encontrar muita coisa do time por lá, já que o dono do bar é torcedor do Vasco. Pra completar (tem mais!!!), o bar vende, ou vendia ate a última vez em que fui lá e já tem algum tempinho, camisas retrôs de clubes e da seleção brasileira. Essa minha camisa retrô da Copa de 58, por exemplo, que usei no último vídeo Ora Bolas, foi comprada lá! Eu acho que se você está em São Paulo neste fim de semana deveria ir lá comemorar o meu aniversário!

Brecho do Futebol / Foto: Divulgação

Agora, se você mora ou está em Porto Alegre, a dica é o bar Brechó do Futebol, na Rua Fernando Machado, 1188, Centro Histórico (telefone: 51 3737-3782). O bar, além de ter uma carta de cervejas beeeeeeem variada (eta bebida maravilhosa) funciona como loja de camisetas novas e usadas de clubes e seleções do mundo todo! Colecionadores de camisas vivem por lá e se eu pudesse também viveria.

Brecho do Futebol / Foto: Divulgação

Perto de Salvador, me falaram do FIVE Sport Bar, na Avenida Luíz Tarquinio, n2849, em Lauro de Freitas (71 3024-4076). A decoração parece bem bacana e modernosa, mas já num estilo bem diferente dos outros que falei.

Five Sport Bar / Foto: Xico Diniz
COM CERTEZA, existem outros bares com temática de futebol por aí, se você não descobriu um ainda trate de ir procurar uma cerveja gelada futebolística na sua cidade! E se souberem de outras dicas, é só mandar! O blog agradece e bebe por você e mais uma descoberta!

E, não custa lembrar, bebam e torçam com responsabilidade, hein?!

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Dica, Ora Bolas?! – Mini craques

Sabe aquele dia que você pensa, pensa e não tem uma ideia de Dica, Ora Bolas?! pra dar pra vocês?! Foi hoje (ontem no caso).  Mas aí eu perguntei no twitter quem tinha alguma sugestão (cê já me segue no twitter? Não? E tá fazendo o que ainda que não foi lá me seguir? Prestenção, gente, vamos “se ligar”!) e chegaram algumas ótimas dicas. Coloquei algumas no estoque e uma saiu fresquinha do twitteiro Bernardo Esperança (@bernardoesper).

Pois bem, que tal comprar o Johan Cruyff por R$50? E o Michel Platini por R$80? Não agradou? E o Rivaldo, por R$45 ou o Ronaldo por R$130? E, olha, R$500 pelo melhor jogador da história do futebol não me parece exagero, parece?

Mini craques Cruyff, Platini e Rivaldo /  / Foto: Reprodução

Tá achando meio caro? Tem problema não, você pode achar o Lampard por R$25. Ou, pelo mesmo valor, você pode levar ninguém menos que Andrea Pirlo pra casa (uma pechincha)! É, pra casa. Ou você achou que era pro seu time? Calma (né, minha gente?), o Ora Bolas não está abrindo uma janela mágica de contratações, está apenas te dando a dica do site www.minicraques.org/. Uma lojinha virtual onde você encontra todos esse jogadores citados acima naquele formatinho de mini craque.  

E pesquisando pela net, dá pra achar outros lugares com mais opções como aqui e aqui!

Mini craques à venda na LokoEsportes / Foto: Reprodução

E, agora, você já sabe! Se tiver alguma dica, é só mandar que o blog vai adorar (ui, rimou)! =)

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Nem tanto cá, nem tanto lá: no meio de campo

Você que ir à Fonte Nova ver o jogo do Bahia (uma das novas arenas preparadas para a Copa). Pula a parte do transporte precário pra chegar lá, caso você não tenha carro (o que também não será paraíso nenhum e você pagará R$25 no estacionamento oficial ou R$20 num “armengado” quase no meio da rua). Daí você paga R$60 pra entrar no estádio. Se estiver com fome, vai pagar quase R$10 num saco de pipoca ou num salgado.

A arrecadação da final da Libertadores, na quarta-feira (24/07) da semana passada, revelou que o valor médio de ingresso pago pelo torcedor foi acima de R$100. No último fim de semana, torcedores de terno e gravata fizeram um criativo protesto na porta do Maracanã no jogo do Flamengo com o Botafogo por ingresso a preços “populares”.

E, de repente, estava instalado o caos e a caça à elitização do futebol brasileiro. De repente, a modernidade, o “conforto”, o lucro com a receita das arquibancadas são vilões prontinhos pra matar toda a alma do futebol brasileiro.

Foto: AFP

Pera lá, gente. Nem tanto cá, nem tanto lá.

Primeiro, é preciso entender e aceitar que o futebol precisa evoluir. Estádios mais modernos e confortáveis não são mero capricho de torcedor que gosta de ópera e bate palma de forma contida durante um gol. Essa evolução é necessária e justa, afinal, o torcedor está pagando por um serviço e merece ser tratado de forma, no mínimo, justa. Desculpem-me, mas a alma do futebol brasileiro não está em arquibancadas caindo aos pedaços, muito menos no cheiro de xixi ou nos banheiros nojentos que o torcedor era obrigado a aturar.

Segundo, as novas arenas (e o valor dos ingressos) não podem ser exclusivamente responsabilizadas pelo esvaziamento das arquibancadas do país. Nos últimos 10 anos, o Brasileirão teve média de público acima de 15 mil em apenas três oportunidades (2007, 2008 e 2009). E não digam que é culpa dos pontos corridos, adotados em 2003. Entre 1993 e 2002, isso aconteceu apenas uma vez. Portanto, a gente pode discutir e questionar aqui a forma como essas arenas foram construídas, por exemplo, mas o público já não estava tão presente assim desde antes. As coisas são sempre mais complexas do que um vilão e um mocinho.

Isso significa que eu acho que os ingressos de futebol devem custar mais de R$100 e o céu é o limite (pesquisa recente da Pluri Consultória mostrou que, nos últimos dez anos, o preço médio dos ingressos mais baratos dos times que disputam o Campeonato Brasileiro subiu 300% – contra uma inflação próxima a 90%)? É claro que não, mas nem sempre.

Explico. Se um time faz 35 jogos em casa na temporada, é compreensível que um ou outro jogo seja mais importante e desejado do que outros. Uma final de Libertadores vale o ingresso mais caro porque existe procura pra ele. O mesmo valor não pode ser ofertado para uma partida do estadual. Eu acho que não há nada de errado em aumentar a receita da bilheteria quando a procura existe (a gente não quer os melhores reforços, as melhores sedes, as melhores partidas, os jogadores do mais alto nível na melhor fase da carreira e um futebol de alta qualidade técnica?). E, sim, a gente pode (e deve) discutir e cobrar pelo serviço ruim, pelas filas, pelo despreparo, pela falta de segurança, transporte e tudo mais, mas isso é uma outra coisa.

Não acho também que o torcedor de futebol deve ser tratado exclusivamente como um cliente. O futebol é o que é e tem tamanha capacidade de lucro justamente porque ele não é apenas negócio e isso, sim, deve ser respeitado.

Pra um jogo “comum” de meio de campeonato, acho caro pagar R$60 pra ir à Fonte Nova. E essa história de meia-entrada pra todo mundo (seja porque liberam ou porque a quantidade de carteira falsa é obscena) é simplesmente ridícula.

No fim das contas, existe uma receita prontinha de valores e ações pra levar o torcedor (de todos os tipos) aos estádios brasileiros?? É claro que não. Não dá, por exemplo, pra seguir um modelo europeu pronto como o do Borussia Dortmund que leva 80 mil pessoas por jogo (até porque eles não vendem ingressos por uma pechincha. Tirando as entradas para crianças e cadeirantes, os ingressos começam em 15 euros, em pé, e 34 euros, sentado. Multipliquem os valores por 3, o câmbio). E não vamos nem entrar no mérito aqui que a população com dinheiro (chame de elitizada, se quiser) por lá é muito mais numerosa, sem falar em transporte e serviços oferecidos.

Eu não tenho dúvidas de que existem soluções e boas ideias para cada caso. A alma do futebol brasileiro está no seu torcedor e é ele quem deve mostrar esse caminho. O Bahia, por exemplo, ganhou 13 mil novos sócios patrimoniais, em 48 horas, numa campanha de associação em massa, promovida pelo interventor Carlos Rátis, que reduziu o título patrimonial de R$300,00 para R$10,00 (a mensalidade continuará sendo de R$40,00). Outro clube que poderia ter um projeto de sócio torcedor sensacional é o Flamengo. Mas, tem? Não tem. Pois é.

Que existem caminhos, existem, resta “esperar” que, quem pode, saiba jogar essa bola pro meio de campo. Tem que ter passe pro futebol negócio, mas também tem que ter toque pra paixão.

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