Arquivo de setembro 2014

Jogo dos sete erros do futebol brasileiro – Erro 4

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começará a partir de hoje uma brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Erro 4 – Torcidas organizadas ou muito mais do que isso

Foto: Reprodução

Há quantos anos discutimos as torcidas organizadas? Há quanto tempo jornalistas e estudiosos noticiam e escancaram o perigo no qual esse segmento do futebol se tornou? Rodada após rodada, as situações se repetem e a gente se repete. Pode procurar aqui no blog e você vai encontrar diversos textos sobre o assunto. Todo mundo já sabe que estes elementos não são fruto do amor pelo futebol e, sim, de uma sociedade doente que não educa, não dá oportunidades, não pune de forma adequada e, pior, depois de tudo isso, não aprende também.

Mas, daí, imagine só, você é um clube de futebol brasileiro e sabe de tudo isso. Você tem milhões de torcedores e um potencial imenso de agradá-los (não apenas com vitórias em campo, mas com serviços, afinal, eles são clientes), mas você prefere agradar e se tornar refém de uma minoria que quebra seu estádio, arranja briga, faz você perder mando de campo e receita, explora sua marca sem te pagar nada, ameaça seus jogadores e outras atrocidades mais. Eles pedem, por exemplo, pra você tirar as cadeiras do espaço onde eles querem ficar e você faz o que? Tira! E eles fazem o que? Brigam! E você faz o que? Nada! E na rodada que vem a gente vai fazer o que? Falar de novo da violência! E os marginais vão fazer o que? Ganhar ingresso (do jogo que não for de portões fechados)! E aí se o time perder?! Ameaçam jogador! E a gente pode ficar aqui brincado com mais essa brincadeira até a temporada terminar. E começar de novo…

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Jogo dos sete erros do futebol brasileiro – Erro 3

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começará a partir de hoje uma brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

SIM, EXISTEM SETE ERROS ENTRE AS DUAS IMAGENS!!!!

EXISTEM SETE ERROS ENTRE AS DUAS IMAGENS!!!!

Erro 3 – Uma seleção paralítica

Você toma conta da Seleção. Aquela que já tem mais de 100 anos de história, que participou de todas as Copas do Mundo, que é maior campeã mundial e que é referência pra todos os outros países. Você não acha que foi exatamente fácil, mas confessa que o talento dos jogadores sempre superou uns probleminhas de organização. A verdade é que você nunca parou pra pensar que o futebol estava evoluindo, que os outros países estavam aprendendo uma ou outra coisa e que você estava ficando pra trás. A possibilidade de um novo Pelé, de um novo Garrincha, Romário, Ronaldo ou de um eterno Neymar fizeram você se acomodar. Até você ser atropelado por um caminhão cegonha alemão que levava jumbos. Era hora de mudar. Você sabe que não resolverá tudo em um ano. Sabe que é um trabalho profundo de reestruturação e, principalmente, de reflexão do futebol nacional. A sua Seleção Brasileira é um reflexo do futebol de cada dia. Você sabe que os dois merecem mais, então convoca uma comissão de estudiosos, jornalistas e técnicos e profissionais do futebol para repensar o que está sendo feito. Não é certeza que isso trará um, dois, três, outros cinco títulos mundiais, mas você vai fazer de tudo pra que os próximos Romários, Ronaldos e Neymars tenham um time e um futebol mais forte para apoiá-los.

Você toma conta da Seleção. Aquela que já tem mais de 100 anos de história, que participou de todas as Copas do Mundo, que é maior campeã mundial e que é referência pra todos os outros países. Você não acha que foi exatamente fácil, mas confessa que o talento dos jogadores sempre superou uns probleminhas de organização. A verdade é que você nunca parou pra pensar que o futebol estava evoluindo, que os outros países estavam aprendendo uma ou outra coisa e que você estava ficando pra trás. A possibilidade de um novo Pelé, de um novo Garrincha, Romário, Ronaldo ou de um eterno Neymar sempre te deixaram tranquilo. Mesmo após ser atropelado por um caminhão cegonha alemão que levava jumbos. Pra que mudar? Você sabe que resolverá tudo com umas vitórias e firulas. Basta fazer um discurso raso usando a palavra reestruturação que vão acreditar que você vai propor uma reflexão do futebol nacional. A sua Seleção Brasileira é sua pra fazer o que quiser e ela não tem nada a ver com o futebol de cada dia (que você acha que vai muito bem, obrigado). Os dois, inclusive, merecem o que você achar mais conveniente, então você convoca um técnico chefão, próximo da sua patota, e que concorda com o que você tem feito. Você tem certeza que isso trará um, dois, três, outros cinco títulos mundiais, afinal você sempre terá um “novo Pelé” por aí e você não precisa dar nenhum apoio. Eles apensas nascem.

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Jogo dos sete erros do futebol brasileiro

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começou a brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Ache os sete erros!
Erro 2 – A justiça da mãe Joana
Você administra/toma conta/tem poder sobre alguma instituição do futebol brasileiro. Você identifica diversos erros e questões importantes fora das quatro linhas. A quantidade de situações irregulares é grande.  Nas inscrições de jogadores, nas súmulas, nas condutas dos árbitros, atletas e até da torcida. Você decide então fazer um trabalho profundo pra tentar mudar isso. Recicla e treina árbitros de verdade e discute a profissionalização da categoria. Facilita informações para que os clubes evitem punições. Faz um trabalho de base para que os atletas aprendam melhor, não só as regras do jogo, mas as lições da vida como cidadão. Você sabe que não acabará com a falta de educação e o racismo, problemas muito maiores que o futebol, mas acha que pode ajudar a diminuir as injustiças. Você sabe que é muito mais difícil percorrer o caminho da prevenção do que da punição, mas decide fugir da lógica do futebol brasileiro.

Você administra/toma conta/tem poder sobre alguma instituição do futebol brasileiro. Você identifica diversos erros e questões importantes fora das quatro linhas. A quantidade de situações irregulares é grande.  Nas inscrições de jogadores, nas súmulas, nas condutas dos árbitros, atletas e até da torcida. Mas você decide não fazer nada pra tentar mudar isso. Reclama e critica a arbitragem a cada rodada ou dificulta informações para que os clubes evitem punições. Mal forma jogadores, quanto mais cidadãos. Você sabe que não acabará com a falta de educação e o racismo, problemas muito maiores que o futebol, então você fica na sua cadeira confortavelmente tentando separar um ou outro “elemento” da sua torcida ou do seu time. Deixa pros outros (ou pra justiça da mãe Joana). Você sabe que é muito mais difícil percorrer o caminho da prevenção do que da punição, então você segue a lógica do futebol brasileiro.

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Jogo dos sete erros do futebol brasileiro

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começará, a partir de hoje, uma brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

7 erros

Erro 1 – O ciclo do imediatismo

Você é um clube de futebol brasileiro. Decide apostar num técnico “diferente”. Um estrangeiro, quem sabe. Traz o cara no meio da temporada, entrega um time desmontado e tecnicamente questionável. Ele pede reforços. Você traz alguns jogadores da confiança e do mundo dele. O time demora a engrenar, afinal, é ruim mesmo. A conclusão lógica é que você tomou muitas decisões erradas desde sempre, mas que, apesar dos resultados ruins, agora você tem um planejamento. Mesmo que os resultados só sejam para o ano que vem, você escolheu interromper a bola de neve infinita de erros por cima de erros. Tem consciência que o problema é maior do que nove derrotas. Você é um clube de futebol brasileiro, mas decide quebrar a lógica doente dos times brasileiros.

Você é um clube de futebol brasileiro. Decide apostar num técnico “diferente”. Um estrangeiro, quem sabe. Traz o cara no meio da temporada, entrega um time desmontado e tecnicamente questionável. Ele pede reforços. Você traz alguns jogadores da confiança e do mundo dele. O time demora a engrenar, afinal, é ruim mesmo. A conclusão lógica é que você nunca tomou decisões erradas, apesar dos resultados ruins, e que você segue um planejamento: o de nunca tê-lo. Você não quer saber de resultados para o ano que vem, então você coloca mais velocidade na bola de neve infinita de decisões por cima de decisões. Tem a certeza que o problema não é maior do que o técnico e os próximos três pontos. Você é um clube de futebol brasileiro e isso é o que os times brasileiros fazem.

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