Espelho, espelho meu…

Existe alguém mais diferente do que eu?

Espelho, espelho meu

Apesar do Bahia ter sido desclassificado mais uma vez na primeira fase da Copa do Nordeste, o time/clube de 2014 não vê o time/clube de 2013 refletido no espelho. Sim, o sentimento do torcedor pode ser o mesmo, mas a situação é diferente.

O Bahia eliminado de 2013 perdeu dois jogos, empatou duas vezes e também venceu duas vezes. Sendo as duas derrotas (3 a 0 para o ABC e 2 a 1 diante do Ceará) e um empate (em 0 a 0 com o Itabaiana) nos últimos três jogos.

O time que perdeu de goleada para o ABC na penúltima rodada, em Pituaçu, foi o seguinte: Marcelo Lomba, Neto, Danny Morais, Titi e Jussandro; Fahel, Diones, Hélder e Zé Roberto; Ryder e Souza. O técnico era Jorginho e torcida era da campanha público zero.

Também era início de temporada, claro, mas o Bahia com esse time já estava fadado a ser o que era: ruim. Jogadores com pouca (ou nenhuma) margem para evolução. Um Bahia, em campo, que refletia sua diretoria. Um Bahia decadente, confuso, prepotente e que não respeitava sua torcida (com direito a jogador mandando recado patético pra torcida, Joel Santana, piadinhas e xingamentos do presidente, negócios obscuros e bastante questionáveis).

O time de agora tem: Marcelo Lomba; Madson, Lucas Fonseca, Titi e Guilherme Santos; Fahel, Pittoni, Helder e Talisca; Rhayner e Maxi Biancucchi. O técnico é Marquinhos Santos e a torcida, apesar de tímida no estádio, cresceu de 600 para 20 mil sócios nos últimos meses.

Madson, Guilherme Santos, Pittoni, Talisca, Rhayner e Maxi têm margem para e devem evoluir com o time. A chegada de um camisa 9, um bom camisa 10 e um bom primeiro volante tornariam o Bahia um time competitivo para não passar os perrengues de 2013 enquanto o clube se reconstrói. É possível encontrar erros na montagem do elenco? Claro que sim. Foram 15 contratações e ainda assim faltam peças! A troca de Feijão por Rafinha deixou o Bahia com um buraco no lugar do volante e trouxe uma opção/aposta no ataque muito parecida com Rhayner, Hugo e os garotos da base Ítalo Melo e Zé Roberto.

Posso estar com o pensamento de fada madrinha, mas prefiro pensar que essa diretoria pode aprender com seus erros.

Porque o Bahia está se reconstruindo. E isso significa que vão acontecer erros e acertos. De Maléfica, não dá pra virar Branca de Neve de um dia pro outro. Maçãs envenenadas aparecerão no caminho, a eliminação da Copa do Nordeste é uma delas, mas ao menos há um novo conto a ser escrito.

O reflexo no espelho pode ser uma interrogação (ninguém pode garantir que o novo caminho trará tudo que uma torcida deseja), mas não refletir o Bahia de 2013, em minha opinião, já é uma bela de uma mudança.

 

2 comentários para “Espelho, espelho meu…”
  1. André disse:

    Muiot bomClara..virei seu fã

  2. André disse:

    Muito bom Clara..virei seu fã.

  3.  
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