Jogo dos sete erros do futebol brasileiro

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começou a brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Ache os sete erros!
Erro 2 – A justiça da mãe Joana
Você administra/toma conta/tem poder sobre alguma instituição do futebol brasileiro. Você identifica diversos erros e questões importantes fora das quatro linhas. A quantidade de situações irregulares é grande.  Nas inscrições de jogadores, nas súmulas, nas condutas dos árbitros, atletas e até da torcida. Você decide então fazer um trabalho profundo pra tentar mudar isso. Recicla e treina árbitros de verdade e discute a profissionalização da categoria. Facilita informações para que os clubes evitem punições. Faz um trabalho de base para que os atletas aprendam melhor, não só as regras do jogo, mas as lições da vida como cidadão. Você sabe que não acabará com a falta de educação e o racismo, problemas muito maiores que o futebol, mas acha que pode ajudar a diminuir as injustiças. Você sabe que é muito mais difícil percorrer o caminho da prevenção do que da punição, mas decide fugir da lógica do futebol brasileiro.

Você administra/toma conta/tem poder sobre alguma instituição do futebol brasileiro. Você identifica diversos erros e questões importantes fora das quatro linhas. A quantidade de situações irregulares é grande.  Nas inscrições de jogadores, nas súmulas, nas condutas dos árbitros, atletas e até da torcida. Mas você decide não fazer nada pra tentar mudar isso. Reclama e critica a arbitragem a cada rodada ou dificulta informações para que os clubes evitem punições. Mal forma jogadores, quanto mais cidadãos. Você sabe que não acabará com a falta de educação e o racismo, problemas muito maiores que o futebol, então você fica na sua cadeira confortavelmente tentando separar um ou outro “elemento” da sua torcida ou do seu time. Deixa pros outros (ou pra justiça da mãe Joana). Você sabe que é muito mais difícil percorrer o caminho da prevenção do que da punição, então você segue a lógica do futebol brasileiro.

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