Jogo dos sete erros do futebol brasileiro – Erro 5

O futebol brasileiro é um jogo de muitos erros. Em campo e fora de campo. São quantos você quiser achar. Este blog decidiu escolher sete deles e começará a partir de hoje uma brincadeira. Você lê os dois textos e encontra o erro entre eles. Garanto, não será difícil. E, garanto também, isso é uma obra de ficção, mas qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Ache os sete erros!

Erro 5 – um futebol que não pensa

A capa da Placar de outubro traz o último brasileiro eleito o melhor do mundo. Pode catar na memória, Kaká, em 2007, é o nome dele. De lá pra cá, argentinos, espanhóis e um português (jogadores praticamente apenas de Real e Barcelona) dominaram os três primeiros lugares. A única exceção aconteceu em 2013, quando Franck Ribéry, francês e jogador do Bayern de Munique, ficou em 3° lugar atrás de Messi e Cristiano Ronaldo. E repito: ZERO brasileiros. Não é à toa que os grandes clubes do mundo não têm brasileiros como grandes protagonistas (e Neymar não é uma exceção porque ele não é o principal jogador do Barcelona).

Arrá, então, o problema é a safra que é ruim? Veja só, se você trata mal as uvas de um parreiral, planta num terreno ruim e, vira e mexe, arranca as raízes da videira, você acha que a culpa do vinho que vem delas ser ruim é da safra? Pois é a mesma coisa.

O futebol brasileiro não cuida de si mesmo. Não cuida bem de sua base, não cuida bem de seus poucos ídolos, não cuida bem de seu patrimônio, não cuida bem de suas finanças, não cuida bem de sua torcida, não cuida bem de seus jogadores, não cuida bem nem de seu maior produto, o Brasileirão. E a gente poderia continuar… Mas, pior do que cada um desses não cuidados listados, é não pensar. O futebol brasileiro, comandado da forma que é atualmente, simplesmente não pensa, não discute seus erros e, consequentemente, é incapaz de aprender com eles. Não é que antes ele se cuidava e por isso Kaká, Ronaldinho, Ronaldo, Rivaldo estavam entre os melhores do mundo (entre 2000 e 2007, apenas um ano não teve brasileiros concorrendo). É que o futebol (e principalmente, o jogo em campo em si), como tudo no mundo, evoluiu. e a ausência de um brasileiro entre os três melhores do mundo nos últimos seis anos não é uma pane (goooool da Alemanha), ao contrário do que Felipão e a CBF devem pensar. É reflexo de um futebol que não pensa, que parou no tempo, e que não oferece a seus jogadores os nutrientes necessários pra que suas safras forneçam vinhos que possam estar entre os melhores do mundo.

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