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Pode gritar: o futebol não é só deles

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A gente sabe que o futebol já foi somente deles. A gente sabe que fazia parte do contexto da época leva-los aos estádios e nós, não. A gente sabe que eles chegavam à maior idade com uma bagagem futebolística que quase nenhuma de nós tinha. A gente sabe que, não faz muito tempo, no jornalismo esportivo, mulheres não entrevistavam, mulheres não faziam reportagens, mulheres não comentavam. Isso sem falar das outras áreas ligadas ao esporte, como arbitragem, pesquisa, medicina, etc. Mulheres não eram permitidas no mundinho redondo, conservador e machista em que eles, homens, reinavam.

No fim das contas, o contexto do futebol apenas refletia (e reflete) a sociedade em que estava inserido. Nenhum mistério nisso. E muita coisa mudou. Tanto foi conquistado, na marra, pelas mulheres. Mas, ainda que sejamos maioria da população (51,5%), o sentimento é de minoria. Os números sobre violência contra a mulher, no Brasil, são alarmantes. Uma consequência clara da relação de poder entre quem quer dominar e quem é dominado. Evidências de que a igualdade de gênero, o combate ao machismo e o empoderamento feminino não são “modinhas de mulher”. Não são assuntos pra fazer pouco caso. É preciso falar sobre isso em todos os aspectos, em todas as áreas, em todos os níveis. E esse é um grito que precisa ser levantado também no mundo do futebol.

Porque a campanha ‪#‎PrimeiroAssédio‬ não é brincadeira se as mulheres têm o receio de ir a um estádio de futebol por conta do assédio e da violência verbal que terão que aguentar.

Porque “o mundo não tá ficando muito chato” quando uma repórter é obrigada a ouvir brincadeirinhas sobre como conseguiu aquela entrevista. Talvez, pro cara machista que levanta essa bola, o mundo esteja ficando mesmo chato. E, pra ele, tomara que fique cada vez mais.

Porque a campanha Chega de Fiu Fiu não é frescura quando a mídia trata atletas de alto rendimento como musas, quando reforça a ideia da mulher no meio esportivo como objeto decorativo (ou pior).

Porque o preconceito está lá quando praticamente não existem comentaristas mulheres. E sou uma privilegiada aqui por ter meu espaço no Esporte Interativo, dos campeonatos estaduais, passando pela Copa do Nordeste, à Liga dos Campeões. Mas não sou (nem NINGUÉM é) obrigada a ler, a cada hashtag lançada durante as transmissões, homens dizerem que eu deveria estar lavando louças (sim, eu leio isso), cozinhando (sim, isso também) ou fazendo algo relacionado à minha sexualidade (e eu estou sendo bastante educada aqui, porque vocês sabem exatamente do que estou falando nesse caso). Sem falar nos xingamentos.

Mas a gente vai gritar. E, cada vez mais, eles vão ouvir. E vai ter mulher, homem, arara e arroba aumentando a nossa voz (e, aqui, preciso registrar: o número de mensagens de apoio, carinho e incentivo que recebo, nessas mesmas hashtags, é imensamente maior do que os ataques de gênero).

Porque feminismo não significa que queremos mais oportunidades que eles. Não significa que queremos ser tratadas melhor do que eles, que queremos ganhar mais que eles, ou que queremos estádios onde homens não possam entrar. Feminismo é igualdade. Pode conferir em qualquer dicionário, em qualquer enciclopédia ou até mesmo na Wikipedia. Não há desculpas pra não se informar. Os machistas que tentam diminuir as mulheres não podem mais se sentir à vontade no mundo do futebol.

Hoje, no nosso dia, todo dia, veja só, não queremos que homens sejam assediados, desrespeitados, subvalorizados, ameaçados e excluídos do futebol simplesmente por terem nascido do gênero x ou y. Passamos por isso e, acreditem, não desejamos a ninguém.

O futebol não é mais só deles. Nem queremos que seja só nosso. Ele deve ser de todo mundo.

Parabéns, mulheres!

Clara Albuquerque
‪#‎LugarDeMulherÉNoEsporte‬

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Lindinhos e lindinhas,

Coloquem o endereço www.claraalbuquerque.com.br nos FAVORITOS  de vocês. Em breve, o blog só poderá ser acessado por ele, ok?!
Prometo novos textos e novidades por lá!!

beijoca com paçoca

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Domingo, eu fui ao Maracanã e filmei tudo

Tem muito tempo que não rola um vídeo Ora Bolas por aqui e, além do meu cabelo, muita coisa mudou desde que comecei com essa ideia no blog.  A Fonte Nova, por exemplo, foi do chão para essa coisa linda que está agora e o Maracanã fechou para receber uma reforma daquelas.

Maracanã - 02.06.2013
Eles e outros estádios mudaram, assim como nós. O que une a gente aqui neste espaço é que continua igual: nosso amor pelo futebol. E é isso que espero que vocês sintam quando embarcarem no vídeo Ora Bolas na reinauguração do Maraca. Que vocês se sintam lá! Que vocês se sintam renovados. E que vocês saibam que TUDO pode sempre começar outra vez. Seja depois de um gol contra ou a favor, você terá sempre a chance de um novo tiro inicial.

E agora aperta o play e se divirta antes que isso aqui vire um texto de autoajuda!

 

Observações

O vídeo mostra a minha experiência no Maracanã. Claro que outras pessoas podem ter passado por “perrengues” que eu não passei e podem ter visto situações diferentes. Os comentários de quem teve uma outra visão são muito bem vindos! Quem teve uma experiência parecida, pode reforçar o que vivi também, é claro!

Sim, no setor onde eu estava, aparentemente, os locais dos assentos estavam todos sendo respeitados.

E, sim, chamem de sorte, mas filmei os dois gols do Brasil no jogo “por acaso”!

Maracanã

 

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Sei que vocês estão acostumados com minhas colunas sobre futebol, mas hoje escrevi um artigo para o guia cultural do CORREIO e também deixo o registro aqui. Há muito tempo não escrevia algo que não fosse sobre esporte e vocês vão saber um pouco mais sobre a mim com a leitura!

Para ler no site: Clara Albuquerque: Baiana não praticante

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Plim Plim ~ Facebook ~ Plim Plim


Minha gente linda que eu adoro!

Criei há algum tempinho uma página no Facebook pra contar as novidades e continuar essa troca de informações sobre futebol que a gente tanto gosta! É o lugar certo pra me encontrar pelo Face, tá?!? Espero que entendam que o perfil pessoal segue fechadinho pros amigos de carne e osso que não estão necessariamente tão interessados em futebol assim…

Então vamos curtir a página, sugerir links, opinar, comentar e isso tudo que essa internet linda da nossa modernidade nos permite!! #todoscurte \o/

Clara Albuquerque – Facebook

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Eu pitaco, tu pitacas, ele pitaca. Nós pitacamos, vós pitacais, eles pitacam. Como vocês já sabem, quando se trata de futebol, todo mundo pitaca! E não faz diferença se esse exercício de palpites no Campeonato Brasileiro é muito mais uma brincadeira de adivinhação do que qualquer outra coisa. Pode reclamar à vontade de vários defeitos do Brasileirão, mas iniciar a competição sabendo que ao menos cinco ou seis times brigam efetivamente pela taça, isso é uma bela de uma qualidade. Por isso, guarda a coluna na gaveta ou anota os meus palpites num lugar seguro pra poder cobrar no fim do ano e vem comigo porque a “brincadeira” já virou tradição.

Em 2010, eu estava com o palpitômetro afiado. Acertei que Fluminense, Cruzeiro e Corinthians estariam entre os quatro primeiros da tabela. O Grêmio foi o quarto mosqueteiro que entrou no lugar do Botafogo, minha última aposta. No ano passado, no entanto, não cravei um time sequer que assegurou a vaga para a Libertadores. Acreditem, coloquei Santos (que ainda não tinha sido campeão da competição), Internacional, São Paulo e Cruzeiro na disputa. No fim do ano, Corinthians, Vasco, Fluminense e Flamengo me derrubaram. Na ponta contrária da tabela, rebaixei América-MG, Figueirense, Atlético-GO e Avaí. Não fui tão mal: 50% de acerto com América-MG e Avaí, mas Ceará e Atlético-PR foram os companheiros de descida.

Segundo meus oráculos futebolísticos, os quatro times que se classificam para a Libertadores no fim de 2012 são justamente os que ainda estão na competição deste ano. Neste momento, não tenho dúvidas de que Santos, Corinthians, Fluminense e Vasco são os times mais preparados para o Campeonato Brasileiro. Claro que tudo pode mudar. O Santos (pra mim o mais forte entre eles pelo fato de que Neymar pode desempatar qualquer análise), por exemplo, parece decidido a dar foco a apenas um dos compromissos, como aconteceu em 2011. O Fluminense tem um time de muita qualidade e tem tido suas melhores atuações justamente nos jogos mais importantes (contra o Vasco na Taça Guanabara, na decisão do estadual, contra o Internacional pela Libertadores e diante do Boca Juniors, duas vezes em plena Bombonera, só que desfalcado e com jogador expulso na segunda vez, com derrota por 1×0), mas pode sofrer no campeonato de pontos corridos. Já o Corinthians, com seu pragmatismo, e o Vasco, com sua alma, podem mudar de característica, e consequentemente de rumo, ao longo do ano.

Na parte de baixo da tabela, prevejo que torcedores de Sport, Náutico, Portuguesa e Figueirense não vão terminar o ano muito felizes. Na Série B, já passou da hora do Vitória mostrar que não merece estar por lá. Goiás, Atlético-PR e Ceará seguem o rubro-negro baiano.

Férias
Assim como no ano passado, esta colunista sai de férias no início do Brasileirão e deixa este espaço sob o comando da colega e amiga Daniela Leone. Após três semanas, volto para acompanhar com vocês as finais da Libertadores e Copa do Brasil e o nosso querido campeonato nacional. Cuidem bem da nossa dupla na minha ausência!

Pretinho Básico
As regras do Brasileirão seguem iguais. O sistema é de pontos corridos (jogam todos contra todos em partidas de ida e volta e leva a taça quem fizer mais pontos). Já sabem que vitória vale 3 pontos, empate, 1, e derrota, zero, não é? Simplificando: quatro primeiros vão para Libertadores e os oito seguintes para Sul-Americana.

Esporte Fino
O Bahia voltou a disputar a Série A em 2011, depois de passar sete anos longe da elite. No ano passado, terminou na 14ª colocação, garantindo a última vaga para a Sul-Americana deste ano (começa em agosto). O Vitória caiu para a Série B em 2010, após três anos seguidos na Série A. Em 2011, terminou a Série B em 5º lugar.

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Pessoas,

Depois de fechar o primeiro semestre com esse presente que foi comentar o JOGAÇO da final do Baianão pelo canal PFC, estou saindo de férias a partir de hoje! No próximo domingo, ainda tem coluna no jornal Correio*, que será devidamente postada aqui no blog, mas depois terei três semanas de descanso e viagem. Tomem conta com muito carinho da nossa duplinha baiana querida! Volto para acompanhar as finais da Libertadores, Copa do Brasil e, claro, o Brasileirão!
Fiquem com os deuses do futebol e até a volta! \o/

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Um ídolo com todas as letras

Preste atenção na história e na matemática. Em 2009, o time T1 contrata um jogador que nós vamos chamar aqui de J1, para efeito ilustrativo. J1 então começa a temporada disputando o campeonato estadual. Além de ser campeão marcando gol na final contra o maior rival de T1, ainda recebe o título de artilheiro da competição com 18 gols. Incógnitas do futebol, J1 deixou o clube após 22 gols em 35 jogos.

Em 2011, o mesmo clube T1 traz o jogador J2 e ele já estreia no clássico local deixando seu gol. J2 não chega na sua melhor fase e figura até no banco de reservas, mas ainda assim é o artilheiro da equipe na temporada com 19 gols em 47 jogos.

No ano seguinte, o jogador J3, da mesma equipe T1, passa por fase espetacular quando se trata de bola na rede. Logo nas primeiras rodadas, dois hat-tricks (três gols na mesma partida) consecutivos. Jogo após jogo, J3 vai deixando sua marca: artilheiro de T1, do campeonato estadual, do Brasil, maior goleador do estádio de T1, salvador da pátria em diversos jogos.

Agora, acompanhe a equação: J1 + J2 + J3 = Neto Baiano. Com exceção de J2, a maioria das torcidas já trataria J1 e J3 como um ídolo. Os torcedores rubro-negros, sem o resultado dessa equação aí, muito provavelmente estariam mais do que felizes com um jogador como esse na equipe, mas, olha, eu não sei qual é o caso dos rubro-negros que têm tanta resistência com Neto Baiano. O cara faz e acontece, vive salvando o time das maiores roubadas (o Leão deveria mandar fazer uma placa pela virada histórica protagonizada por Neto contra o ABC, pela Copa do Brasil), provoca o Bahia, chama mídia, faz o diabo a quatro e ainda assim eu vejo muito torcedor do Vitória criticando e reclamando.

Ele é o atacante mais habilidoso, técnico, talentoso do Brasil? Não. Merece estar na Seleção Brasileira? Em minha opinião, não. Ele perde chances claras de gol vez ou outra? Perde. Mas tem algum outro jogador que, mesmo tendo um aproveitamento melhor, marca tanto quanto ele? Não. Tem alguém que atualmente bate no escudo do Vitória colado de suor no peito e diz “deixa comigo que eu resolvo” mais forte e eficiente do que ele? Não.

Portanto, recado para a parte da torcida que ainda olha torto para Neto Baiano e também para o Vitória: valorizem J1, J2 e J3, porque Neto Baiano + T1 = ídolo.

Copa do Brasil e Baianão
Vitória e Bahia têm grande oportunidade de beliscar alguma coisa na Copa do Brasil. Passando pelo Botafogo, dá pra botar banca pra cima de Coritiba ou Paysandu pra chegar na semifinal. Já o Bahia, enfrentando primeiro a Portuguesa, terá o desafio de passar pelo Grêmio (caso o Fortaleza não faça uma graça, o que seria ainda melhor).

Pelo Baianão, Vitória da Conquista e Feirense devem confirmar o favoritismo da dupla Ba-Vi para a final. Caso o clássico defina realmente o título estadual, ainda vejo o Bahia com um time mais maduro taticamente do que o Vitória. As mudanças e oscilações na Toca do Leão moldaram um time mais nervoso e inconsistente em campo.

PRETINHO BÁSICO
O primeiro gol de Neto Baiano com a camisa do Vitória aconteceu em um jogo com o Atlético de Alagoinhas, no Campeonato Baiano de 2009, dia 18 de janeiro. Na temporada 2012, o artilheiro pode bater o recorde dos 27 gols marcados por Cláudio Adão em uma edição do Baianão, em 1986, jogando pelo Bahia.

ESPORTE FINO
Com os três gols que fez no jogo contra o ABC pela Copa do Brasil, na  quarta-feira passada, Neto Baiano se tornou o maior artilheiro na história do Barradão com 46 gols em 47 jogos. Antes dele, o meia Ramon Menezes tinha o título, com 44 gols. Em todas as passagens pelo Leão, o goleador já marcou 68 vezes.

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